• #VoltandoAosCachos: Ana Paula Antunes

  • O que colocar num kit básico de maquiagem?

  • #VoltandoAosCachos: Thays Regina Gonçalves da Silva

  • outubro 26, 2018 // Comente

    Oi genteee! Sexta-feira é dia de histórias lindas aqui no blog, é dia de #VoltandoAosCachos, quando eu compartilho com vocês as histórias que me mandam por e-mail. E no dia de hoje, quem conta é a Ana Paula Antunes, de 35 anos do Mato Grosso. Espero que vocês gostem! E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Lembro que  quando criança usava os cabelos sempre presos ou bem curtinhos, pois mãe trabalhava fora, não tinha tempo para eles. Ah a adolescência, que fase rsrs, e a escola então? Tinham as fotos, a “tias” nunca conseguam “ajeitar meu cabelo para a tal pose, os passeios com a turma na piscina, em que eu nunca queria molhar os cabelos e aquela quantidade de prisilhas e elástico, usados para prendê-los. Lembro que eu os prendia tao fortes, que causava inflamações na raiz do cabelo. Até que lá pelos meus 16 anos comecei a alisá-los.

     

     

    Pronto, tudo resolvido, pensava eu…começava a dependência do alisamento. Como não tinha condição de ir no salão minha mãe fazia em casa mesmo. Fazia a cada 3 meses ou menos, meu cabelo vivia detonado, caindo aos pedaços literalmente. Foram mais de 17 anos alisando, fazendo chapinha, escovas… Um dia na faculdade (2015) vi uma moça com um Black maravilhoso!! Achei lindo! Mais sabe quando vc pensa, “ah fica lindo nela não em mim”. Imagina, eu que  fazia as inteligente e qndo chegava em casa fica repassando a chapinha, para que nenhum fio ficasse fora do lugar, usar um Black, fora de cogitação. No mesmo ano eu engravidei, continuei fazendo chapinha para manter o liso.

     

     

    Quando meu filho nasceu eu amamentava e não podia alisar, me piquenique estava a mais de um anos sem química, estava na transição e não sabia. Comecei a pesquisar formas de usar o cabelo com duas texturas, vi vídeos, depoimentos, inclusive o seu com quem me identifiquei muito. Comecei a te seguir nas redes sociais desde entao. Meu big chop foi aos poucos, depois de duas idas ao salao um mês, mas foi em casa que eu  tirei todo alisado. Nossa, quando terminei foi uma sensação de liberdade!!!  Porque eu sofrai tanto? Era só cabelo! Claro, houve pessoas que gostaram e outras que nem tanto! Mas eu estava decidida a me aceitar e não me importava com que pensavam! Hoje sou muito mais feliz! Porque passo menos tempo me arrumando ( meu cabelo já nasceu pronto rsrs) , não me preocupo em molhar o cabelo e perder a escova e quanto mais volumoso melhor !!!!

     

     

    O que é autoestima pra você?: Hoje é eu estar feliz comigo mesma, é apenas querer realçar o que somos e não querer mudar! E se aceitar e ver o que sei cabelo não é ruim, ele tem sua personalidade, é único e foi feito especialmente para vc. Assim sua cor, seu nariz, etc…

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou?: Tudo! Me encontrei!

    outubro 19, 2018 // Comente

    Oi genteee! Vamos conhecer a história hoje da Thays Regina Gonçalves da Silva, que tem 23 anos e mora na cidade de Timóteo, em Minas Gerais, aqui no #VoltandoAosCachos. Acho que muitas de vocês vão se identificar! Espero que gostem. 🙂 E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Olá Ana, eu nem sei em qual exato momento comecei a rejeitar me cabelo, foi muito cedo. Durante minha infância minha mãe arrumava com muito carinho meu cabelo, mas quando chegou na adolescência, ela não tinha tanto tempo e meu cabelo precisava de cuidados diários, principalmente porque antes nem se falava em produtos corretos para meu tipo de cabelo (acredito que seja tipo 4a/4b), nem se sabia o que era day after. Então ela fazia trancinhas em todo o cabelo e durava mais ou menos 1 semana, era perfeito, não fosse a pressão que eu sofria com os colegar de escola. Recebia alguns apelidos como “sarara criolo”, entre outros.  Me lembro que desde uns 8 anos de idade pedia minha mãe, e chorava para ela deixar eu alisar, mas ela foi resistente, somente depois dos 11 anos de tanto insistir ela permitiu. 

