• 5 tutoriais de makes para você usar no dia a dia!

  • #VoltandoAosCachos: Maíra Pereira Gramagol

  • Dicas valiosas pra um “day after” perfeito!

  • fevereiro 15, 2019 // Comente

    Oi genteee! No post de hoje vocês vão conhecer a história da Neia Miranda, que tem 20 e poucos anos e mora em Campo Formoso, cidade na Bahia. E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Então vamos lá, alisava meu cabelo desde criança, só me sentia bem de cabelo alisado, na minha adolescência tentei voltar aos cachos mas não deu muito certo, eu queria controlar o volume dele, então alisei novamente, passei todas as químicas que estavam ao meu alcance, chapinha nem se fala, se não estivesse com o cabelo chapado nem tirava fotos e nem saia de casa, ficava o final de semana lavando secando e pranchando meu cabelo, ai sim me sentia bonita e pronta pra sair. 

    Em 21 outubro de 2017 decidi parar de vez com as químicas chapinha tudooo, então busquei fotos, depoimentos , videos de meninas que estavam passando pela mesma situação que eu, e que tivesse o mesmo tipo de cabelo que o meu, pois tinha muito medo dele não cachear, muitos diziam que química era um caminho sem volta, e que o cabelo nunca mais iria voltar a ser o que era, foi neste período que te conheci Ana, assisti teu bigchop, e vi que seu cabelo era bem parecido com o meu, foi aí que tomei coragem, foi como uma resposta vinda do céu, CORTA, não pedi opinião de ninguém, me senti segura, fiz meu bigchop sozinha, eu estava esperando crescer mais um pouco pra poder cortar, mas não queria esperar nem mais um dia, meu cabelo estava sem vida, ainda dei umas luzes pra ver se ficava mais bonito.

    Mas nada adiantou, já não me sentia mais bonita, meu cabelo foi perdendo o brilho, muito estragado, foi aí que tomei coragem, fui no banheiro do meu trabalho peguei uma tesoura de papel e comecei a cortar as partes de trás, e o meu cabelo começou a enrolar rsrs  fui pra casa e terminei de cortar lá com ajuda de minha irmã, ela viu que estava decidida e me ajudou, na verdade, nós duas decidimos parar com as químicas, não tenho mais nem vontade de passar chapinha, nunca me arrependi, me arrependo de não ter feito antes, mas acredito que tudo tem o seu tempo. Já Já faz 1 ano que fiz meu BC espero ver meu post no teu blog bem especial pra comemorar 1 ano de BC, sabe o que fiz depois de ter feito meu BC? Foi te contar Ana, foi te escrever, fiquei horas me olhando no espelho, e só sorria, chorava tbm, mais de alegria por minha coragem, aqui onde moro, poucas pessoas da minha idade tem cabelo curto, pois falam que mulher não pode ficar com o pescoço descoberto, muito preconceito, ouvi coisas absurdas, sobre o o questionamento de ter feito isso com meu cabelo, mas o Senhor me deu forças pra enfrentar os olhares, e palavras ofensivas, e hoje estou aqui mais forte do que nunca.

    O que é autoestima pra você?: Confiança naquilo que você faz, valorizar-se, está feliz satisfeita, contente com você mesma, é a  maneira como você se vê, depois que entrei em transição e fiz meu Big Chop, descobrir o que é realmente autoestima, hoje me arrumo pra mim, uma alegria sem tamanho por conhecer essa nova Mulher que morava dentro de mim, foi preciso passar por  tudo isso pra me Amar de verdade.

