• #VoltandoAosCachos: Tayla Fagundes Leal

  • #VoltandoAosCachos: Gabriela Soriano Rocha

  • #VoltandoAosCachos: Adriana Rodrigues

  • abril 12, 2019 // Comente

    Oi genteee! Hoje é dia de depoimentos aqui no #VoltandoAosCachos, então trouxe pra vocês o e-mail que a Júlia Ramos Feitosa me mandou. A Júlia tem 15 anos e mora em Jaú, São Paulo, e compartilhou com a gente a sua história linda de transição capilar. E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Bom, minha história começou como a de todas as meninas que passam por isso, sempre achei errado ter nascido com cabelo crespo/cacheado e via na mídia a necessidade de estar sempre com os frios alinhados e sem volume. Fiz minha primeira progressiva definitiva com 11 anos de idade, em 2014, me senti linda ao sair do salão e isso durou mais ou menos 3 meses. Meu cabelo começou a crescer e a raiz natural começou a aparecer, eu fazia de tudo pra não deixar volume, era chapinha, escova e ate mesmo toca de casaco para esconder.

    Ate que as pontas do meu cabelo começaram a quebrar, pareciam elásticos de tão frágeis que estavam, minha cabeleireira disse que o único jeito de consertar o meu cabelo era cortando as pontas que estavam “mortas”, foi ai que cortei e meu cabelo ficou na nuca, dai em diante foi só sofrimento, na minha escola eu morria de vergonha de mostrar o meu cabelo naquela situação e sempre usava o meu casaco preto que tinha uma toca preta, denominei ele de “casaco da transição”.

    Depois de sofrer muito tomei a decisão em 2016 que assumir o meu cabelo, eu tive um apoio e uma inspiração muito intensa nessa hora, minha tia, seus cachos e sua auto-confiança me fizeram acreditar que eu poderia ser linda do jeito que o Criador me fez, foi então que comecei a transição,eu não sabia muito bem o que fazer, foi ai que encontrei o blog/canal da Ana Lídia, ela deu um up na minha decisão de querer continuar a transição e através dela aprendi muito e hoje eu amo meu cabelo, e vejo que a vida dela é uma inspiração pra muitas meninas que passaram pela mesma situação que eu, e hoje sou muito feliz com o meu cabelo, eu tenho uma autoestima hoje, porque a 5 anos atrás eu não tinha.

    Meninas NÃO DESISTAM, cada lagrima, cada sentimento de insegurança e cada incentivo de pessoas que te amam valem a pena.

    O que mudou minha vida: Eu tenho muita segurança em mim mesma, conquistei muitas coisas após me assumir estou muito mais feliz me sinto linda e suficiente pra ajudar as pessoas que passam por isso

    abril 5, 2019 // Comente

    Oi genteee! Como vocês sabem, toda sexta-feira compartilho aqui histórias inspiradoras de meninas que passaram pela transição capilar. Hoje, trago o depoimento da Evelyn Oliveira, que tem 16 anos e mora em Santa Luzia, no Maranhão. E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Meu cabelo sempre foi cacheado. Minha mãe sempre arrumava e ele ficava lindo. Porém depois de um tempo, minha mãe por comodismo parou de arrumar meu cabelo, e como eu era criança e não tinha informação, eu não sabia como arrumar, então eu vivia com ele preso, porque meu cabelo tem a característica de ficar muito volumoso e sem forma se eu não finalizar. Uma verdadeira juba de Leão! O tempo foi se passando e eu me virava como podia. Lembro que sempre odiei não poder ir de cabelo solto pra escola, pq sabia que todo mundo iria rir de mim e fazer piada. Meu primeiro processo químico foi aos 10 anos, quando minha tia cabelereira alisou o meu cabelo temporariamente (não lembro o nome desse processo).

