• #VoltandoAosCachos: Rute Kelly

  • 5 tutoriais de makes para você usar no dia a dia!

  • #VoltandoAosCachos: Maíra Pereira Gramagol

  • janeiro 18, 2019 // Comente

    Oi genteee! Tudo bem com vocês? Sexta-feira é dia de #VoltandoAosCachos e, como vocês sabem, trouxe mais uma história inspiradora de transição capilar. Hoje, compartilho o depoimento da Gabrielle Gomes, que mora em Manaus, Amazonas, e tem 19 anos de idade. E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Minha adolescência: barbie, programas de tv que só retratavam meninas de cabelo liso que conseguiram encontrar seu amor verdadeiro, comerciais de chapinha ” meu Deus pq eu tenho esse cabelo, e esse nariz e essa testa? ” Quando eu tinha 13 anos resolvi que ia alisar de qualquer jeito, aperriei minha mãe e disse que era isso que eu queria, que todas as minhas amigas tinham cabelo liso e que eu queria poder pentear e passar a mão por dentre os meus cabelos sem que engatasse.

    Nesse tempo fiz meu primeiro alisamento e senti que finalmente eu era quem as pessoas queriam que eu fosse. Eu tinha franja , um cabelo longo e liso mas que sempre precisava de chapinha pq ele ficava de uma forma estranha sem ela, quando eu saía tinha sempre que passar ela pq se nao chorava, mas chorava de raiva e desespero por ele ainda não ser o cabelo perfeito. Com 15 anos implorei outro alisamento que foi o terror na minha vida, meu cabelo longo se quebrou na altura do meu ombro por causa da química, queria usar ele MESMO ASSIM mas a tesoura deixou ele menos pior e decidi usar a chapinha sempre pq ela sim resolveria “sem maltratar” o que restava.

    Com 16 anos saí de um relacionamento de quase 2 anos, quase entrando em depressão e muito magra decidi parar de fazer chapinha e deixar meu cabelo florescer, até hoje estou me amando desse jeito que eu sou e com o cabelo que me faz ser quem eu verdadeiramente eu vim pra ser.

    O que é autoestima pra você?: Saber que você pode ser o que você quiser, usar o cabelo que quiser e ser plenamente feliz com isso.

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou?: A forma como olho pra dentro de mim e por fora tbm, eu amo o que Deus fez e como Ele me criou.. Eu ainda tenho as minhas paranóias ainda tenho dias de baixa autoestima mas isso só mostra o ser humano vulnerável que sou e não tem nada de errado nisso.

    janeiro 11, 2019 // Comente

    Oi genteee! Hoje vamos conhecer a história da Luana Cruz, que mora em Jacareí, São Paulo, e tem 18 anos. Ela mandou deu depoimento por e-mail e vim compartilhar com vocês! E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Lembro-me que quando era bem pequenininha minha mãe fazia cachinhos no meu cabelo, o que hoje chamamos de dedoliss e eu amava, mas com o passar do tempo fui crescendo e ela parou de fazer e por volta dos meus 10 anos, começou a minha paranóia e a minha insegurança. Eu me via todos os dias na escola rodeada de meninas de cabelos lisos ou alisados e me sentia mal comigo mesma.

    Com toda essa rejeição ao meu cabelo comprei uma chapinha e comecei a usá-la com bastante frequência. Quantas vezes eu me pegava a noite em casa fazendo chapinha para ir a escola no dia seguinte, passando calor, queimando os dedos para poder me sentir melhor e mais aceita. Sempre que tinha uma ocasião especial lá estava eu com o cabelo liso e quando não tinha tempo ou ânimo, sempre usava o cabelo preso, o que fazia eu me sentir muito feia. E nessa época pensei várias vezes em alisar o cabelo com química, mas não tinha condições financeiras para isso e por isso nunca fui adiante, hoje eu agradeço por isso.

    No final de 2013, mais precisamente na virada do ano, decidi que ia assumir meu cabelo e como ele estava muito danificado, comecei a hidratar com frequência, fazer twist e usar gel para tentar definir. Em 2014 a definição começou a aparecer, mas ainda tinha minhas inseguranças e ainda não estava satisfeita, e foi nesse ano que eu ouvi de um colega de sala que meu cabelo era ruim e duro, me vi sem chão e sem reação, fui defendida por um outro colega ao qual sou grata, mas me senti muito mal e chorei muito ao chegar em casa. Passei dias pensando naquelas palavras e chorando escondido.

