27 de fevereiro de 2020
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#VoltandoAosCachos: Mylena Alves

Oi, genteee! No #VoltandoAosCachos de hoje, trouxe a história da Mylena Alves, de 26 anos e que atualmente mora em Feira de Santana/Bahia. Ela me contou um pouco da sua história e do seu processo de transição capilar. Se você está passando pela transição, esse testemunho pode te ajudar muito! E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer!

Desde novinha tive um conflito grande na aceitação e no cuidado do meu cabelo. Apesar de amar meus cachinhos quando pequena, a medida que fui crescendo meu cabelo foi se tornando mais cheio e mais difícil de lidar. Minha mãe, que tem cabelos lisos, sempre fez o possível, mas na época não tínhamos as informações que temos hoje e eu raramente me sentia confortável com meu cabelo.

Alisei meu cabelo pela primeira vez aos 9 anos e continuei alisando até os 22. Durante esse tempo, ele só ficava “apresentável” quando fazia escova e prancha, coisas que não sabia fazer. Sendo assim, eu sempre tinha que gastar dinheiro pra me sentir bonita. Sempre precisava retocar a raiz e, à medida que ia crescendo, me sentia ainda mais desconfortável.

Não reclamo desse período. Fez parte da minha vida e do meu auto conhecimento. Me sinto linda aos ver algumas fotos antigas e me casei, linda, de cabelo alisado!

Na maior parte do tempo, não tinha grana pra manter meu cabelo escovado, então me sentia constantemente feia. Fui muito zoada no tempo de escola e mantinha meu cabelo preso em um rabo de cavalo.

O que me levou a parar de vez, além do desejo de conhecer meu cabelo natural, foi a falta de dinheiro mesmo! Sempre tive curiosidade em saber como ficaria o meu cabelo se eu parasse de alisar, mas nunca tinha coragem de parar…

Meu namorado, atual marido, sempre me incentivou a me redescobrir dessa forma. Foi um parceiro maravilhoso em todos os momentos. Me conheceu alisada e ama o meu cabelo de hoje. Isso fez toda a diferença pra eu que tomasse coragem em revelar meu cabelo.

Em 2015, alisei o cabelo pela última vez e não gostei do resultado. Já morávamos na Bahia, lugar onde conheci cacheadas maravilhosas, que me inspiraram e me inspiram ainda hoje. Foi aí que meu marido me disse: “Esses são o momento e o lugar perfeitos pra isso!” e assim que decidi começar minha transição. 

Em 20 de março de 2016, fiz meu Big Chop com a cabeleireira que cuida de mim até hoje e se tornou uma das minhas melhores amigas. Na época, não tirei toda a parte alisada, só tirei o excesso. Foi um corte muito lindo, mas eu tinha que lidar com as pontas alisadas. Lavava o cabelo todo dia, pois não conseguia lidar com o day after de um cabelo em transição.

Fui cortando aos poucos e em julho de 2017 consegui tirar toda a química. Foi o mais curto que cheguei a cortar meu cabelo. Mesmo com o scab hair, me sentia radiante, pela libertação que estava passando. Era um reencontro comigo mesma!

De lá pra cá, meu cabelo cresceu bastante e tem me surpreendido muito positivamente. Me sinto muuuuito mais confortável e linda, de verdade. Entendo agora que o frizz e o volume são características de quem eu sou e que posso usar isso ao meu favor. Recebo muito mais elogios pelo meu cabelo hoje do que até os meus 22 anos, quando alisava. Tenho curiosidade em escovar um dia pra ver como fica, mas ainda não passei por essa experiência. 

Hoje entendo como Deus foi perfeito em me criar. Reconheço sua perfeição e cuidado nesse aspecto. Não digo que não há dias em que o bad hair ataca com força, mas todos nós temos dias em que nos sentimos menos bonitos ou mais indispostos. Isso faz parte da vida.
Meus cachos são parte do que sou. Revelá-los foi renascimento!

Obrigada Ana, pela oportunidade de contar minha história. É muito bom saber que tem muita gente com conflitos semelhantes aos meus e que me ajudaram nesse processo, assim como você. Seus penteados e dicas me ajudaram muuito.

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