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  • Fevereiro 16, 2018 ----------- Voltando Aos Cachos

    Oi genteee! Sexta-feira eu sempre trago para vocês os depoimentos lindos que recebo por e-mail, né? Hoje quem compartilha a sua história com a gente é a Neide Santos, que mora no Grajaú, no Maranhão, e é dona do Vida de Crespa no Instagram. Espero que vocês gostem tanto quanto eu!

    E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Inicio dizendo que o relato aqui escrito será bastante impactante! Rs

     

     

    Filha de pais negros, nascida no sertão do Maranhão, e por muito tempo fui infeliz acreditando que a beleza era aquilo que a sociedade prega.

    Quando pequena e até a pouco tempo, a insatisfação comigo mesma era muito presente em minha vida, e um dos motivos era o cabelo “ruim”. SEMPRE me rotularam como a mais feia da família, “a ponta da rama”, “a negrinha do cabelo ruim”, “cabelo de fuá” “super choque” “cabelo duro”.

    Isso me fazia muito mal, ouvia isso constantemente e principalmente dos meus familiares, amigos, escola, até msm recentemente na faculdade de forma velada sofri e como eu sofri! Principalmente na infância! Cheguei muitas das vezes à acreditar que não era da minha família, me fizeram por muito tempo acreditar que eu era sim o patinho feio.

    Com aproximadamente 6 anos de idade minha irmã fez meu primeiro alisamento químico, lembro perfeitamente daquele momento, pois ali pude me sentir linda, “aceitável”, autoestima saiu do zero e foi pro céu, e desde então não parei mais de usar químicas, até há pouco tempo. Hoje com um pouco mais de 20 anos, fazendo uma retrospectiva de tudo isso, vejo como a sociedade principalmente, é desumana e crueu, eu, uma criança, onde a família não foi meu porto seguro, não tinha sabedoria pra me apoiar, me dizer que eu era linda, dizer que não era verdade o que falavam ao meu respeito. Mas, não culpo meus pais, pois acredito que tudo foi apenas uma reprodução do que a sociedade nos impõe.

     

     

    Contudo isso, eu VENCI!

    Porém, não foi fácil, até eu acreditar que eu poderia ser linda sim do jeitinho que Deus me fez, cheguei a falar que nunca passaria por esse processo de transição capilar, pois não “gostava” de cabelo crespo, não em mim. (Lembro de um episódio, quando fui à praia pela primeira vez, não entrei no mar por medo de molhar o cabelo, hoje minha maior vontade é retornar ao mar pra mergulhar, livre como um peixinho).

    Aos poucos comecei a me interessar pela idéia de ser quem eu sou em minha essência, principalmente após o contato com a Universidade, onde atribuo em primeiro lugar toda minha transformação e empoderamento. Enfim, foi onde desconstrui  toda essa idéia que a mim foram imposta.

     

     

    Em segundo lugar, não menos importante, atribuo a todas vocês aqui da @ internet, são uns anjos que Deus colocou na minha vida e de muitas meninas. Fiquei inquieta, comecei a pesquisar sobre o assunto, queria passar pela transição, não aceitava mais me negar, deixar de ser quem eu sou, você, Ana Lídia, com seus vídeos me motivaram muitoooooo, você não tem idéia! Comecei minha transição em 23 de outubro de 2016 e desde então nunca mais fiz nenhum processo de alisamentos.

    Com a intenção de ser ajudada por outras meninas, criei uma conta no Instagram, intitulada @vidadecrespa. Que em terceiro lugar atribuo a minha vitória a minha página,  que passou a ser a minha maior motivação pra continuar, não só por mim, mas por outras meninas que se inspiravam em mim, SIIIM, isso mesmo, através dos meus post pude compartilhar toda minha história capilar, onde eu passei a dar dicas sobre transição capilar e como vencer, foi aí que disse: eu preciso ser mais forte ainda, não só por mim, mas por todas essas meninas. E outra coisa, o que me ajudou muito também nesse processo, foi as texturizações, usei durante toda a transição a texturização de coquinhos, foi a forma que encontrei de lidar com as duas texturas durante a transição, ficava maravilhosos os resultados.

     

     

    Com isso, depois de 5 meses fiz o BIG CHOP, cortei tudooo, inclusive aquilo que não me fazia mais sentido, como baixo autoestima, preconceito, enfim… eu  mesma quis fazer o corte, pra ter a sensação de “ISSO NÃO ME PERTENCE MAIS”.  Foi lindo, libertador real, não acreditava que poderia ser como tantas outras meninas falavam, “LIBERTADOR” passei horas no espelho me olhando EMOCIONADA e grata à Deus.  Hoje com 6 meses pós BIG CHOP e quase 1 ano livre de químicas, posso perceber o quanto estou feliz, o quando ser quem você é de verdade faz sentido pra vida.