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou?: Praticamente tudo, uma nova personalidade , uma nova mulher, mias forte , mais confiante , mais segura,mais linda rsrsrs, foi como tivesse renascido, fico impressionada, como tudo mudou na minha vida sabe, foi uma transformação de dentro para fora, me senti uma lagarta saindo do casulo e se transformando em uma linda BORBOLETA. Quando você passa essa segurança pras pessoas, elas te olham diferente também, claro que teve aqueles que não gostaram, pessoas queridas que me ofenderam com palavras, mais eu as perdoe, hoje só sei amar meus cabelos, curtindo cada momento, como queria ter te conhecido antes Ana,Iluminada, um anjo, amo teu trabalho, sua personalidade, beijão!! Me responde no direct

    fevereiro 8, 2019 // Comente

    Oi, genteee! Trouxe mais um depoimento que me mandaram por e-mail sobre transição capilar. Dessa vez, a Gabriela da Silva de Lima, que também tem um blog. <3 Ela tem 21 anos e mora em Guarulhos, São Paulo. Espero que gostem de conhecê-la! E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    A minha história com meu cabelo vem a partir dos meus 12 para 13 anos, com esta idade eu via muito na televisão o tipo do meu cabelo como o Antes e o liso como o Depois e foi neste momento que eu queria o meu cabelo liso. Mas não começo assim, o comercial da televisão só foi o ponto final para eu querer ter um cabelo liso antes disso teve muito coisa, uma delas foi o fato da minha mãe ter alguns problemas de saúde , entre eles o AVC (Acidente Vascular Cerebral) por causa disso e coisas a mais me mudei para a casa da minha irmã mais velha , minha mãe acamada e sem mexer uma parte do corpo como o tempo por causa da sua diabetes teve que amputar as duas pernas. A minha Mãe sempre foi a única que cuidava do meu cabelo , não que minha irmã não cuida-se mas do jeito que minha mãe cuidava nunca mais ninguém cuidou .

    Por ter tido minha Mãe cuidando do meu cabelo eu nunca me preocupei em aprender, e com o passar do tempo eu comecei a odiar o mesmo. Sempre com frizz e “armado” me fez deixa ele sempre molhado e cheio de creme, se mesmo assim ele desse algum sinal que ia armar eu o prendia bem esticadinho em um rabo de cavalo. Até que eu descobri a pranchinha, eu já tinha passado uma vez quando minha mãe estava boa, e foi o pior dia eu odiei o meu cabelo pois nem liso ele ficava baixo. Mas para a menina de 12 anos a pranchinha era a única solução para não ter mais o cabelo frizzado e sem volumoso, aprendi a passar sozinha em mim pois nenhuma cabeleireira conseguia deixar meu cabelo baixo só com a escova e a pranchinha. Passava sempre que via um pouco de volume, isso quer disser que eu passava quase todos os dias. Um episodio que vem a minha cabeça é de quando eu passava o ferro de passar roupa no cabelo, Sim! era o ferro de passar roupa, passava todos os dias antes de ir para a escola na franja para deixar ela super lisa, uma grande maluquice isso foi quando a pranchinha que tinha queimou e a única solução era esta , tinha dias que eu molhava o cabelo na parte de trás e enchia de creme e a frente onde estava a franja passava o ferro (imagine a cena).

    Bom com meus 14 anos eu fiz minha primeira progressiva lembro como se fosse ontem, estava ansiosa para “domar” meu volume e ter o liso que eu tanto sonhava por ser mais fácil de cuidar, bobinha, na primeira vez descobri que para ter o meu liso “perfeito” teria que sofrer um pouco , a raiz ardia, os olhos lacrimejavam, mas nada me fez desistir de ter o Cabelo Perfeito, por anos foi este processo de 3 em 3 mês passando o produto , o que me deixava com muita raiva era quando eu tomava banho onde minha raiz estava lisa e as pontas onduladas, algumas até cacheadas, eu queria que tudo ficasse liso em seu devido lugar.

    Com meus 19 anos me vi em situações novas, sai do meu emprego fui fazer estágio na cidade onde eu nasci (Santos-sp) e fui tentar arrumar emprego pois queria morar lá, minha mãe já tinha falecido a quase 1 ano, então fui tentar coisas novas foi aonde me dei mau, não consegui emprego, teve brigas em familia, um namoro que começo e acabou cedo, tudo me levou a voltar para minha irmã (meu porto seguro) por esta voltando eu me olhei no espelho e vi a raiz meio grande e já veio na cabeça ” Tenho que passar pelo sofrimento novamente”, mas algo estava mudado em mim eu me olhei e decidi parar de fazer algo que não me agradava e foi quando percebi que eu alisava o cabelo não só para tirar o volume, mas sim para agradar as outras pessoas minha vida sempre foi para ser aceita na sociedade e meu cabelo não foi diferente e quando decidi mudar isso me veio uma paz. Em 07 de maio de 2017 eu resolvi não passar mais progressiva ou qualquer tipo de química melhor dizendo resolvi passa pela transição. Foi meses difíceis onde tive que aprender a me virar com duas texturas, eu não me lembrava mais como era o meu cabelo e vinha a ansiedade de saber como ele é de verdade.

