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  • setembro 27, 2019 // Comente

    Oi genteee! Todas as sextas-feiras, eu trago pra vocês uma história linda de meninas que passaram ou estão passando pela transição capilar. Dessa vez, compartilho o depoimento da Crislanya Martinelli Alves, que tem 21 anos e mora em Vila Velha, no Espírito Santo. E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Oi Ana, me chamo Crislanya, tenho 21 anos e sou capixaba.

    Parando para pensar na minha relação com o meu cabelo, me veio na memória minha imagem sentada em frente ao espelho e aos prantos penteando meu cabelo e pedindo a Deus para que ele voltasse a ser bonito, voltasse a ser como antes… Nessa fase ai eu tinha aproximadamente 14 anos. Nunca havia alisado o cabelo, no entanto, já tinha feito relaxamento. Fiz porque não gostava do volume do meu cabelo e por acreditar que depois disso, iria usa-lo solto novamente. Engano meu. Passei a usar meu cabelo solto, mas um tempo depois lá estava eu com ele preso novamente.

    Eu lembro muito do meu cabelo associando as fases da escola. No jardim de infância usava preso para não pegar piolho. No ensino fundamental fiz meu primeiro relaxamento, tentei usar solto e era chamada de “cabelo de cabelo de pico” (isso queria dizer que meu cabelo era ruim). Fiz meu primeiro BC e usava solto pois não dava para prender. O cabelo cresceu um pouco e lá estava eu com ele preso novamente.Entrei no ensino médio só usando meu cabelo preso, até que fiz meu segundo relaxamento. Fui uma unica vez com ele solto, no dia das fotos da turma no terceiro ano. Não tirei as fotos, estava envergonhada e com medo do capelo não ficar bom em mim, afinal todas as outras meninas tinham o cabelo liso ou menos volumoso. A segunda vez que usei solto foi no dia da formatura do ensino médio.

    Mudei de cidade para cursar jornalismo e coloquei na minha cabeça que não poderia ir todos os dias de cabelo preso para a faculdade, afinal, todas as outras meninas estariam de cabelo solto. Com isso, eu fazia o seguinte: prendia a parte da frente com uma presilha e deixava o restante solto. Raramente ia com ele todo solto.

    Cansada de fazer o tal relaxamento de 3 em 3 meses, incentivada pelas amigas (uma lisa e uma cacheada) e também inspirada tanto por você quanto pela Rayza Nicácio, resolvi largar o relaxamento e passar pela transição. Fiquei 1 ano sem usar nenhum produto químico e fiz o segundo BC da vida. De inicio ainda restaram umas pontinhas lisas por conta do corte escolhido, mas depois elas foram sendo removidas e hoje já fazem 2 anos e 7 meses que sou apaixonada pelo meu cabelo natural.

    Hoje olho para aquela menina sentada na frente do espelho e percebo que compreendi tudo… o cabelo bonito que tanto pedia a Deus era o meu cabelo natural, aquele que foi dado por ele do jeitinho que ele me fez.. A transição capilar me mudou de dentro para fora. Mudou minha autoestima, mudou o meu olhar para mim mesma, mudou a minha relação com a minha identidade e hoje me orgulho de cada característica minha. Tenho orgulho de mim e me reconheço enquanto mulher negra e crespa.

    Hoje ao falar da minha relação com a transição e o BC para outras amigas, digo que me amei em cada fase, curti meu cabelo em cada fase e sigo curtindo ele e aprendendo a cuidar dele a cada dia… Não tenho muitas fotos, mas senti no meu coração que devia enviar minha história. Você me inspira Ana e aprendo diariamente com você em todos os âmbitos da minha vida. Amo suas dicas de organização, moda, penteados, make e sua relação com a fé enquanto cristã..

    Muito obrigada e que Deus lhe abençoe sempre.

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