     

     

    O que é autoestima pra você? Autoestima é amor. É você se amar independente do que é imposto como bonito, pois se você se ama, esse amor vai refletir no seu exterior, e autoestima nos leva a ser quem somos de verdade, sem medos!

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Hoje sou linda, por fora e como pessoa, esse processo me trouxe muitas coisa lindas, muitos aprendizados, me transformou em uma pessoa melhor, passei a amar as pessoas como elas são, independente das diferenças, independente de cor, raça ou etnia. Hoje eu me amo e procuro transmitir o melhor de mim desse aprendizado as pessoas que consigo alcançar.

    DE UM PATINHO FEIO AO CISNE <3

    Ah, eu ainda vou te conhecer pessoalmente, eu espero, você é incrível, Deus te abençoe por você se permitir ser usada como instrumento de transformação na vida de tantas pessoas, Parabéns!

    Fevereiro 9, 2018 ----------- Voltando Aos Cachos

    Oi genteee! A Hanna Evangelista Silva compartilhou a sua história de #VoltandoAosCachos comigo por e-mail e agora estou postando para vocês conhecerem também. Ela é de Uberlândia, Minas Gerais, e tem 14 anos. Espero que gostem de ler o depoimento tanto quanto eu! 🙂

    E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Tudo começou na infancia, era a unica “diferente” não tinha nada que me representasse quase todos meus coleguinhas tinham cabelo liso então tinha medo de não aceitarem meu cabelo por isso sempre usava meu cabelo bem preso, até ficava com dor de cabeça pois não podia ficar nem um fiozinho pra cima.

     

     

    Como quem arrumava meu cabelo era minha mae um dia precisava ir para escola mais ela estava no seu primeiro dia de trabalho então meu pai me arrumou e deixou meu cabelo solto,fui para escola e quando entrei já recebi olhares estranhos com um ar preconceituoso ate dos professores,entrei na sala e riram de mim,ficavam puxando meu cabelo chamando de cabelo ruim lembro como se fosse ontem desse dia voltei pra casa e chorei muito.

    Foi assim até os meus 12 anos quando fui para um salão porque queria ter um cabelo “normal” ou pelo menos com menos volume que foi o quem a mulher disse para minha mãe que ia definir meus cachos e ia perder um pouco do volume,acreditei e fiz um alisamento muito forte,nos primeiros 2 meses me sentia incrivel não via olhares ruins das pessoas mas comecei a me achar feia nao gostava de nada em mim,nem do meu cabelo nem do meu corpo enfim nao gostava de mim.

     

     

    Meu cabelo estava muito ressecado então pesquisei no YouTube hidratação para cabelos ressecados fiquei horas vendo videos de cabelo cacheado até que achei algo que era o tal da “transição capilar” coloquei isso na minha cabeça e passei a minha transição com uma alto estima PESSIMA, até que nao aguentava mais então conversei com minha mãe que queria meu cabelo de volta.

     

     

    Fomos no primeiro salão que vimos e marcamos meu big chop, uma semana depois voltei para corta-lo estava muito feliz por finalmente estar fazendo o melhor para o meu cabelo, cortei e me olhei no espelho me senti tão linda, e liberta de tudo o que me impedia de me sentir bonita e feliz, era realmente o que eu queria para mim, no dia seguinte fui para escola as pessoas me elogiaram (acho que foi o dia que mais recebi elogios na vida) mais sabia que iria receber comentarios negativos mais nada me abalou, pois sabia quem eu era e que tinha feito o melhor para mim.

     

     

    O que é autoestima pra você? E o sentimento de se sentir bem consigo mesmo, ser confiante.

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Minha auto estima, confiança e até mesmo meu estilo o que antes eu achava bonito, mais so nos outros, uso e me acho maravilhosa atualmente!

    Fevereiro 2, 2018 ----------- Voltando Aos Cachos

    Oi genteee! Nessa sexta-feira, trouxe o depoimento da Vanessa Stefanye da Silva Santos, que mora em Barueri, São Paulo, e tem 22 anos. Ela me mandou a sua história por e-mail, e vocês podem continuar acompanhando pelo Instagram e pelo Facebook! 🙂

    E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

     

    Bom, sempre fui muito “pé atras” comigo mesma quando se tratava de beleza, mas isso tinha uma razão EU ERA BEM ZOADA por colegas de classe por todas as séries que passei.

    Desde sempre tive o cabelo enrolado, mas como sempre cansada de ser o “Patinho feio” da turma resolvi alisar meus cachos, eles eram grandes e definidos, mas o que eu não tinha era cuidado até por ele ser bem armado e eu não gostava de modo algum. Enfim, passei o tal relaxamento e foi ai que meu cabelo teve uma grande queda, Nossa, foi terrível! nos primeiros dias ficou lindo, mas depois aconteceu de eu perder(literalmente)aquele cabelo lindo que eu tinha. Desde então fiquei viciada em chapinha, em deixa-lo bem alisado, nenhum fio fora do lugar, aquela perfeição sabe!? pois bem, e isso foram anos e anos dessa mesma forma, chapinha todo santo dia.