    No dia 23 de Dezembro de 2017 eu resolvi fazer o meu BC, tinha pensado em fazer quando completasse Um Ano de transição, mas o fato de esta ansiosa e o pensamento de começar 2018 com viva nova, pensamentos novos e cabelo novo me fez fazer o Big Chop . Passar pela transição e pelo BC foi uma das decisões mais importante da minha vida.

    Esta com o meu cabelo natural não tem preço, o fato de ir a praia sem pensa que vai estragar a química ou o simples fato de tomar um banho de chuva não tem preço. Hoje eu agradeço a Deus por te me feito deste jeitinho, não tenho mais medo das pessoas me olhando na rua por causa do cabelo, e nem penso se estou ou não agradando alguém, a única pessoal que eu tenho que agradar hoje sou eu e Deus em primeiro lugar.

    fevereiro 1, 2019 // Comente

    Oi, genteee! Vim compartilhar com vocês uma história que recebi por e-mail, da Carolaine Braz da Silva. Ela mora em São Lourenço da Mata, Pernambuco, tem 21 anos, e me acompanha há uns 2 anos e meio! Espero que gostem tanto quanto eu. E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Meados de Julho e Agosto de 2014 eu estava um CACO em pessoa, meu ano de vestibular de muitas expectativas, eu estudava feito louca na escola integral, fazia curso técnico a noite é de quebrar fazia um pré-vestibular nós sábados e domingos o dia inteiro.Foi ai que eu percebi que eu me sentia sufocada já estava literalmente “morrendo”junto com o meu cabelo, eu não aguentava mais escovar o cabelo 2 vezes por semana de MADRUGADA, eu não suportava o trabalho que eu dava a minha mãe , passando horas e horas naquele cabelo , que quanto mas ela escovava e chapava mas estranho e odiável ele ficava , o problema é que eu só saía de casa se ele tivesse ali ,baixinho ,”lisinho” lambido do jeito que eu achava lindo ,por sempre ser na minha cabeça um complexo que esse padrão era o ideal, e eu queria custe o que custar .Infelizmente eu ainda não conseguia enxergar que o meu cabelo precisava de ajuda e eu Ainda precisaria me livrar do ensino médio e todo peso que é nós colocado no fim da escola.

    Em dezembro desse mesmo ano em fiz um relaxamento, a expectativa era que ficasse maravilhoso ,que era como eu pensava, com isso passei as festividades de ano novo, vieram os meses e eles foram se passando e tudo que eu tinha achado EXUBERANTE ,era uma máscara que a química faz nós sentir ,vocês não imaginam o quão triste eu estava com tudo aquilo, eu só esperava meu cabelo cair novamente, com os produtos que eu passava de mês em mês que não é indicado esse pouco intervalo de tempo, pôs já tinha acontecido de fazer um buraco no meio da cabeça ,à um tempo atrás ,com a queda total do fio era gritante a situação , meu cabelo naquele momento estava elástico ,partido, com vários tons por que eu também pintava pra “desfaça o quebrado”. Cansei ! Cansei de tudo aquilo. Quase no meio do ano de 2015 eu parei com os relaxamentos , e continuei ali só escovando no mesmo ritmo que sempre, pensando eu que ia “estragar menos”o meu fio, pensei errado só ilusão.Ele ainda continuava um cabelo estragado ,que eu insistia de tacar a prancha de cabelo na franja de criar até feridas ,eu lembro que eu fiz uma escova que estava tão quente que fez um corte na minha cabeça que eu nem senti ,no outro dia quando tirei aquelas famosas tocas de cabelo, e o meu cabelo estava colado rente à raiz com o sangue do corte, passei uma semana sem pentear esse cabelo por que quando eu tentava retirar o sangue, sangrava mas, e eu não queria lavar o cabelo para não perde a escova. O ponto que eu cheguei é desconfortável até de dizer, vê Eu estava esgotada.

