• #VoltandoAosCachos: Hanna Ellen

  • Looks inspiradores em tons pastel!

  • #VoltandoAosCachos: Jeniffer Oliveira

  • fevereiro 1, 2019 // Comente

    Oi, genteee! Vim compartilhar com vocês uma história que recebi por e-mail, da Carolaine Braz da Silva. Ela mora em São Lourenço da Mata, Pernambuco, tem 21 anos, e me acompanha há uns 2 anos e meio! Espero que gostem tanto quanto eu. E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

    Meados de Julho e Agosto de 2014 eu estava um CACO em pessoa, meu ano de vestibular de muitas expectativas, eu estudava feito louca na escola integral, fazia curso técnico a noite é de quebrar fazia um pré-vestibular nós sábados e domingos o dia inteiro.Foi ai que eu percebi que eu me sentia sufocada já estava literalmente “morrendo”junto com o meu cabelo, eu não aguentava mais escovar o cabelo 2 vezes por semana de MADRUGADA, eu não suportava o trabalho que eu dava a minha mãe , passando horas e horas naquele cabelo , que quanto mas ela escovava e chapava mas estranho e odiável ele ficava , o problema é que eu só saía de casa se ele tivesse ali ,baixinho ,”lisinho” lambido do jeito que eu achava lindo ,por sempre ser na minha cabeça um complexo que esse padrão era o ideal, e eu queria custe o que custar .Infelizmente eu ainda não conseguia enxergar que o meu cabelo precisava de ajuda e eu Ainda precisaria me livrar do ensino médio e todo peso que é nós colocado no fim da escola.

    Em dezembro desse mesmo ano em fiz um relaxamento, a expectativa era que ficasse maravilhoso ,que era como eu pensava, com isso passei as festividades de ano novo, vieram os meses e eles foram se passando e tudo que eu tinha achado EXUBERANTE ,era uma máscara que a química faz nós sentir ,vocês não imaginam o quão triste eu estava com tudo aquilo, eu só esperava meu cabelo cair novamente, com os produtos que eu passava de mês em mês que não é indicado esse pouco intervalo de tempo, pôs já tinha acontecido de fazer um buraco no meio da cabeça ,à um tempo atrás ,com a queda total do fio era gritante a situação , meu cabelo naquele momento estava elástico ,partido, com vários tons por que eu também pintava pra “desfaça o quebrado”. Cansei ! Cansei de tudo aquilo. Quase no meio do ano de 2015 eu parei com os relaxamentos , e continuei ali só escovando no mesmo ritmo que sempre, pensando eu que ia “estragar menos”o meu fio, pensei errado só ilusão.Ele ainda continuava um cabelo estragado ,que eu insistia de tacar a prancha de cabelo na franja de criar até feridas ,eu lembro que eu fiz uma escova que estava tão quente que fez um corte na minha cabeça que eu nem senti ,no outro dia quando tirei aquelas famosas tocas de cabelo, e o meu cabelo estava colado rente à raiz com o sangue do corte, passei uma semana sem pentear esse cabelo por que quando eu tentava retirar o sangue, sangrava mas, e eu não queria lavar o cabelo para não perde a escova. O ponto que eu cheguei é desconfortável até de dizer, vê Eu estava esgotada.

    No meio desse mesmo ano eu parei de escovar , aparecia uns dois dedos de raiz natural, eu super insegura falei para a minha mãe que não iria fazer mas escovas ,ela duvidou e os meses se passaram eu comecei a acompanhar o YouTube claro, que foi meu ponto de inspiração de muitas outras ,meninas que estavam passando e já tinham passado pela transição capilar.Não bastava eu estar triste e sem saber como seria essa mudança ,foi aí que vieram as críticas, opiniões alheias como : eu gostava mas de antes ou teu cabelo está muito feio, e coisas muito piores que me entristeceu , mas eu olhei para trás e vi o que eu já tinha passado , pensei em desistir, mais eu sempre me dizia que eu tinha que me dar paciência e tempo para o meu cabelo. Fui pesquisando produção de diversas marcas testudas e cores ,liberados ou não, os que fazem bem ou mal, técnicas de texturização para deixar a parte com química parecida com a natural afinal eu tinha um cabelo um pouco depois dos ombros impossível não ser diferente, tive um pouco de medo pôs ele começou a cair literalmente e eu não sabia o que fazer, todas as receitas da internet eu já tinha testado algumas.

    Foi que enfim eu fiz meu Big Chop , meu primeiro corte grande com meu cabelo natural com uns 5 dedos no fim de 2015 no dia 10 de dezembro, fui em um salão com minha irmã e não avisei nada a minha mãe, e chegando lá eu expliquei a mulher como eu queria e tudo mas, dai eu sentir ali sentadinha, a cada corte um peso sendo retirado, cada mechinha que caia no chão, me movia um alívio ,uma leveza ,que no final do corte eu me senti fora de mim um pessoa que eu nunca tinha conhecido, primeiro pela aparência que eu não sabia como reagir e segundo como eu ia se envolver com as pessoas ao meu redor e como elas iam se comporta ao ver aquela mudança, era o que eu pensava naquele momento Vir pra casa ,minha mãe ficou assustada e tomografia aquele choque de cara ,não aprovou ,eu chorava por dentro de alegria e de tristezas, é uma confusão que parece que não vai acabar. Não ter opção de penteado ou de repartição, não ter uma textura correta, nem ter a ideia de que ângulo fica melhor, molhado ou seco.É a fase de aprendizagem mas difícil para a transição, graças à Deus ,minha irmã e meu namorado que sempre me apoiaram nessa decisão, e apesar de a minha mãe muito radical ,ela me ajudou pôs BC.

    Passando mas um tempo eu fiz meu segundo BC de uma forma bem simples só retirando as famosas pontinhas , e daí eu fui me redescobrindo e amando o meu cabelo, a textura, o tipos de cacho/Crespo conhecendo o mundo vasto que é esse processo de alto aceitação, do que usar e o que mas dá certo para o seu tipo de fio , o engajamento de outras pessoas, meninos e meninas se libertando da perfeição imposta pela nossa sociedade não só do cabelo, que também já começa a remeter-se a esteriótipos de todos os ângulos possíveis, majoritariamente eu me encontrei como pessoa, e hoje não é só cabelo…, é ALMA. Eu não só reconstruir o meu cabelo, apesar do bum da mídia com toda essa moda do que já foi considerada feio e ruim, mais a sororidade bateu em nossas portas, o mais especial para mim foi saber que eu tinha meu espaço, na sociedade, na minha casa e o melhor em mim o espaço que eu num tinha me visitado, e que esse espaço me deu força como ser humano a fazer parte da junção de conceitos, e desse poder magnífico que temos hoje.E não que você não possa alisar o cabelo ,VOCÊ É LIVRE,VOCÊ PODE TUDO , contanto que você esteja saudável e feliz PORQUE VOCÊ PODE! Essa é a magia. E hoje faz 2 anos e 11 meses da minha transição e 2 anos e 5 meses do meu Primo BC , e tudooo valeu apena! Eu garanto para vocês!

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