• #VoltandoAosCachos: Joyci Stephany

  • Faça você mesma o presente para o Dia das Mães!

  • #VoltandoAosCachos: Ana Luiza Dias

  • Março 22, 2018 // 3 Comentários

     

    Vemos os looks na rua e percebemos que a moda anda bem minimalista. Peças básicas com poucas cores é o que mais tem por aí, parece até que esqueceram da existência das estampas, né? Por isso, trouxe hoje um post bem colorido! Misturar duas ou mais estampas no mesmo look pode dar um certo medinho no início, mas é super possível. O segredo tá em testar em frente ao espelho várias vezes até encontrar uma composição que você se sinta confortável. Aqui dou algumas ideias de como começar. Vem comigo?

     

     

    A maneira mais simples de começar a misturar estampas é adicionando uma segunda estampa a um acessório – especialmente se ele estiver longe da estampa principal. Então, fica a dica para quem tem receio de tentar: coloque um sapato estampado com um vestido curto. Eles não vão ficar próximos e a impressão de “muita informação” não vai te atrapalhar. Mas há outras opções, como colocar a estampa no lenço/cachecol ou no turbante ou na bolsa!

     

     

    Tá na dúvida na hora de combinar as estampas entre si? É só escolher uma peça em preto e branco que é escolha certa! As duas cores são um clássico e dão muito certo juntas. Os listrados p&b funcionam bem com qualquer outra estampa, por exemplo, porque são básicos no guarda-roupa. Vale, inclusive, misturar duas estampas em preto e branco para dar a impressão de um look divertido e cheio de personalidade!

     

     

    A última dica na hora de misturar as estampas é: escolha estampas que tenham cores parecidas! Por mais que tenham desenhos diferentes, os tons iguais vão dar menos contraste e uma impressão de que elas combinam super bem. É só ver quais cores estão presentes em uma das estampas e procurar outra que também vá na mesma direção. Solte a sua imaginação e não tenha medo de errar, é só roupa! A graça na moda está aí mesmo, na experimentação, na brincadeira com todas as possibilidades que ela nos traz. 😉

    Março 16, 2018 // 1 Comentário

    Oi genteee! Hoje trouxe a história linda da Rafaela Soares Marchezini, que mora em Vila Velha, Espírito Santo, e tem 35 anos. Ela é dona do Palavra Inspiradora, que também tem Instagram, página no Facebook e canal no Youtube. Espero que vocês gostem! <3

    E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Precisamos falar sobre transição capilar. Sei que já tem lindas cacheadas e crespas falando sobre isso, mas quero compartilhar minha libertadora experiência de auto estima e resgate da identidade. O assunto desse post é muito mais que cabelo, é contar um pouco da minha história de aceitação. Dizem que a criança começa se lembrar das coisas depois dos sete anos de idade, exatamente nessa fase começo a me recordar de ouvir comentários negativos a respeito do meu cabelo. Observava a boneca Barbie e ela era lisa, as personalidades referência da época também eram lisas: Xuxa, Mara Maravilha, Mallu Mader e Gabriela Duarte. Mais tarde, até a Glória Maria já estava lisa.

     

     

    Nessa época, meu cabelo que era ondulado nas pontas e com a raiz mais lisa começou a engrossar, ter frizz, ficar mais crespo. Ouvia coisas do tipo: “o cabelo dela está ficando ruim”, “quando chegar a adolescência não vai ter jeito”, “está endurecendo”, “vai ter que cortar Joãozinho”… Quando completei oito anos de idade quis cortar curtinho, numa tentativa de me antecipar do inevitável. Naquela época já se usava doar ou vender o cabelo cortado. No salão da Dona Valdete (não esqueço o nome da experiente cabeleireira), pedi que cortasse com a gominha pra facilitar a doação, ela sorridente e desinibida disse que meu cabelo era “ruinzinho” que não prestava nem pra doar, que pra fazer peruca o cabelo tinha que ser bom, que ninguém doente ia querer peruca de cabelo anelado. Não questionei, minha mãe também não. Seguimos adiante.

