• #VoltandoAosCachos: Valéria Gonçalves Coelho

  • Inspirações de unhas com esmalte nude

  • #VoltandoAosCachos: Luisa Lopes

  • outubro 18, 2019 // Comente

    Oi genteee! Sexta-feira é dia de #VoltandoAosCachos com histórias inspiradoras sobre transição capilar. E hoje eu trago pra vocês o depoimento da Valéria Gonçalves Coelho, que tem 27 anos e nasceu em Santana do Paraíso, em Minas Gerais. E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Meu nome é Valéria Gonçalves Coelho, tenho 27 anos e sou natural de Santana do Paraíso MG, minha história com o cabelo começou bem cedo aos 6,7 anos de idade já na pré escola minha mãe tinha dificuldade em saber arrumar o meu cabelo, naquela época não existia produtos específicos para o meu tipo de cabelo, ou se existiam não era tão comum e se falado como hoje.Pois bem quando eu estava prestes a me formar no pré escolar minha mãe decidiu me levar em uma cabeleira pra tentar diminuir o volume do meu cabelo, então a “profissional” convenceu minha mãe a alisar o meu cabelo, segundo ela seria mais fácil de manter arrumado.

    Passou lá um produto fiquei horas no salão e quando minha mãe lavou meu cabelo o resultado não foi o esperado , meus cachos abriu e meu cabelo ficou super armado, então passado a formatura minha mae me levou lá novamente no intuito de consertar o meu cabelo, porém a cabeleireira disse que não tinha muito o que fazer que eu teria que alisar novamente, então minha mãe me levou em um outro profissional para fazer o procedimento então foi aí que começou a minha saga em alisar o cabelo, e os anos foi se passando eu só fui mudando para outras químicas, outros tipos de química para manter o meu cabelo sempre liso, já que a raiz ia crescendo e ficando volumoso e eu e a mãe não sabia o que fazer a não ser continuar alisando então eu alisei o cabelo até os meus 23 anos.

    Foi quando eu decidi que eu não queria mais usar química, tive frases em que o meu cabelo estava ótimo mas tive fases em que eu tive que cortar muito meu cabelo por causa da química, e isso na adolescência para qualquer menina é um peso muito grande, e às vezes a gente não se vê tão bonita como a gente quer porque o cabelo não tá bonito como a gente quer, então eu parei de alisar falei não quero mais usar química, e como eu não tinha muita informação eu meio que procurando saber o que eu podia fazer para deixar meu cabelo crescer de novo e o que fazer depois foi aí que eu conheci o seu canal O apenas Ana, e comecei a acompanhar o processo vendo os seus vídeos e buscando as informações, foi aonde eu aprendi também um pouco sobre o meu cabelo eu fiquei mais ou menos uns oito meses em transição nesse período eu mantive meu cabelo fazendo escova mas não mais alisando.

    Então em junho de 2015 eu me mudei para o Estado de Santa Catarina então eu decidi que era hora de mudar, como eu tava indo para um lugar onde eu não conhecia ninguém ninguém me conhecia eu fui lá e fiz o Big chop dia 7 de junho de 2015, e de lá pra cá vendo vídeos na internet acompanhando pessoas que estavam no mesmo busca que eu, fui cuidando deixando meu cabelo crescer e mantendo sem fazer escova, prancha para evitar que eu precisasse alisar novamente então uma dia 6 de junho deste ano completei 4 anos com meu cabelo natural, hoje por mais que eu faça escova eu não me sinto mais “refém” disto, eu vejo mais como uma forma de mudar o meu cabelo de me ver diferente, mas eu sei que o meu cabelo natural os meus cachos tá ali, e antes eu não sabia  eu não conhecia o meu cabelo, e hoje eu já consigo mudar fazer uma escova pintar e colorir mas sabendo que o meu cabelo tá ali que ele não é mais um “peso” que agora ele faz parte de mim de uma forma boa sabe, e não mais como eu tenho que ser igual a todo mundo eu tenho que ter o cabelo liso para me achar bonita.

