• Inspirações de penteados fresquinhos para o verão!

  • Minhas metas pra 2020!

  • #VoltandoAosCachos: Grazielle Scopel

  • janeiro 23, 2020 // Comente

    Oi, genteee! No #VoltandoAosCachos de hoje, trouxe a história da Grazielle Scopel, de 19 anos e que mora em Embu das Artas – SP. Ela tem um perfil no Instagram, se vocês quiserem acompanhar. Ela me mandou sua história de suas duas transições via e-mail, e se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer!

    Minha história começa com 10 anos e muito piolho, depois de vários remédios caseiros para matar e nada, minha mãe e eu decidimos fazer a bendita progressiva, que estava na moda. Fiz até meus 15 anos, nunca fui cuidadosa com o cabelo, não fazia hidratação e deixava passar muito tempo de um alisamento para o outro. 

    Em 2015 minha mãe decidiu não pagar mais os alisamentos pois, meu cabelo estava caindo demais e aí se iniciou a minha transição que foi meio forçada pela minha mãe. Foi muito sofrido, as duas texturas me deixavam sem olhar no espelho por dias.
    Mas vi um vídeo da Ana sobre a transição e resolvi fazer um ensaio fotográfico para tentar me ver com outros olhos e me aceitar mais, fazer com que a transição mudasse não só o meu cabelo mas também o meu interior. 

    Fiz o ensaio com apenas 5 meses de transição e me achei maravilhosa, usei rolo de papel higiênico pra tentar fazer texturização! Eu não tive um big chop (eu acho), pois eu estava sempre cortando as partes lisas, não deixei para fazer em um corte só.
    Alguns meses depois meu cabelo estava lindo, ao meu ver, todos os fios já tinham forma e eu me sentia linda cacheada. 

    Terminei um namoro e voltei a fazer escova progressiva, foi a minha pior escolha! Meu cabelo teve um corte químico horrível, caiu um tufo atrás e ficou com um buraco, mas mesmo assim ele continuou grande (eu não desapegava dele grande, odiava cabelo curto). Alisei de 2016 até 2019 e em outubro decidi voltar pela segunda vez a fazer a transição capilar. E FOI A MELHOR ESCOLHA QUE FIZ! 

    Agora com 19 anos amadureci muito meus pensamentos, me aceito e me amo por completo, não só o cabelo mas também corpo, pois peso 38 kilos e já tive anorexia.

    Não posso deixar de agradecer a Ana Lídia, por me inspirar tanto, nunca deixei de ver um vídeo sequer, mesmo com o cabelo liso. Agradeço também a irmã dela, Letícia Luger, que também foi uma grande inspiração. Dois seres abençoados e de muita luz! 

    Que a transição capilar mude vocês de dentro para fora e que não saiam de uma ditadura e para ir à outra. Abusem de penteados, acessórios e fotos, isso ajuda muito. Juntas somos mais fortes!


    janeiro 18, 2020 // Comente

    Oi, genteee! No #VoltandoAosCachos de hoje, trouxe a história da Andreia Pires, que tem 27 anos e mora em Minas Gerais. Ela tem um perfil no Instagram, se vocês quiserem acompanhar. Ela me mandou sua história via e-mail, e se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer!

    Aqui em casa eu sou a caçulinha e puxei meu pai que é moreno, meus irmãos e minha mãe são bem clarinhos e tem o cabelo super liso. Desde pequena nunca aceitei o fato de justo eu, a mais nova, e a única menina ter nascido com o cabelo “ruim”, como eu sempre ouvi. Minhas primas também tinham o cabelo liso, então eu me sentia super mal por isso, além da zoação que rolava. 

    Minha mãe fazia relaxamento no meu cabelo que era próprio para criança, só relaxava e deixava preso ou fazia uma trança horrorosa no rabinho. Quando chegou a adolescência, comecei a entupir meu cabelo de creme e deixar boi lambeu, sabe? A franja lisa e o resto molhado, só que isso já não era bonito. Foi quando comecei a escovar toda semana e a fazer progressiva, no começo ele ficou lindo mas com o tempo foi raleando e tive que cortar curto, um pouco acima dos ombros. 

