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  • Testei a finalizaA�A?o DEDA?OLISS no meu cabelo!

  • #VoltandoAosCachos: Bruna Faustino Fabiano Augusto

  • junho 15, 2018 // Comente

    Oi genteee! No #VoltandoAosCachos de hoje, trouxe a histA?ria da Ana Rita Pardim, que tem 25 anos e mora em Dourados, no Mato Grosso do Sul. Acho que vocA?s vA?o se identificar com o depoimento dela! Para continuar acompanhando essa linda, A� sA? segui-la no Instagram.A�E se vocA? quiser mandar seu texto pra mim tambA�m, A� sA?A�acessar essa pA?ginaA�e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua histA?ria!

     

     

    Nunca tive preconceitos e nunca odiei meus cachos tambA�m, nunca tive vergonha nem nada do tipo, mas minha mA?e tinha, nunca os deixava crescer, porque era volume demais, complicado demais para cuidar e tudo mais, entA?o mantive cabelo a�?JoA?ozinho a�? atA� os 11 anos. Quando decidi que queria parecer com as meninas a�?normaisa�? e ter cabelo comprido. Era uma luta porque os cabelos viviam amarrados, porque as piadinhas eram inA?meras, inclusive e principalmente em casa, e comecei a ter muitas dores de cabeA�a, eu era muito nova e entA?o estava na moda alisar, com um pouco de relutA?ncia, alisei. O alisamento se prolongou por 5 anos, e sinceramente eu adorava, a minha cabeleireira (que era contra o alisamento), trabalhou e cuidou muito bem dos meus cabelos, quem nA?o era muito caprichosa era eu mesma. O alisamento era perto da perfeiA�A?o, nunca tive corte quA�mico nem nada do tipo, apesar de aprontar muitas loucuras nas madeixas, mas com o tempo meu cabelo foi ficando muito “ralo”, A� inevitA?vel com tantas quA�micas gostei e mantive durante 5 anos.

     

     

    Comecei a me sentir meio que uma farsa, depositava tempo demais fazendo escova e chapinha nos cabelos, acordava horas antes de ir para faculdade em dias de lavar o cabelo. No comeA�o o alisamento A� lindo, A� uma novidade, mas depois aquilo comeA�a a ser um martA�rio, um gasto de tempo e de dinheiro extremamente a�?desnecessA?rioa�?, aquilo comeA�ou a me fazer mal, mal de dentro para fora. Comecei a me sentir menos confiante. Se ia em alguma festa e estava muito calor ficava preocupada da raiz comeA�ar a aparecer, isso nA?o era saudA?vel. Decidi voltar a ser eu mesma de verdade, foram 8 meses sem quA�mica, a famosa transiA�A?o, e entA?o eu cortei, cortei tudo, cortei tudo que estava tirando minha confianA�a e me fazendo me sentir menos eu mesma. Eu mesma realizei o corte, a hora que a minha mA?e viu ela chorou e eu jamais vou esquecer a expressA?o dela dizendo a�? A� tA?o vocA? isso, aqui na minha frentea�?, e era, eu ali, praticamente careca, mais eu me sentia bem mais feminina e confiante.

     

     

    NA?o A� um corte de cabelo, nA?o A� uma textura, mas A� como aquilo remete sobre o que vocA? A� em determinada A�poca da vida. Daquele momento em diante eu recuperei uma autoestima esquecida dentro de um baA?, pode ser que algum dia eu pense em alisar novamente(o que eu acho difA�cil) mas as mudanA�as nos fazem melhores, o que importa A� se amar e se aceitar, aceitar a juba, o volume todo, o frizz, e pode parecer que A� sA? de cabelo mas envolve muito mais.

     

     

    O que A� autoestima pra vocA?? A� se amar independentemente de qualquer coisa, com todas e apesar de todas as suas caracterA�sticas e peculiaridades.