    Até que com 13 anos, fiz minha primeira selagem permanente, passei 9 horas pra terminar, e lembro que o cheiro era muito forte e meu olho direito ficou ardendo por semanas, devido a agressividade da quimica. Mas eu gostei do resultado e continuei fazendo a quimica. Mas eu tinha muito trabalho, porque essa selagem não tirava completamente o volume do meu cabelo e eu sempre tinha que passar chapinha depois de lavar. Isso acabou com meu cabelo, e eu ainda nem cuidava dele com pelo menos uma hidratação caseira. Em abril de 2018, conheci esse processo de transição capilar e fiquei obcecada kkk Sempre fui apaixonada por cabelo cacheado e queria muito meus cachinhos da minha época de criança de volta.

    Então, depois de quase 3 anos alisando meu cabelo eu decidi parar. Pesquisei muito e acabei conhecendo a Ana Lídia e o canal dela, que me ajudaram muito nessa fase!!! Minha transição durou 9 meses (eu conto desde o dia da minha última química, que foi em dezembro de 2017) e fiz meu big chop sozinha no final de setembro! ❤ Lembro que fiquei muito indecisa e insegura se faria ou não o big chop, por que tinha receio de ficar “feia” com o cabelo curto demais. Porém já não aguentava mais aquelas pontas lisas e eu queria muito ver meus cachos naturais.

    Então, eu tomei uma dose de coragem e pensei somente em mim e ninguém mais, e acabei cortando. Ter cortado naquela época foi a melhor coisa. Eu não conseguiria aguentar por mais tempo a diferença de texturas. Meu cabelo demorou uns 2/3 meses pra ficar realmente bonito, claro, com muita hidratação. Ainda tenho scab hair na parte de trás, porém já melhorou bastante, e continuo tratando! Minha vida mudou muito depois do big chop. Parece que eu encontrei eu mesma, sabe? Me deu muito mais auto estima e amor próprio. Transição capilar é isso mesmo, encontrar o amor próprio pra enfrentar essa fase, que pode ser difícil as vezes, mas pode ter certeza que vale muito a pena depois! ❤

    março 29, 2019 // Comente

    Oi genteee! Nessa sexta-feira, trouxe o depoimento da Maria Clara Benfati Silva, que mora no município de Bady Bassitt, em São Paulo, e tem 19 anos. Você pode acompanhar essa linda também pelo Instagram, é só clicar aqui! Espero que gostem da história dela tanto quanto eu. 🙂 E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    A minha relação com meu cabelo sempre foi muito complicada, desde pequenininha era difícil para mim me sentir bem e bonita com ele como era naturalmente. Eu lembro que minha mãe não sabia cuidar dele direito, e eu muito menos, então eu vivia sempre com ele preso. Meu sonho era ter o cabelo liso igual das outras garotas, e me sentir aceita e bonita. Até que aos 11 anos eu tive a oportunidade de alisar pela primeira vez, me lembro da felicidade que fiquei quando minha mãe me contou. Como meu cabelo era bem cacheado, tipo 4a se não me engano, ele não alisou completamente, apenas abriu um pouco os cachos, mas depois de retocar algumas vezes, ele foi perdendo a textura natural e se tornando completamente indefinido. Então com uns 13 anos eu comecei a fazer chapinha também, já que o alisamento por mais forte que fosse nunca conseguia deixar meu cabelo liso por completo, eu sempre tinha que chapar quando lavava. No começo era horrível porque eu não sabia fazer direito, então eu queimava a mim e ao cabelo, ele quebrava muito e ainda ficava armado no final.

    Mas eu fui aprendendo, melhorando, até que conseguia fazer tão bem que muitas pessoas pensavam que eu tinha realmente o cabelo liso. Então eu fui descobrindo finalmente o amor próprio, ou pelo menos pensava que sim, mas o importante é que quando meu cabelo estava como eu queria, eu me sentia linda. Mas quando ele não estava esse sentimento se ia e a insegurança chegava. E assim eu fui me tornando escrava do meu próprio cabelo. Isso porque eu não saia nem na rua de casa com ele natural, deixava de nadar para não estragar a chapinha, dias de chuva ou de muito calor eram um pesadelo e até mesmo perto da minha família eu me sentia desconfortável depois que eu lavava. Isso foram por quase 8 anos. Até que em janeiro de 2018, eu fiz meu último alisamento, sozinha porque a minha cabeleireira havia engravidado, e eu quase morri hahahah (não literalmente). Então eu resolvi dar uma chance para o meu cabelo natural, porque estava tão farta do meu cabelo ser uma prisão para mim. Quero deixar claro que essa decisão não foi da noite para o dia, ou completamente certa e decisiva, pelo contrário, eu não tinha certeza se era isso que eu queria, estava muito insegura, mas também disposta a tentar.