    Um amigo ficou sabendo do “Beleza Natural” e falava pra eu fazer, mas eu dizia que nunca teria o “cabelo da Taís Araújo” e que para aquele tipo de cabelo ficar bonito tinha que ter dinheiro. Então fui deixando pra lá, até conhecer duas garotas que faziam “Beleza Natural”, e isso foi amolecendo meu coração a ponto de começar a pensar em parar de fazer escova.

    Um dia eu estava procurando vídeos que falavam sobre “princesas de Deus” pra passar no grupo da igreja e achei um vídeo da Rayza Nicácio. Fui mexendo e vendo histórias de crespas iguais a mim, e achei você, que na época tinha o cabelo curtinho, depois disso, decidi deixar de fazer as químicas. Não foi fácil, foi uma época em que me sentia feia e aconteceram coisas que acabaram com a minha autoestima, fiquei um caco. 

    Com cerca de 8 meses sem fazer química, uma amiga fez o bc e me indicou uma cabeleireira “que ia abrir meus cachos”, achei que ela ia cachear o que estava liso e ia ficar ótimo! Lembro que a cabeleireira passou um produto no meu cabelo e cortou curtinho, na hora pensei “agora já foi, já era” parecia que tinha relaxado e alisou a franja. No dia seguinte fiquei desesperada, não tinha nada pra colocar no cabelo, não tinha arquinho, não tinha naaaaada, fui trabalhar toda estranha. Mas valeu a pena!   

    Teve gente que apoiou e gente que me chamou de doida. Tem que ter muita força de vontade pra continuar por que tem gente que olha torto, você se sente feia, nada fica bom, as festas aparecem e seu cabelo não tá legal… Mas a gente vai se adaptando. E graças a Deus minha mãe e amigos sempre me apoiaram e me deram forças. Tive várias amigas que se aceitaram na mesma época, o que foi muito legal porque uma ajudou a outra.

    Hoje já tem 4 anos e 5 meses que fiz o bc e estou bem feliz! Obrigada pela força que você passa para as meninas que passam pela transição também. Que Deus continue abençoando seu trabalho!

    janeiro 10, 2020 // Comente

    Oi, genteee! No #VoltandoAosCachos dessa sexta eu trouxe a história da Milena Mascarenhas, de 25 anos que mora em Capitão Enéas – MG. Ela compartilhou comigo seus desafios para passar pela transição e a alegria de ter conseguido! Vale muito a pena ler e se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Vou amar conhecer a sua história!

    Para contar a história da minha transição capilar preciso voltar ao início, voltar para a minha infância. Por diversos motivos eu era uma menina extremamente tímida, possuía características que eram consideradas “fora do padrão” na época: era gordinha, tinha o cabelo volumoso e isso foi causa de bullying na escola. Após sofrer com isso, fiquei desesperada para me “encaixar”. 

    Quando tinha 12 anos fui pela primeira vez à um salão para alisar meu cabelo, me marcou muito a fala da cabeleireira “seu cabelo é tão bonito! Tem certeza que quer alisar?!”. “Bonito” não era um elogio que eu costumava ouvir, mas prossegui com o tratamento, que diminuiu consideravelmente o volume do meu cabelo, esse foi o primeiro de uma sequência feita à cada 3 meses por 7 anos.

    Com o tempo o meu cabelo foi perdendo a vida, se destruindo com alisamentos, chapas e escovas constantes, a ponto de ter que cortá-lo em diversos momentos por conta dos danos. Mesmo tendo o cabelo que eu desejava, isso não supriu minha necessidade de adaptação.

    Mas com o passar do tempo, fui me dedicando ao autoconhecimento e construção pessoal, nisso fui descobrindo e valorizando a pessoa incrível que sou, o que realmente gosto e os caminhos que desejava trilhar.

    Em uma das idas na cabeleireira, ela me lembrou a beleza que meus cachos tinham antigamente e questionou o porque não deixava que crescessem novamente. Percebi que era isso que faltava para eu me reconciliar com a minha história. Te conheci na mesma época, você estava iniciando sua transição e isso me deu força para fazer a minha, força em cada dificuldade, técnicas, penteados e principalmente, força para não desistir. 

    Foi um período de mergulho intenso em mim mesma, uma incrível aventura! Hoje me vejo e me alegro à cada momento por ser livre pra ser quem sou, me amando em cada detalhe. A transição para mim foi um período de cura interior, de amor próprio e hoje transbordo gratidão por esta decisão!


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