    Eu me acho linda, maravilhosa, eu me sinto mais segura e com isso as pessoas a minha volta perceberam também a minha mudança que não foi só o cabelo foi por dentro, foi nas minhas atitudes, e eu fico muito feliz em hoje poder ensinar para as minhas amigas que sim nosso cabelo é lindo, e que a gente não precisa ser igual a todo mundo, eu não sou nenhuma digital influencer, mas eu sim já influenciei amigas aceitar o próprio cabelo como ele é e isso para mim é muito importante eu me sinto muito feliz.

    outubro 11, 2019 // Comente

    Oi genteee! Trouxe para vocês a história da Luisa Lopes, que mora em Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro, e tem 21 anos. Espero que vocês se identifiquem tanto quanto eu e curtam bastante o depoimento dela. E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Oi Ana, tudo bom? Minha história com a transição foi assim (resumidamente): Desde que me entendo por gente minha mãe alisa o cabelo dela, eu não me lembro de tê-la visto com o cabelo natural,  isso fazia com que ela não tivesse muita paciência (nem conhecimento) de como tratar o meu cabelo, que era cacheado. Eu vivia com o cabelo super preso, de vez em quando usava ele solto, mas o creme que tínhamos acesso na época não segurava os cachinhos por muitas horas XD. Conforme fui ficando mais velha, fui ficando mais vaidosa, e queria poder usar meu cabelo solto e comprido, foi então que recorri ao relaxamento, eu tinha uns 10 anos quando fiz meu primeiro relaxamento (se não me engano).

    Na primeira vez ficou lindo! Mas a cada relaxamento que fazia mais quebrado e sem forma ele ficava, até que um dia quando eu tinha 12 anos um menino da minha sala mandou eu “ir cuidar do cabelo” pois ele estava feio (realmente estava, mas ele foi muito rude). Aquilo me magoou muito e eu cheguei pra minha mãe no mesmo dia e disse que queria fazer progressiva! Ela me levou na moça que fazia o cabelo dela e a partir dali eu ia a cada 3 meses alisar o meu cabelo. Era muito sofrimento pra mim, meu couro cabeludo ardia demais e eu passava um dia inteiro no salão. Foi assim durante toda a minha adolescência. Até que com o tempo, por conta do movimento da transição capilar, começaram a aparecer cada vez mais meninas com o cabelo natural, e aquilo despertou em mim a curiosidade de saber como meus cachinhos eram (além de eu já estar cansada de ficar escrava da progressiva).

    No início de 2017 decidi então que não ia mais alisar o cabelo, mas eu estava muito apegada ao comprimento dele e não quis cortar (o que foi um grande erro kk) quando chegou em Julho eu não aguentava mais lidar com duas texturas tão diferentes, eu não resisti, fui no salão e fiz de novo a progressiva! Eu me senti tão mal naquele dia que prometi pra mim mesma que não faria aquilo de novo e que aquela seria minha última vez! Dito e feito! No dia 18 de setembro de 2017 cortei meu cabelo no ombro e depois daquilo nunca mais passei química no cabelo! De tempos em tempos eu voltava no salão para cortar as pontinhas lisas. Não foi um processo fácil, tinham dias que a vontade era de colocar um saco na cabeça!

    Mas quer saber? É o que você sempre fala, existem coisas mais importantes sobre nós do que o nosso cabelo.  Eu comecei a acompanhar seu canal no inicio da minha transição e você, junto com a Bruna Vieira, (do Depois dos Quinze) foram minhas grandes inspirações! Obrigada! Eu tive apoio de muita gente, ouvi algumas críticas também (de pessoas próximas, infelizmente) e segui decidida até o final! Cada etapa da transição era uma redescoberta de mim mesma e da minha personalidade, acho que eu mudei muito junto com meu cabelo. 

