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  • julho 26, 2019 // Comente

    Oi genteee! No #VoltandoAosCachos de hoje, trouxe pra vocês a história da Luana Bernardo, que tem 33 anos e nasceu em Vitória, no Espírito Santo, mas mora em Paranaguá, no Paraná. Ela mandou seu depoimento por e-mail e vim compartilhar aqui com vocês, por isso, espero que gostem! E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Oi Ana! Me chamo Luana, sou capixaba, tenho 33 anos e há pouco mais de 1 ano tive o prazer de conhecer meu cabelo de natural. Sobre a minha relação com o cabelo ao longo da vida, não foi muito diferente da maioria das meninas de cabelo crespo. Desde pequena minha mãe usou de vários artifícios para lidar com meu cabelo começando pelo pente quente (Meu, tô velha mesmo! Galera novinha, pequise no Google) passando pela guanidina e pelo permanente afro. Até que fiz o big shop para iniciar um tratamento que deixava meu cabelo cacheado, e eu tinha a opção de fazer escova de vez em quando. Eu estava feliz e satisfeita, achava meu cabelo bonito, e quando a raiz começava a incomodar eu ia ao salão, fazia o relaxamento e pronto, problema resolvido por mais um mês. Tudo mudou quando precisei vir morar aqui no Paraná para estudar em março de 2017. Várias possibilidades me vieram à mente, entre elas, alisar, usar o cabelo preso ou de coque até visitar a família em Vitória e daí fazer o relaxamento, mas nunca me passou pela cabeça deixar meu cabelo natural. Isso não era uma possibilidade, estava muito enraizada na minha mente a ideia de que meu cabelo era difícil de lidar, duro, feio, sem condições. E assim fiz, por um tempo usei o cabelo preso, usei coque, ouve um tempo que optei por colocar tranças, até decidir o que fazer efetivamente.

    A ideia com a trança era esconder meu cabelo natural pois minha raiz estava altíssima, afinal já se passavam 6 meses desde que relaxei pela última vez. Após dois meses, tirei a trança para trocar. Fiquei o final de semana sem trança para descansar o couro e fazer massagem nos fios, foi aí que percebi uns cachinhos se formando na minha raiz. Foi uma coisa meio louca, eu senti aquele cabelo e pensei; poxa, acho que dá pra usa-lo assim na vida! Coloquei a trança novamente, mas aquela ideia ficou martelando na minha cabeça. Fui olhar vídeos e pesquisar sobre como lidar com cabelo crespo. Foi animador! Ver tantas mulheres assumindo seus crespos foi decisivo para eu decidir assumir os meus. Quando tirei a trança pela segunda vez, não foi para troca-las e sim para cortar toda a química deixando apenas o cabelo natural (eu mesma cortei com uma tesoura escolar, não repitam em casa). Isso foi em fevereiro de 2018, exatamente 1 ano após o último relaxamento. Em fevereiro de 2019 fui ao salão para um profissional acertar o corte, e precisou tirar uns 4 dedos (doeu na alma, mas foi necessário).

    A experiência de usar o cabelo natural mudou minha vida de algumas maneiras, posso citar o fato de eu poder cuidar do meu cabelo em casa, sem depender de salão todo mês e principalmente minha forma de ser e de ver a vida, as coisas. Traz uma paz muito grande passar os dedos na minha raiz e sentir o MEU cabelo, sentir segurança nele do jeito que ele é, foi uma mudança de paradigma, pois antigamente a minha paz era passar os dedos e sentir a raiz lisa. Faz muito bem pra minha autoestima e me dá uma sensação de liberdade poder eu mesma, cuidar dele naturalmente percebendo o quanto ele é lindo, maravilhoso, brilhoso, e… chega! Não quero que vocês pensem que me acho. Agradeço a Ana pela oportunidade de contar essa história, e aproveito para parabeniza-la pelo excelente trabalho que realiza na internet. Inspiração pura! Beijos.

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