     

     

    Se passaram 6 anos dependente de progressiva nesse cabelo eu fiquei doente, tive um problema grave de circulação e os remédios fizeram com que mais uma vez meu cabelo caísse mas apenas do lado direito da minha cabeça e isso mexeu muito com meu emocional que foi ajudando muito na queda. E um belo dia, ou melhor, uma bela noite fuçando no You Tube assisti um vídeo de uma moça que estava passando pela transição e eu pensei: EITA, AMANHA COMEÇO!!!fiquei tãaaaao empolgada, comecei e assim fiquei durante 3 meses, foram bem difíceis por que aquelas duas texturas me matavam, como fui impaciente fiz meu BC logo, mas antes eu havia cortado ele até os ombros. Meu BC foi libertador, no mesmo dia tinha um evento da minha igreja para ir e fui com a cara e coragem, e muitos olhares maldosos, encantados e até preocupados foram percebidos por mim, mas eu não estava nem ai, queria era meus cachos de volta!!! Hoje tenho 1 ano e 7 meses de cacheada, posso dizer que foi uma das decisões mais sabias da minha vida!!

     

     

    Para mim a auto-estima é o que vivo hoje! Auto estima além de beleza é a paz interior dentro de nós, e saber que NUNCA vamos ser bem vistas por todos(e nem devemos ser) mas que estamos nos amando, nos aceitando, nos aplaudindo, nos namorando, nos vendo como perfeitas assim do jeitinho que somos, e a melhor parte da transição é isso saber que nos descobrimos como realmente somos e que não foi fácil chegar até aqui, então, valorizamos mais!!!

    Minha vida mudou para muito melhor por saber que posso realmente ser EU, EU VANESSA STEFANYE DA SILVA SANTOS, saber que posso sim ser imponderada assim, gordinha, negrinha e agora… cacheadaaaaaaa ?

    Janeiro 26, 2018 ----------- Voltando Aos Cachos

    Oi, genteeee! Vou compartilhar com vocês o depoimento incrível que a Islânya Maria Reis Sousa me mandou por e-mail. Ela tem 20 anos, mora em Carapicuíba, São Paulo, e começou a alisar o cabelo aos 10 anos de idade! Tenho certeza que muitas de vocês vão se identificar com a história dela. Para continuar acompanhando essa linda, é só seguir no Instagram ou no Facebook. <3

     

    Alisei meu cabelo pela primeira vez com 10 anos de idade. Loucura? Não, padrão de beleza!

     

     

    Um cabelo bonito era um cabelo liso. Eu estava entrando na pré-adolescência e a vaidade começou a aumentar. Nenhumas das minhas amigas tinham cabelo cacheado, e as que tinham viviam com ele preso e cheio de gel que era pra diminuir o volume.

    Fazer escova progressiva, pra mim, naquela época foi a minha “liberdade” e “aceitação”. Eu amava meu cabelo, mas ele não era realmente meu.  Não vou mentir e dizer que não fui feliz com meu cabelo alisado, eu fui sim muito feliz com ele e não me arrependo de ter feito isso.

     

     

    Mas chegou uma hora que eu cansei! Cansei do cheiro forte do produto, cansei de ficar 4 horas sentada em uma cadeira pra poder concluir o processo, e cansei de passar por tudo isso de 3 em 3 mês.

    Eu não conhecia a Transição Capilar, eu só decidi parar de alisar. A partir dai comecei a procurar formas de disfarçar a parte alisada, e acabei encontrando um vídeo da Ana sobre como cachear as partes lisas na transição e vi toda a trajetória do cabelo dela.

    Ver outras pessoas que passaram por isso e conseguiram superar o preconceito, a baixa autoestima e a vontade de desistir foi muito importante para estimular a minha vontade de vencer também.

     

     

    Em Março/2017 completei um ano que fiz escova progressiva pela ultima vez, e agora sim minha liberdade e aceitação são reais.  Me amar exatamente do jeitinho que Deus me fez me permitiu perceber o quanto nós ficamos fixados na ideia de se enquadrar em um  “perfil” e  deixamos de lado o que realmente nós somos.

    Ame seu cabelo, sua raça, seu corpo, suas crenças, e você vai sentir um poder que nunca imaginou ter. Empodere-se!

     

     

    O que é autoestima pra você? É se amar e se aceitar com todas as qualidades e defeitos.

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Eu entendi que a beleza de uma mulher com cabelo liso não tira a minha beleza com cabelo cacheado. As nossas particularidades nos tornam lindas.

    Apenas Ana (C) 2017 DESIGN POR SARA SILVA