    No meio desse mesmo ano eu parei de escovar , aparecia uns dois dedos de raiz natural, eu super insegura falei para a minha mãe que não iria fazer mas escovas ,ela duvidou e os meses se passaram eu comecei a acompanhar o YouTube claro, que foi meu ponto de inspiração de muitas outras ,meninas que estavam passando e já tinham passado pela transição capilar.Não bastava eu estar triste e sem saber como seria essa mudança ,foi aí que vieram as críticas, opiniões alheias como : eu gostava mas de antes ou teu cabelo está muito feio, e coisas muito piores que me entristeceu , mas eu olhei para trás e vi o que eu já tinha passado , pensei em desistir, mais eu sempre me dizia que eu tinha que me dar paciência e tempo para o meu cabelo. Fui pesquisando produção de diversas marcas testudas e cores ,liberados ou não, os que fazem bem ou mal, técnicas de texturização para deixar a parte com química parecida com a natural afinal eu tinha um cabelo um pouco depois dos ombros impossível não ser diferente, tive um pouco de medo pôs ele começou a cair literalmente e eu não sabia o que fazer, todas as receitas da internet eu já tinha testado algumas.

    Foi que enfim eu fiz meu Big Chop , meu primeiro corte grande com meu cabelo natural com uns 5 dedos no fim de 2015 no dia 10 de dezembro, fui em um salão com minha irmã e não avisei nada a minha mãe, e chegando lá eu expliquei a mulher como eu queria e tudo mas, dai eu sentir ali sentadinha, a cada corte um peso sendo retirado, cada mechinha que caia no chão, me movia um alívio ,uma leveza ,que no final do corte eu me senti fora de mim um pessoa que eu nunca tinha conhecido, primeiro pela aparência que eu não sabia como reagir e segundo como eu ia se envolver com as pessoas ao meu redor e como elas iam se comporta ao ver aquela mudança, era o que eu pensava naquele momento Vir pra casa ,minha mãe ficou assustada e tomografia aquele choque de cara ,não aprovou ,eu chorava por dentro de alegria e de tristezas, é uma confusão que parece que não vai acabar. Não ter opção de penteado ou de repartição, não ter uma textura correta, nem ter a ideia de que ângulo fica melhor, molhado ou seco.É a fase de aprendizagem mas difícil para a transição, graças à Deus ,minha irmã e meu namorado que sempre me apoiaram nessa decisão, e apesar de a minha mãe muito radical ,ela me ajudou pôs BC.

    Passando mas um tempo eu fiz meu segundo BC de uma forma bem simples só retirando as famosas pontinhas , e daí eu fui me redescobrindo e amando o meu cabelo, a textura, o tipos de cacho/Crespo conhecendo o mundo vasto que é esse processo de alto aceitação, do que usar e o que mas dá certo para o seu tipo de fio , o engajamento de outras pessoas, meninos e meninas se libertando da perfeição imposta pela nossa sociedade não só do cabelo, que também já começa a remeter-se a esteriótipos de todos os ângulos possíveis, majoritariamente eu me encontrei como pessoa, e hoje não é só cabelo…, é ALMA. Eu não só reconstruir o meu cabelo, apesar do bum da mídia com toda essa moda do que já foi considerada feio e ruim, mais a sororidade bateu em nossas portas, o mais especial para mim foi saber que eu tinha meu espaço, na sociedade, na minha casa e o melhor em mim o espaço que eu num tinha me visitado, e que esse espaço me deu força como ser humano a fazer parte da junção de conceitos, e desse poder magnífico que temos hoje.E não que você não possa alisar o cabelo ,VOCÊ É LIVRE,VOCÊ PODE TUDO , contanto que você esteja saudável e feliz PORQUE VOCÊ PODE! Essa é a magia. E hoje faz 2 anos e 11 meses da minha transição e 2 anos e 5 meses do meu Primo BC , e tudooo valeu apena! Eu garanto para vocês!

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