    Então parei de alisar com química, mas continuei fazendo chapinha e fui esperando ele crescer. A transição não foi nada fácil porque conforme meu cabelo ia crescendo, a felicidade vinha junto mas o trabalho de fazer chapinha também só aumentava. Eu planejava fazer meu bc com seis meses de transição, tanto que em junho eu cortei uns dez centímetros do meu cabelo porque queria doar, e já aproveitar para tirar uma boa parte alisada (mas ainda não foi meu bc e eu continuei fazendo chapinha). Acontece que o corte combinou muito comigo, e acho que foi um dos cabelos que recebi mais elogio em toda minha vida. Resultado, fiquei mais apegada ao liso e insegura pra deixar cacheado. Refleti que se eu ainda estava insegura, é porque eu ainda não estava completamente pronta. A transição é sem duvidas algo que deve acontecer de dentro pra fora. Então decidi continuar pela transição até o fim do ano, ou seja, por mais 6 meses. Meses em que fui trabalhando muito o meu interior e a maneira de me enxergar. Eu realmente queria me amar como eu sou naturalmente, como Deus me fez.

    E ai sim, em novembro eu já não via a hora de me ver cacheada, estava certa de que era isso que eu queria. Então em 20 de dezembro eu fiz o meu big chop. Foi uma sensação de liberdade, e um sentimento de orgulho e felicidade por saber que eu tinha conseguido. Agora estou à 3 meses com o meu cabelo natural. E tenho aprendido tanto nesses tempo, principalmente a me amar. Mesmo depois do bc eu ainda tenho dificuldade para cuidar certinho do meu cabelo, e ainda tenho meus momentos de insegurança, mas em nenhum momento eu pensei em voltar a alisar. Pois eu sei que agora essa é a minha versão, que me faz mais feliz, e livre. Eu não me arrependo de ter alisado o cabelo, apesar de todas as dificuldades e sofrimentos que passei nessa época, também tive muitos momentos bons e aprendi muito também, principalmente o fato de que cabelo cresce, já que com ele liso cortava diversas vezes. Mas agora eu sei que não importa como o meu cabelo está, liso, cacheado, curto, comprido, o que importa é como eu me sinto com ele, e que posso ser bonita de todos esses jeitos, afinal a beleza vai muito além do que você enxerga no espelho e do que os outros consideram bonito. Beleza é algo que vem de dentro pra fora.

    Por isso o meu conselho pra você que está passando ou pensando em passar pela transição é que, antes de tudo, começa a se enxergar com olhar de carinho e de amor, dê uma oportunidade para você se reconhecer e reconhecer seu cabelo natural. E mesmo se ficar difícil, não desiste não, eu juro que vai valer a pena no final. E não importa o que as outras pessoas pensam ou falam, nem sempre vão nos apoiar ou concordar, mas o importante é você estar feliz e bem consiga mesma. Nunca se esqueça: você é linda e especial, não importa o seu cabelo, ele é só um detalhe, um traço, que acentua essa beleza. E hoje eu sei que amor próprio é isso, você conseguir enxergar a sua beleza e o seu valor, muito além do que só o exterior. E queria aproveitar para deixar aqui a minha gratidão à ti Ana! Te acompanho desde a sua transição, e desde quando eu nem pensava em deixar de alisar, você era um inspiração para mim. Seu coração lindo e sua simplicidade sempre me encantaram! Obrigada por ser essa inspiração para tantas garotas, por ser luz e nos incentivar a nos amar como somos. Se hoje eu sou cacheada feliz e com muito orgulho, pode ter certeza que você tem uma grande influência nisso. Tudo de bom pra ti e para suas leitoras lindas! Um beijo!

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