     

     

    Usei “Joãozinho” por dois anos, nuca batida e bem baixinho. Aos dez anos, decidi deixar crescer pra me sentir mais feminina. Ouvia piadinhas na família (tias e primas) dizendo “vai crescer mas vai crescer para cima”, “cabelo ruim não podia nem ter cortado”, “agora vai ter que usar curto pra sempre”, “passa máquina e acaba essa agonia”… Essas crueldades disfarçadas de brincadeira ferem a alma, no meu coração crescia uma ansiedade e um medo de não ser aceita ou amada com meu Black. Ele cresceu, pra cima mas cresceu. Meu irmão me chamava de Jacksons Five, Toni Tornado… Hora eu brigava hora deixava pra lá. Fingia não ligar e bagunçava o cabelo ainda mais, penteava ele seco na ingenuidade de quem não sabia cuidar.

    Quando o papai chegava me sentia linda quando ele dizia que eu estava parecendo a Gal Gosta ou a Maria Betânia. Mamãe e minha irmã já viciadas em alisamentos, diziam que eu estava horrível e que ele só falava isso pra me agradar. Aos doze anos de idade, ele já havia crescido o suficiente pra um rabicó. Comecei a fazer bobs ou rolinhos. Em cada região tem um nome, ficava a própria Dona Florinda, do seriado mexicano Chaves. Lavava às quartas e sábados, às vezes ouvia que era exagero, que enrolar uma vez por semana seria o suficiente mas seguia nessa rotina de lavar no início da tarde, ao chegar da escola, me escondia no sol nos fundos da casa e morria de vergonha de ser vista com as pequenas manilhas. Era como se fosse um “segredinho” de beleza. Depois se seco rodava toca de um lado para o outro com uma meia calça velha. Isso me envergonhava profundamente, me sentia horrível com aquilo. Me lembro de uma vez que um amigo da família estava em casa e me viu daquele jeito. Fiquei profundamente sem graça.

     

     

    Nessa mesma época, eu que amava piscina, mar e cachoeira comecei a evitar. Com a desculpa do tempo, frio ou vento me esquivava desses programas para não revelar meu crespo. Como os rolinhos não estavam resolvendo o problema do volume, resolvi experimentar um alisamento aconselhada por uma profissional doce, chamada Inês. Pensamos em “pasta” ou Hené, comum na época, mas minha mãe foi contra, achou que seria definitivo e perigoso. Optamos por um tal produto que prometia amaciar a raiz. Na primeira aplicação fiquei assustada com o mal cheiro do produto a base de amônia. Parecia esgoto, algo terrível mas o benefício de amansar o bicho compensava a catinga. Na primeira chuva voltando da escola, senti o cheiro e cheguei a pensar que tivesse pisado em algo indesejado. Quando cheguei em casa fui informada pela minha irmã que estava dentro da normalidade, que o produto ao molhar fedia mesmo, que da próxima aplicação poderia caprichar no neutralizante.

    A vergonha só aumentava, agora do cabelo ruim e do mal cheiro do creme alisante que entendia ter que usar. Não era pra mim uma opção, nem cogitava o cabelo natural. O pichaim crescia e quebrava, não desenvolvia, sempre tinha que fazer um corte, tirar as pontas quebradas, inventar uma franja pra disfarçar os toquinhos na frente. O processo que se repetia toda semana de enrolar facilitou quando ganhei um secador de pé. Me questionava toda vez que via uma amiga de cabelão, ficava inconsolada com a representação disso na sociedade, a feminilidade e beleza estava ligada ao cumprimento do cabelo. Eu discordava mas faltava força pra mudar. Me arrisquei até de megahair. O creme alisante depois de alguns anos parecia ter deixado de fazer efeito, passei de amônia para guanidina sem mudança aparente. Só aliviou o desconforto porque esse segundo produto não cheirava tão mal. Daí, abandonei os rolos e adotei a escova e a chapinha portáteis. Aos 22 anos, ainda super insatisfeita com o cabelo fui apresentada à progressiva pelas cabeleireiras que também se tornaram amigas Manu Melo e Luciene Serapião.

     

     

    Ao todo, em 10 anos fiz todas as progressivas existentes, com formol, sem formol, de ácido, de álcool, marroquina, inglesa, espanhola, detox, botox, chocolate e até de açaí. Depois de severas crises alérgicas e princípio de queda decidi pensar em tentar conhecer meu cabelo. Meus maiores incentivos foram a querida Ana Lídia Lopes, meu marido, Gio e minha filha, Maria. Ana Lídia por partilhar com seu exemplo inspirador, doçura e sinceridade sua transição. Ele por me ensinar com seu amor que sou linda natural, do jeitinho que Deus me fez. Minha filha por inconscientemente começar a repetir minha traumática história de viver de mal com o próprio cabelo. Me assustei ao ver que ela só se sentia bem de escova e prancha, já estava recusando convites de sol, mar, academia e piscina.