    O que mudou na sua vida depois que vocA? se aceitou? Tudo. Quando nos aceitamos, o mundo nos aceita.

    junho 8, 2018 // Comente

    Oi genteeee! Preparem-se que a histA?ria de hoje de #VoltandoAosCachos A� lindA�ssima. Quem contou tudinho pra mim foi a NA?dia Ribeiro de 22 anos, que nasceu em AraxA?, Minas Gerais, mas mora atualmente em Presidente Prudente, SA?o Paulo. Eu acho que muitas de vocA?s vA?o se identificar com o depoimento que ela mandou, entA?o leiam tudo com carinho.

    E se vocA? quiser mandar seu texto pra mim tambA�m, A� sA?A�acessar essa pA?ginaA�e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua histA?ria!

     

    Eu pensei muito antes de decidir escrever isto. a�?A histA?ria do meu cabeloa�? nunca pareceu um bom tema para qualquer coisa na minha vida. Meu cabelo nunca teve uma histA?ria exclusiva, ele faz parte da minha histA?ria de autoconhecimento e luta. EntA?o eu decidi que nA?o vou contar a a�?histA?ria do meu cabeloa�?, eu vou falar da minha vida e meu cabelo faz parte dela. Eu me sinto na obrigaA�A?o de dizer que A� uma longa narrativa e que se vocA? estiver disposta a a�?ouvira�?, eu sugiro que encontre uma poltrona confortA?vel e algo doce para mastigar. Vou te dar alguns minutos… EstA? pronta? LA? vamos nA?s.

    Como a maioria das histA?rias, a minha nA?o gira em torno do meu cabelo. Eu sempre fui uma crianA�a tA�mida e isso me tornava vulnerA?vel, era como ter um grande alvo vermelho carimbado nas costas. Se vocA? jA? assistiu qualquer filme norte-americano que se passa na High School, entA?o vocA? jA? conheceu alguA�m parecido comigo, mas, no meu caso, o bullying comeA�ou muito antes do ensino mA�dio.

     

     

    Eu fui criada para ficar calada nA?o importando as circunstA?ncias, entA?o eu mantive a minha boca silenciosa como um tA?mulo no ambiente escolar desde o Jardim. Eu tambA�m nunca gostei de atenA�A?o, entA?o ficar calada era vantajoso, pois me tornava invisA�vel. Quando comecei a cursar a quinta sA�rie (ou sexto ano, eu nA?o sei como A� chamado atualmente) eu descobrir que ficar calada nA?o me tornava realmente invisA�vel, pois as minhas notas altas eram o bastante para me deixar em evidA?ncia. Por alguma razA?o que eu desconheA�o, eu estava em uma turma de alunos repetentes e/ou com notas baixas. O fato de ter um boletim cheio de a�?10a�? me fazia inteligente e legal, no entanto, este mesmo fato fazia com que aquela classe nA?o me oferecesse tudo que eu poderia aprender, por esta razA?o eu fui remanejada para a primeira turma da escola. Foi lA? que o pesadelo comeA�ou.

    Quando cheguei no grande e velho casarA?o que era a minha escola no primeiro dia de aula de 2007 e vi meu nome na lista de uma turma diferente da que estive nos dois A?ltimos anos, eu senti o nervosismo crescer como a forA�a de uma tempestade: primeiro, apenas alguns pingos grossos e depois, raios, enxurradas e vento derrubando toda a estrutura. Eu quis voltar a ser invisA�vel, entA?o me sentei na fileira da parede amarela manchada. Eu fantasiei que meu tom de pele faria o trabalho de me camuflar. Eu consegui durante um tempo, mas entA?o as notas chegaram e as pessoas perceberam que eu nA?o era apenas mais uma na classe, e sim alguA�m para disputar as estrelas douradas nos boletins. Eu era oficialmente uma CDF.

    Os nerd gostaram de mim, os populares nA?o. Eu nA?o precisei de muito tempo para descobrir que aquelas eram as A?nicas classificaA�A�es possA�veis no 7A?A: os nerds e os populares. Mas eu era carne fresca. Eu sempre tive problemas de socializaA�A?o devido A� timidez e ao silA?ncio constante, entA?o eu fiz poucos amigos. NA?o demorou para me tornar um objeto de chacota.