    O que mudou na sua vida?: Eu passei 1 ano e 9 meses na transição capilar, e durante esse tempo eu aprendi a ser paciente, e de certa forma sinto que fiquei mais forte e amadureci também. Hoje eu acho que esse cabelo combina muito mais com quem eu sou, e eu me cobro menos em relação a minha aparência. O melhor de tudo é que agora eu tenho a possibilidade de mudar de visual com mais facilidade! Quando sinto vontade de me ver de cabelo liso eu faço uma escova com a leveza na consciência de que quando eu lavar terei meus cachos de volta! Obrigada pela oportunidade de contar minha história, espero que eu possa ajudar outras meninas. Beijos no coração <3

    setembro 27, 2019 // Comente

    Oi genteee! Todas as sextas-feiras, eu trago pra vocês uma história linda de meninas que passaram ou estão passando pela transição capilar. Dessa vez, compartilho o depoimento da Crislanya Martinelli Alves, que tem 21 anos e mora em Vila Velha, no Espírito Santo. E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Oi Ana, me chamo Crislanya, tenho 21 anos e sou capixaba.

    Parando para pensar na minha relação com o meu cabelo, me veio na memória minha imagem sentada em frente ao espelho e aos prantos penteando meu cabelo e pedindo a Deus para que ele voltasse a ser bonito, voltasse a ser como antes… Nessa fase ai eu tinha aproximadamente 14 anos. Nunca havia alisado o cabelo, no entanto, já tinha feito relaxamento. Fiz porque não gostava do volume do meu cabelo e por acreditar que depois disso, iria usa-lo solto novamente. Engano meu. Passei a usar meu cabelo solto, mas um tempo depois lá estava eu com ele preso novamente.

    Eu lembro muito do meu cabelo associando as fases da escola. No jardim de infância usava preso para não pegar piolho. No ensino fundamental fiz meu primeiro relaxamento, tentei usar solto e era chamada de “cabelo de cabelo de pico” (isso queria dizer que meu cabelo era ruim). Fiz meu primeiro BC e usava solto pois não dava para prender. O cabelo cresceu um pouco e lá estava eu com ele preso novamente.Entrei no ensino médio só usando meu cabelo preso, até que fiz meu segundo relaxamento. Fui uma unica vez com ele solto, no dia das fotos da turma no terceiro ano. Não tirei as fotos, estava envergonhada e com medo do capelo não ficar bom em mim, afinal todas as outras meninas tinham o cabelo liso ou menos volumoso. A segunda vez que usei solto foi no dia da formatura do ensino médio.

    Mudei de cidade para cursar jornalismo e coloquei na minha cabeça que não poderia ir todos os dias de cabelo preso para a faculdade, afinal, todas as outras meninas estariam de cabelo solto. Com isso, eu fazia o seguinte: prendia a parte da frente com uma presilha e deixava o restante solto. Raramente ia com ele todo solto.

    Cansada de fazer o tal relaxamento de 3 em 3 meses, incentivada pelas amigas (uma lisa e uma cacheada) e também inspirada tanto por você quanto pela Rayza Nicácio, resolvi largar o relaxamento e passar pela transição. Fiquei 1 ano sem usar nenhum produto químico e fiz o segundo BC da vida. De inicio ainda restaram umas pontinhas lisas por conta do corte escolhido, mas depois elas foram sendo removidas e hoje já fazem 2 anos e 7 meses que sou apaixonada pelo meu cabelo natural.

    Hoje olho para aquela menina sentada na frente do espelho e percebo que compreendi tudo… o cabelo bonito que tanto pedia a Deus era o meu cabelo natural, aquele que foi dado por ele do jeitinho que ele me fez.. A transição capilar me mudou de dentro para fora. Mudou minha autoestima, mudou o meu olhar para mim mesma, mudou a minha relação com a minha identidade e hoje me orgulho de cada característica minha. Tenho orgulho de mim e me reconheço enquanto mulher negra e crespa.

    Hoje ao falar da minha relação com a transição e o BC para outras amigas, digo que me amei em cada fase, curti meu cabelo em cada fase e sigo curtindo ele e aprendendo a cuidar dele a cada dia… Não tenho muitas fotos, mas senti no meu coração que devia enviar minha história. Você me inspira Ana e aprendo diariamente com você em todos os âmbitos da minha vida. Amo suas dicas de organização, moda, penteados, make e sua relação com a fé enquanto cristã..

    Muito obrigada e que Deus lhe abençoe sempre.

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