    Quando ela completou 10 anos decidi bravamente mudar. Em princípio, isso gerou angústia, dúvida, medo e de novo muitas críticas… Mas preferi ser forte e superar. Aos 33 anos de idade, já me sentia segura e madura o bastante. Aos poucos fui abandonando os produtos transformadores, a escova, a chapa e em dois anos, entre grupos de cacheadas crespas, finalizações, texturizações, umectações, modeladores, hidratações, reconstruções e muito amor aos cachos, encerrei minha transição agora, aos 35. Quero que você, leitora do Apenas Ana, guarde no seu coração que mulheres curadas na alma são instrumento de cura para todos ao seu redor. Vemos por aí muitas lisas artificialmente alcançadas que mutilaram seus cachos com a prancha, chapinha, alisante e progressiva porque nunca se amaram, porque nunca permitiram conhecer suas madeixas, muitas estão infelizes com o espelho. Comigo foi assim. O grande corte foi libertador, o choro foi de alívio e genuína liberdade.

     

     

    Definitivamente, posso dizer que a transformação começa de dentro pra fora, como bem diz a autora desse abençoado blog. Auto estima, aceitação, identidade, perdão e amor próprio são palavras de ordem. Só quem é cacheada crespa empoderada sabe do que eu estou falando. Pra quem está começando, força, vai passar! Pra todas as outras que me ajudaram, muito obrigada! Para Ana Lídia, meu carinho e admiração.

    Março 14, 2018 // 1 Comentário

     

    O quarto é um dos lugares da casa que a gente passa mais tempo, não é? Por isso, ele merece muita atenção e carinho na hora de decorar, com objetos que tragam felicidade e nos lembrem de bons momentos. Os livros são alguns desses objetos que podem dar um ar mais aconchegante no quarto, sem contar que é incrível ter uma biblioteca sempre à mão. Trouxe algumas ideias pra você usar os livros não só para estudar e se divertir, mas também para decorar cantinhos do seu quarto!

     

     

    Se você tem um lugarzinho no seu quarto, vale investir numa estante bem bonita, que complemente a decoração. Mas, se não tiver, uma boa solução são as prateleiras pregadas na parede, que não ocupam tanto espaço. Nesse caso, é preciso só tomar cuidado com o peso que cada prateleira aguenta para não sobrecarregar. Um detalhe que fica bem fofo nas prateleiras é colocar algumas luzinhas de Natal (já falamos delas por aqui, lembram?), fica a dica! <3

     

     

    As estantes merecem a nossa atenção, porque elas são importantes para deixar o quarto mais organizado e estiloso. Elas podem ser encontradas nos mais diversos materiais, como madeira, vidro e metal, por isso, combinam com qualquer decoração e funcionam nos mais diversos estilos e cores. E o mais legal é poder intercalar livros com outros objetos que você ama, como vasinhos de plantas, brinquedos e artigos de papelaria, por exemplo.

     

     

    Você ainda pode inventar outras maneiras de colocar livros no seu quarto. Eles podem ficar empilhados como uma mesinha de cabeceira, podem ficar enfileirados em cima da sua arara de roupas… Nichos de diferentes formatos (quadrado, retangular e redondo) também incrementam a decoração e ajudam a deixar o quarto bem despojado – uma ótima ideia pra quem tem pouco espaço. Ah! E Organizar os livros por cor é uma solução incrível pra deixar o quarto com carinha de Pinterest. 😉

    Março 8, 2018 // Comente

    Oi genteee! Hoje vocês vão ler o depoimento da Talita Regina Gonçalves Silva, que tem 21 anos e mora em Camaragibe, uma cidade do estado de Pernambuco. Ela compartilhou a sua história comigo por e-mail, por isso, espero que vocês gostem e também se identifiquem!