     

     

    Então começou outra fase, uma fase de dependência até os 19 anos não saia sem passar prancha algumas vezes no cabelo, depois com as novas tecnologias que prometiam cabelos mega lisos escovas inteligentes, e outros nomes, comecei a fazer essas químicas constantemente, embora eu odiasse passar horas arrumando o cabelo e daí a uns dois meses já ter uma mega raiz, não tinha muita coragem para passar pela transição, comecei algumas vezes mais sempre voltava atras. Durante todos anos de química tive um corte químico, apenas na parte de trás do cabelo, o que me deixou bem triste. Nesta fase minha irmã 5 anos mais nova que eu, que se encaixa na minha historia como uma grande inspiração, estava crescendo e eu estava cada dia mais apaixonada pelo cabelo naturalmente lindo. Então comecei a questionar como seria o meu cabelo… E decidi começar um novo processo de transição desda vez com mais força e coragem que nunca.

     

     

    Fiquei oito meses sem alisar, cortei bem curto em 14/01/2016 e decidi que iria fazendo escova até que ele tivesse um comprimento adequado para usa-lo naturalmente. Mas foi bem complicado não conseguia lidar com as duas texturas e comecei a pesquisar sobre o tema e vi seu vídeo do big chop, na época achava seu cabelo super parecido com o meu e por fim decidi cortar tudo. Entrei um dia no quarto cortei e não falei com ninguém (poderiam dizer que eu era louca kkk….e disseram). Sai coloquei um batom fiz um afro puff e me senti renovada, agora era só deixar crescer. Confesso que demorou uns 3 meses até conseguir usar meu cabelo solto, mas já me senti vitoriosa por conseguir me livrar de toda aquela escravidão e enfim não ter mais pretextos para ir ao clube. Foi a melhor sensação, me senti corajosa, e incrivelmente linda. Acho que já estava interiormente certa que precisava disto.

     

     

    O que é autoestima pra você?: Autoestima para mim  se revela no auto conhecimento é saber quem você é, saber suas qualidades, defeitos, saber onde você está e onde quer chegar. A partir do momento que você tem estas questões interiores bem resolvidas, fica fácil seguir sem que as opiniões alheias te desviem do seu foco, te faça mudar de ideia, ou trazer sentimentos ruins. Autoestima não é se sentir incrivelmente perfeita, é se conhecer a ponto de enxergar todas as características que te tornam unica e especial e principalmente deixar florescer sua essência seja no modo de vestir, de falar, de se maquiar, de ser você mesma.

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou?: Tudo mudou. Sou muito mais forte, confesso que e alguém me dissesse antes que isto aconteceria, que eu passaria pela transição eu não acreditaria, não pensava que aguentaria tantos olhares de julgamento por cortar o cabelo tão curto ( como homem diziam…). Mas passei, aguentei todos olhares e sabe o que é melhor saber que eles não me afetavam em nada. Minha autoestima se desenvolveu ai, antes não usava batons, apenas brilhos labiais, porque cores não combinavam comigo, depois com o cabelo curtinho percebi que tudo, tudo que eu quero combina comigo.

    outubro 12, 2018 // Comente

    Oi genteee! Hoje trago para vocês a história da Kethellyn Weyne aqui no #VoltandoAosCachos. Ela mora em Bruxelas, na Bélgica, e tem 16 anos. Você pode continuar acompanhando essa linda pelo Instagram e pelo Facebook também. 🙂 E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

     

     

    Com apenas 11 anos eu fiz meu primeiro alisamento COM QUÍMICA! Antes disso eu só lembro de ter cabelo cacheado com 4 anos de idade kkkk é desde que eu comecei a arrumar meu cabelo sozinha, penteava com escova esperando que eles ficassem lisos, e assim os cachos com certeza não iriam aparecer né?!

    Quando fiz 11 anos convenci minha mãe que eu precisava de química pra me sentir bem. 

     

     

    Com 12 anos eu já tinha feito alguns alisamentos mas não tinha paciência para secar e ter todos os cuidados com meu cabelo. Foi aí que parei de usar química maasss continuei alisando meu cabelo com chapinha, e não dava muito certo mas do mesmo jeito continuei pelo fato de não acreditar que conseguiria um dia usar cacheado.

    Com 14 anos comecei a cortar aos poucos as pontas lisas e hoje já cortei tudo, e sou uma cacheada assumida! E adoro meus cachos! 

     

     

    O que é autoestima pra você?: Autoestima é se sentir bem consigo mesma, e ser quem você é! 

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou?: Comecei a ser elogiada por todos e isso com certeza levantou minha alto estima, e hoje não vejo a hora sair e mostrar pra todos meus cachos!

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