    Depois de muito pensar resolvi continuar, comecei a aprender a cuidar do meu cabelo vendo vídeos no youtube e conforme o tempo ia se passando, meu cabelo foi ficando cada dia mais bonito, consequentemente comecei a ouvir elogios e pedidos de ajuda, o que me deixou muito feliz e em 2015, com meu cabelo recuperado resolvi criar um blog para ajudar outros, que assim como eu não tinham muita informação. E nesse tempo, consegui ajudar minha mãe que passou pela transição. E hoje, posso dizer que me amo e que estou feliz com a pessoa que me tornei.

    O que é autoestima pra você?: É se amar do jeito que você é, se aceitar, encontrar sua própria essência e ser feliz com ela. É se olhar no espelho e gostar do que vê, se sentir bem por dentro e por fora.

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou?: Hoje sou uma pessoa feliz comigo mesma, com autoestima e mais forte. Me tornei uma mulher mais corajosa e que procura sempre apoiar e ajudar outras pessoas que estão passando por esse processo de aceitação.

    outubro 26, 2018 // 16 Comentários

    Oi genteee! Sexta-feira é dia de histórias lindas aqui no blog, é dia de #VoltandoAosCachos, quando eu compartilho com vocês as histórias que me mandam por e-mail. E no dia de hoje, quem conta é a Ana Paula Antunes, de 35 anos do Mato Grosso. Espero que vocês gostem! E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Lembro que  quando criança usava os cabelos sempre presos ou bem curtinhos, pois mãe trabalhava fora, não tinha tempo para eles. Ah a adolescência, que fase rsrs, e a escola então? Tinham as fotos, a “tias” nunca conseguam “ajeitar meu cabelo para a tal pose, os passeios com a turma na piscina, em que eu nunca queria molhar os cabelos e aquela quantidade de prisilhas e elástico, usados para prendê-los. Lembro que eu os prendia tao fortes, que causava inflamações na raiz do cabelo. Até que lá pelos meus 16 anos comecei a alisá-los.

     

     

    Pronto, tudo resolvido, pensava eu…começava a dependência do alisamento. Como não tinha condição de ir no salão minha mãe fazia em casa mesmo. Fazia a cada 3 meses ou menos, meu cabelo vivia detonado, caindo aos pedaços literalmente. Foram mais de 17 anos alisando, fazendo chapinha, escovas… Um dia na faculdade (2015) vi uma moça com um Black maravilhoso!! Achei lindo! Mais sabe quando vc pensa, “ah fica lindo nela não em mim”. Imagina, eu que  fazia as inteligente e qndo chegava em casa fica repassando a chapinha, para que nenhum fio ficasse fora do lugar, usar um Black, fora de cogitação. No mesmo ano eu engravidei, continuei fazendo chapinha para manter o liso.

     

     

    Quando meu filho nasceu eu amamentava e não podia alisar, me piquenique estava a mais de um anos sem química, estava na transição e não sabia. Comecei a pesquisar formas de usar o cabelo com duas texturas, vi vídeos, depoimentos, inclusive o seu com quem me identifiquei muito. Comecei a te seguir nas redes sociais desde entao. Meu big chop foi aos poucos, depois de duas idas ao salao um mês, mas foi em casa que eu  tirei todo alisado. Nossa, quando terminei foi uma sensação de liberdade!!!  Porque eu sofrai tanto? Era só cabelo! Claro, houve pessoas que gostaram e outras que nem tanto! Mas eu estava decidida a me aceitar e não me importava com que pensavam! Hoje sou muito mais feliz! Porque passo menos tempo me arrumando ( meu cabelo já nasceu pronto rsrs) , não me preocupo em molhar o cabelo e perder a escova e quanto mais volumoso melhor !!!!

     

     

    O que é autoestima pra você?: Hoje é eu estar feliz comigo mesma, é apenas querer realçar o que somos e não querer mudar! E se aceitar e ver o que sei cabelo não é ruim, ele tem sua personalidade, é único e foi feito especialmente para vc. Assim sua cor, seu nariz, etc…

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou?: Tudo! Me encontrei!

    ©2018 - Apenas Ana - Todos os direitos reservados // Design por Sara Silva