     

     

    Eu tenho lembranA�as vA�vidas de algumas situaA�A�es. Uma vez eu fui colocada no centro de uma rodinha de garotos e jogada de um para o outro atA� que eu virei o pA� e caA�. Eu ainda me lembro dos sorrisos que eles estampavam no rosto. Num outro momento eu trombei e derrubei uma garota na aula de EducaA�A?o-FA�sica e fiz o trajeto da escola atA� a minha casa em trA?s minutos (nA?o me lembro realmente, mas foi bem rA?pido) correndo como uma competidora de 100 metros rasos para nA?o apanhar. TambA�m me lembro de ir ao clube com a turma e, quando o meu cabelo secou naquele sol de rachar, fui apontada por uma colega. Eu ainda posso ouvir os gritos e as gargalhadas se me concentrar o suficiente.

    Naquela classe existia um bordA?o para quando as coisas davam errado. a�?A� culpa da Nadiaa�?. Parece engraA�ado para vocA?? Eu nA?o achava, mas todos os outros riam bastante. Eu tentei reclamar com a professora de Artes uma vez, mas ela disse que eu precisava resolver os meus prA?prios problemas. Eu nA?o sei como o bullying pode nA?o ser considerado um problema da escola. Foi a minha primeira e A?ltima tentativa. Nessa mesma A�poca eu fazia parte do time de futsal da escola e era considerada uma das melhores. No time haviam pessoas com todas as orientaA�A�es sexuais, mas a maioria eram garotas lA�sbicas. Foi entA?o que eu conheci a LGBTfobia. Eu ainda era muito nova para entender a minha sexualidade, mas nA?o era nova para aprender que amar outra garota era errado. O professor me ensinou isto muito bem.

    Quando eu terminei a oitava (ou nono ano) foi preciso mudar de escola, pois naquela nA?o existia Ensino MA�dio. Eu vi aquilo como a chance de me libertar de todo o meu sofrimento. Eu decidi que nA?o seria mais alvo de deboche, mas que para isso eu precisava mudar tudo aquilo que reforA�ava as marcas nas minhas costas. Eu odeio listas, mas fiz uma e dentro desta lista estava o meu cabelo. Eu comecei com chapinha, depois escova e chapinha e, por A?ltimo, a progressiva. Eu nA?o sofria mais com os colegas de classe, mas eu tambA�m nA?o tirava mais 10, nA?o fazia um minuto de silA?ncio e nA?o tinha ideia de qualquer conteA?do. Eu era irresponsA?vel, teimosa, namorada de boy popular e lisa.

     

     

    Eu tinha uma rotina capilar cansativa. Era chapinha duas vezes por semana e meu cabelo sempre foi longo, o que me exigia duas chatA�rrimas horas na frente do espelho. Foi para me livrar disso que optei pela progressiva e entA?o eu apenas secava rapidamente com o secador. Nesta A�poca eu jA? estava com 16 anos. Foi tambA�m quando eu conheci a comunidade LGBT. Foi ao passo em que eu descontruA�a o preconceito de orientaA�A?o sexual e de gA?nero que eu tambA�m passei a perceber tudo que era imposto pela sociedade e me engajar a lutar contra o sistema. Ainda com 16 anos eu me apaixonei por uma garota. Foi um perA�odo difA�cil da minha vida em que muita coisa estava acontecendo. O amor A� meio louco, nA?o A�? Eu terminei o meu relacionamento com o tal a�?boy populara�? e comecei a me relacionar com esta garota. Ela foi como uma bA?ssola na minha vida. Uma linda bA?ssola cearense de lA?bios grossos e pele quente.