     

    Bom, primeiramente, na minha adolescência eu não gostava do meu cabelo. Sempre usava ele bem preso ou com muito creme para tentar “domar” o volume. Tinha fixo na minha cabeça aquela frase que as pessoas sempre falavam: cabelo bom é cabelo liso. Eu via minhas amigas alisando o cabelo e achava muito lindo, e começava a me sentir inferior. Foi então que decidi alisar meu cabelo. Não me contentei em apenas alisar, e me tornei escrava da chapinha. Não contente com o resultado, decidi passar alisamento e Botox ao mesmo tempo. O tempo foi passando e meu cabelo foi sofrendo as consequências de toda aquela agressão. Chegou um momento que meu cabelo já estava tão fragilizado que começou a partir. Ele já não estava mais respondendo as hidratações e os cuidados que tinha.

     

     

    Comecei a ser influenciada por alguns familiares e amigos a passar pela transição, mais sempre recusava. Até que um dia me peguei curiosa com a possibilidade de assumir meus cachos. Qual foi a primeira coisa que fiz? Fui pesquisar sobre transição capilar e conheci a Ana Lídia essa blogueira, youtuber incrível, cheia de experiência quando a questão é transição. Fiz maratona de vídeos, juntei várias ideias boas na cabeça, e foi nesse exato momento que tive um choque de realidade. Pensei comigo mesma: tenho um cabelo tão lindo natural, e acabo ofuscando essa beleza na tentativa de me padronizar com o que as pessoas querem ver. Me sentia muito limitada, pois a qualquer lugar que fosse, tinha que pranchar o cabelo, não podia pegar chuva, suar? Nem pensar. Chegou um momento que eu cansei de tudo aquilo. Foi então que com a ajuda da Ana Lídia, com a ajuda da minha família e amigos decidi passar pela transição. Comecei no mês de março de 2016. Minha transição foi um momento difícil e gostoso ao mesmo tempo.

     

     

    Fazia muita receitinha caseira para crescimento capilar, cuidava muito dos meus cachinhos que começaram a surgir. Mais tinha aqueles momentos em que não me achava bonita, era muito difícil arrumar o cabelo com duas texturas, chorava muito quando ia para algum lugar e não conseguia arrumar o cabelo. Creio que esses momentos são normais para quem passa pela transição, mais o que eu aprendi principalmente vendo os vídeos da Ana, foi a não desistir, pois no final vale muito a pena. Foi então que chegou o momento do meu big chop. Exatamente no dia 11 de dezembro de 2016, sim passei 09 meses em transição. Meu corte foi em casa com a ajuda da minha irmã, que me apoiou desde o começo. Assim que me vi no espelho, senti uma sensação tão maravilhosa que não consigo explicar.

     

     

    Parece que havia tirado um peso enorme de mim. Me sentia leve. Eufórica. Feliz e realizada. E a partir daí foi só amor com meu cabelo. Tinha medo da reação das pessoas ao me ver. Mais foi totalmente o contrário do que eu pensava. Muita gente adorou. Claro que teve algumas pessoas que me olharam meio torto ou perguntaram porque eu não esperei mais tempo para cortar. Mais o importante é você estar se sentindo bem. Saiba que quando você passa pela transição, você tem que se preparar para opiniões positivas e negativas. E foi exatamente o que eu fiz. Hoje já estou com nove meses de cabelo natural e sou simplesmente apaixonada pelo meu cabelo.

     

     

    Espero que minha história sirva de inspiração para quem ler. E quero deixar um recadinho para quem está passando pela transição. Não desista. É uma fase, vai passar. Se apegue ao pensamento de que no final vai valer a pena. Eu sempre digo que eu assumi meu cabelo não foi por moda, pois não estou seguindo moda, estou seguindo minhas raízes, meu natural. Deus me fez assim e te fez assim. Se ame do jeitinho que você é. E não deixe que opiniões contrarias venham tirar o seu foco. Vai valer a pena cada esforço seu. <3

    O que é autoestima pra você? Autoestima para mim é você está bem consigo mesma. É você se olhar no espelho e se sentir feliz com o que vê. É você se amar primeiro que tudo. É você se sentir bonita, e capaz. Enfim, em poucas palavras é você se amar do jeitinho que você é. Sem tirar nem por.

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Exatamente TUDO! Costumo dizer que a transição não muda apenas seu cabelo, mais você por completo! Hoje me sinto muito diferente do que era antes, não só fisicamente, mais mentalmente. Hoje me sinto muito mais bonita, muito mais confiante, muito mais madura. Me sinto muito feliz e forte.

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