    Certa vez a minha bA?ssola me perguntou sobre o meu cabelo. a�?Por que vocA? alisa?a�?. Eu nA?o me lembro a resposta que dei, mas me recordo do que ela disse. a�?VocA? devia deixar natural, eu aposto que A� lindoa�?. Talvez estas nA?o sejam as palavras exatas, mas era algo nesse sentido ou, ao menos, sA?o as palavras que eu colocaria no roteiro do filme sobre a minha vida. Eu tambA�m me lembro que disse a�?nA?oa�? para este comentA?rio. Algum tempo depois nA?s fizemos uma viagem de uma semana para passar a virada do ano em BeagA? (para os leigos, Belo Horizonte). Eu nA?o levei secador nem chapinha e ela disse: a�?viu como seu cabelo nA?o precisa ser alisado?a�?. Eu optei por nA?o retrucar dizendo que tinha um pouco de progressiva nele.

    O fato A� que eu trabalhei tudo que ela me disse durante anos, atA� que em 2014, ao me mudar para o interior de SA?o Paulo para cursar Jornalismo (a vontade de mudar o mundo jA? havia plantado uma mudinha dentro de mim), eu descobri o significado de a�?derreter de calora�?. A minha atual cidade faz 40A?C brincando. Eu jA? nA?o aguentava mais passar duas horas de frente para o espelho alisando o cabelo. Nesta A�poca eu jA? havia errado o suficiente com a minha bA?ssola e nA?o estA?vamos mais juntas, mas eu decidi que iria parar com a progressiva. Mas entA?o o que fazer? Eu nA?o gostava de YouTube, usava apenas para ouvir mA?sica e assistir novela, entA?o nA?o conhecia canais sobre cabelo. TambA�m nA?o era muito adepta de blogs. Eu decidi que iria simplesmente deixar o meu cabelo crescer e, enquanto isso, seguiria fazendo chapinha, pois eu nA?o estava disposta a ficar com o cabelo curto nem com duas texturas. Isso tornou a minha transiA�A?o muito mais demorada.

     

     

    Em janeiro de 2015 eu cortei o cabelo e tirei toda a progressiva. Meu comprimento ainda chegava um pouco abaixo do ombro. Foi entA?o que comecei a me preocupar com a finalizaA�A?o. Eu nA?o fazia ideia de tA�cnicas, produtos ou inspiraA�A�es. JA? mais tecnolA?gica do que no ano anterior, eu pesquisei sobre o assunto na internet e descobri alguns vA�deos com tutoriais, entA?o assisti vA?rios e passei a testar o que era indicado. Aos poucos eu aprendi a deixar o cabelo definido e, com um pouco mais de paciA?ncia, aprendi a aceitar o volume como uma caracterA�stica daquilo que A� cacheado e crespo, e nA?o como algo que precisa ser a�?domadoa�?.

    Neste momento da minha vida eu jA? estava passando por muitas transformaA�A�es. Ou melhor, por conscientizaA�A�es. Eu entendi a minha sexualidade, o direito de nA?o me rotular e a liberdade de amar pessoas e nA?o gA?neros. Eu descobrir o que A� sororidade e encontrei a minha voz como mulher e o direito pela equidade. Eu aprendi que eu nA?o tinha o direito de ficar quieta enquanto a sociedade ditava padrA�es nos quais ninguA�m autentico se encaixava. Eu me tornei uma militante de muitas causas e todas elas estavam dentro de mim desde o momento em que nasci como uma mulher cacheada e LGBT.

    O meu cabelo fez parte de um processo que tirou a venda dos meus olhos e me mostrou uma realidade que nA?o pode continuar. Nunca foi sA? cabelo. Era identidade, autoaceitaA�A?o, autoestima, respeito, liberdade e tantas outras coisas.

     

     

    O que A� autoestima pra vocA?? Autoestima A� a liberdade de ser. Ser natural, ser autentica, ser vocA? mesma, ser como nasceu ou como se tornou, pois o que importa A� apenas ser aquilo que te faz sorrir quando se olha no espelho e mantA�m seu travesseiro seco durante a noite.

    O que mudou na sua vida depois que vocA? se aceitou? Depois que eu me aceitei, em todos os sentidos e A?reas da minha vida, eu consegui a coragem necessA?ria para lutar por um mundo mais justo. Eu deixei de ser um tA?mulo e dei voz para tantas pessoas que ainda nA?o conseguiram construir a escada que te tira do fundo do poA�o depois que a sociedade te joga lA?. Eu sou um degrau dessa escada.

    junho 1, 2018 // Comente

    Oi genteee! Sexta-feira A� dia de #VoltandoAosCachos, e no post de hoje, vim compartilhar com vocA?s a histA?ria da Estefanie Ramalho. Estefanie tem 16 anos e mora em Socorro, no estado de SA?o Paulo. Ela me mandou o depoimento por e-mail junto com as suas fotos, e vocA? tambA�m pode fazer o mesmo! A�A�sA?A�acessar essa pA?ginaA�e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua histA?ria!

     

    Desde que me entendo por gente A�(acredito que toda cacheada) sofro pelo hipocrisia das pessoas ao meu redor, eu nunca tive amigos na escolinha, todos mantinham distA?ncia, me chamavam de piolhenta, porA�m eu nunca peguei piolho, sempre tive o cabelo bem cuidado. Uma coisa que marcou muitos minha infA?ncia foi o comercial da Johnson&Johnson, que dizia que o banho (a hora de lavar o cabelo, e tals) A� o momento de uniA?o entre mA?e A� filha, o que era totalmente o oposto comigo pois esses momentos eram marcados por A?dio, gritos e lA?grimas.

     

     

    Eu acabei entrando em depressA?o devida a toda essa carga negativa que eu adquirir, minha vida toda acreditei que o problema estava em mim, que eu era errada, e esse drama todo seguiu ate meus 12 anos (2013) que foi quando eu nA?o aguentava mais ficar isolada, recorri ao alisamento que era uma mistura de relaxamento com progressiva… Pronto, estava tudo resolvido, agora todos gostariam de mim! Engano meu, o cabelo ficou totalmente estragado, todo estourado, agonizando e agora meu apelido era vassoura (pois de fato o aspecto era esse)…

     

     

    Um dia depois de tanto ser zoada na escola eu cheguei chorando e me tranquei no banheiro, olhei bem pro espelho e vi no que tinha me tornado, eu jA? nA?o me reconhecia, estava infeliz, foi entA?o que cheguei a conclusA?o o problema estA? nos outros, aA� resolvi deixar que os outros falassem, eu me encontrei e estava feliz, e isso A� o que importava.

     

     

    O que A� autoestima pra vocA??A�A� valorizar-se, se amar, se respeitar, se aceitar, independentemente do que as pessoas ao seu redor digam.

    O que mudou na sua vida depois que vocA? se aceitou? Absolutamente tudo, agora todas as minhas fotos sA?o sorrindo, sou totalmente segura de mim, eu deixei de ser aquela pessoa fA?til que se preocupava com a casca e agora foco na essA?ncia, parei de simplesmente existir e passei a viver!A�

    maio 25, 2018 // Comente

    Oi genteee! Trouxe pra vocA?s mais uma histA?ria de #VoltandoAosCachos que recebi por e-mail. Hoje, a Ana CecA�lia Gomes, que tem 17 anos e mora em BrasA�lia, compartilhou com a gente o depoimento do seu processo. Espero que vocA?s gostem. :)A�E se vocA? quiser mandar seu texto pra mim tambA�m, A� sA?A�acessar essa pA?ginaA�e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua histA?ria!

     

    Bom, eu comecei a alisar meu cabelo desde muito nova, quando eu ainda morava em Unai (eu sou de Unai). Meu sonho era ter o cabelo liso e comprido, e na primeira vez que alisei, eu me senti kkkk. Desde entA?o eu sA? alisava meu cabelo, vivia com ele escovado… com 11/12 anos eu fiz relaxamento em um salA?o, que ACABOU totalmente com meu cabelo, detonou mesmo, sA? caia por causa do produto que nA?o deu certo, sA? quebrava… daA� eu parei de alisar e ele comeA�ou a dar uma crescida, mas nada que fosse bonito. Com o passar dos anos fui parando de alisar com quA�mica, mas nA?o largava pra nada o secador e chapinha, dai foi quebrando e ficando aquelas pontinhas espigadas sabe…

     

     

    2015 nA?o era diferente, era pior… A�poca auge da adolescA?ncia nA�, e eu queria sempre ficar bonita, passava chapa o tempo todo, se eu visse uma mecha um pouco enroladinha, jA? ligava a chapa e passava. Como pode ver nas fotos, meu cabelo nA?o desenvolvia, nA?o crescia. Pra mim, era a pior coisa, eu acho. Pois ao meu redor sempre tinha meninas com o cabelo grande, e eu com o cabelo crespo e curto… evitava sair para lugares que tinha piscina, pq nA?o gostava dele natural pra nada; evitava sair em dias chuvosos pq o frio ia acabar deixando ele super alto.A�

     

     

    Em 2016 eu ainda usava chapa, mas ela com menos frequA?ncia, todo final de semana eu lavava e passava chapa. Passei muito tempo sem alisar com quA�mica, sA? usava secador e chapa, mas detonava muito o meu cabelo, entA?o nA?o era bom.A�No dia 7 de Agosto de 2016 tudo mudou, pq eu sempre acompanhava a Ana Lidia, ainda mais por viver em Unai e jA? ter morado, e todo mundo de Unai falava a�?vocA? acompanha a Ana Lidia?a�?, a�?deixa seu cabelo naturala�?, a�?segue as dicas da Ana LA�diaa�?… e nesse dia 7 de agosto eu estava em Unai, foi quando eu vendo alguns vA�deos da Ana LA�dia, eu decidi do nada postar uma foto com o cabelo natural no Facebook, onde todo mundo comentou, falou pra eu nA?o desistir e tudo mais.A�A�

     

     

    Em dezembro de 2016 eu coloquei box braids (onde pra mim foi a fase que eu mais me senti bem comigo mesma, onde mais aproveitei e conseguia tirar fotos).A� Coloquei as tranA�as no final de 2016 e tirei em Novembro de 2017… quase um ano depois (eu fazia manutenA�A?o de 2 em 2 meses/ 3 em 3, pq eu tinha muito medo de tirar as tranA�as, ficava insegura e tudo mais. Mas eu tive coragem pq falei a�?vou tirar sA? pra deixar meu cabelo respirar um pouco e pra hidratara�?, pq as tranA�as resseca muito o cabelo com a falta de A?gua. Mas eu consegui ser forte e tirar pra ver como meu cabelo ia ficar, pra ver se jA? tinha crescido, e cresceu bastante… todo mundo adorou e eu fui comeA�ando a aceitar, na verdade, ainda estou em fase de aceitaA�A?o. E o mais legal de tudo A� que nA?o precisei fazer BC, pq meu cabelo nA?o tinha mais quA�mica, eu apenas detonava muito com secador e chapa.A�

    Agora essa sou eu em 2018! GraA�as a Deus eu vi que depender de quA�mica ou qualquer outra coisa, que me a�?rouba de mima�?, que esconde minha verdadeira identidade, era perda de tempo. Mais feliz que nunca!!!!

     

     

    O que A� autoestima pra vocA?? Autoestima para mim A� vocA? se olhar no espelho e gostar do que vA?, A� se arrumar, nA?o para os outros, e sim para vocA?, e se achar linda e livre. Autoestima pra mim A� muito mais que beleza exterior, A� principalmente interior; se vocA? estiver se sentindo bem consigo mesmo, tudo jA? estA? valendo. Autoestima pra mim A� gostar do eu que hA? dentro de mim, A� a�?me gostara�? com todas as qualidades e defeitos, do jeitinho que Deus fez!

    O que mudou na sua vida depois que vocA? se aceitou? Eu poderia dizer que quase tudo… antes eu tinha um certo preconceito com crespas/cacheadas (confesso), e agora nA?o hA? beleza mais bonita, eu chego a nem achar cabelo liso bonito kkkk. NA?o sA? meu exterior mudou, mas o que hA? dentro de mim tambA�m… a forma de pensar, de agir, de ver as coisas; o estilo!

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