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  • Março 23, 2018 ----------- Voltando Aos Cachos

    Oi genteee! Sexta-feira é dia de post #VoltandoAosCachos, obaaaa! E hoje eu trouxe a história linda da leitora Aline Silva Santos, que me mandou seu depoimento por e-mail. Ela mora em Fazenda Rio Grande, no Paraná, e tem 27 anos. Pra continuar acompanhando a Aline, ela também tem Instagram. 🙂

    E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Olá. Me chamo Aline tenho 27 anos e comecei minha transição aos 24 anos, fiquei aproximadamente 10 meses em transição e resolvi alisar meu cabelo novamente. Porém aquela “lisa” já não era mais eu, aquilo não me pertencia mais. Aos meus 10 anos de idade minha mãe começou a relaxar meu cabelo, pois comecei com um complexo de inferioridade muito grande, na escola ou em qualquer lugar onde eu iria as lisas eram sempre as primeiras a serem escolhidas, chamadas, olhadas. Me achava sempre horrível, e assim comecei a me esconder me reprimir e sempre tentando dar um jeito para que meu cabelo ficasse liso.

     

     

    Na minha adolescência sempre tinha algo surrando em meus ouvidos, que nunca ninguém iria me olhar, gostar de mim, namorar jamais, tudo por quê? Por que meu cabelo era “ruim”. Eu estava entrando em uma depressão. Mas minha mãe sempre me ajudando e me fazendo perceber que tudo aquilo era mentira e que eu sou linda do jeitinho que Deus me fez.

    Só que aí eu conheci a bendita progressiva, e me achava linda mas ainda havia um certo vazio em mim. Eu ficava sempre tentando a perfeição, as anteninhas que insistiam em ficar erguidas kkkk me irritavam profundamente. Ainda nesse processo de progressiva, aconteceu que eu fiquei um tempo sem retocar e meus cachos deram o ar da graça novamente mas eles estavam lindos, algo nasceu ali rsrs. É nesse meio tempo conheci o amor da minha vida, aquele que me olhou, gostou de mim, se apaixonou e…. Me pediu em namoro.

     

     

    Ele sempre pedia pra eu deixar meu cabelo natural, e eu insistia que não, com 3 anos e meio de namoro em outubro de 2010 nos casamos, e ele continuava me pedindo os cabelos naturais. Foi aí que me cansei completamente daquela escravidão de progressiva. Então em 1014 vendo muitos vídeo da Ana, me apaixonei e decidi entrar em transição, como já avia dito nessa primeira vez eu desisti, alisei novamente e me arrependi muito, pois eu havia ate cortado o cabelo para retirar as químicas. Mas Deus foi tão bom que saiu muito rápido a química que fiz novamente.

    Fiz meu Big chop no inicio de 2016 e hj…. Há hj já não sou a mesma pessoa, não mesmo. Hoje eu me amo, sim me amo cada dia mais. E tenho muito a agradecer a Deus por me enviar meu marido um anjo que me ajudou muuuito, a minha mãe que chorava junto comigo e sempre esteve ali, e é claro, Ana Lídia que foi mega útil nessa caminhada de transição é aceitação. Hoje sou eu mesma, na verdade sou quem eu ainda nem conhecia hahaha sou a menina dos olhos de Deus amada linda e abençoada!

     

     

    O que é autoestima pra mim?  É ser feliz comigo mesma, é me aceitar me amar me auto respeitar, e ajudar  a levantar a estima daquele que está precisando, por isso também escolhi minha profissão de cabeleireira, dou muitas dicas e sempre tento ajudar aquelas que estão se sentindo mal.

    O que mudou em minha vida depois que eu me aceitei? Completamente tudo, até meu relacionamento com meu marido, sou mais segura e vejo que ele tem muito orgulho. 

    Março 16, 2018 ----------- Voltando Aos Cachos

    Oi genteee! Hoje trouxe a história linda da Rafaela Soares Marchezini, que mora em Vila Velha, Espírito Santo, e tem 35 anos. Ela é dona do Palavra Inspiradora, que também tem Instagram, página no Facebook e canal no Youtube. Espero que vocês gostem! <3

    E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Precisamos falar sobre transição capilar. Sei que já tem lindas cacheadas e crespas falando sobre isso, mas quero compartilhar minha libertadora experiência de auto estima e resgate da identidade. O assunto desse post é muito mais que cabelo, é contar um pouco da minha história de aceitação. Dizem que a criança começa se lembrar das coisas depois dos sete anos de idade, exatamente nessa fase começo a me recordar de ouvir comentários negativos a respeito do meu cabelo. Observava a boneca Barbie e ela era lisa, as personalidades referência da época também eram lisas: Xuxa, Mara Maravilha, Mallu Mader e Gabriela Duarte. Mais tarde, até a Glória Maria já estava lisa.

     

     

    Nessa época, meu cabelo que era ondulado nas pontas e com a raiz mais lisa começou a engrossar, ter frizz, ficar mais crespo. Ouvia coisas do tipo: “o cabelo dela está ficando ruim”, “quando chegar a adolescência não vai ter jeito”, “está endurecendo”, “vai ter que cortar Joãozinho”… Quando completei oito anos de idade quis cortar curtinho, numa tentativa de me antecipar do inevitável. Naquela época já se usava doar ou vender o cabelo cortado. No salão da Dona Valdete (não esqueço o nome da experiente cabeleireira), pedi que cortasse com a gominha pra facilitar a doação, ela sorridente e desinibida disse que meu cabelo era “ruinzinho” que não prestava nem pra doar, que pra fazer peruca o cabelo tinha que ser bom, que ninguém doente ia querer peruca de cabelo anelado. Não questionei, minha mãe também não. Seguimos adiante.

     

     

    Usei “Joãozinho” por dois anos, nuca batida e bem baixinho. Aos dez anos, decidi deixar crescer pra me sentir mais feminina. Ouvia piadinhas na família (tias e primas) dizendo “vai crescer mas vai crescer para cima”, “cabelo ruim não podia nem ter cortado”, “agora vai ter que usar curto pra sempre”, “passa máquina e acaba essa agonia”… Essas crueldades disfarçadas de brincadeira ferem a alma, no meu coração crescia uma ansiedade e um medo de não ser aceita ou amada com meu Black. Ele cresceu, pra cima mas cresceu. Meu irmão me chamava de Jacksons Five, Toni Tornado… Hora eu brigava hora deixava pra lá. Fingia não ligar e bagunçava o cabelo ainda mais, penteava ele seco na ingenuidade de quem não sabia cuidar.

    Quando o papai chegava me sentia linda quando ele dizia que eu estava parecendo a Gal Gosta ou a Maria Betânia. Mamãe e minha irmã já viciadas em alisamentos, diziam que eu estava horrível e que ele só falava isso pra me agradar. Aos doze anos de idade, ele já havia crescido o suficiente pra um rabicó. Comecei a fazer bobs ou rolinhos. Em cada região tem um nome, ficava a própria Dona Florinda, do seriado mexicano Chaves. Lavava às quartas e sábados, às vezes ouvia que era exagero, que enrolar uma vez por semana seria o suficiente mas seguia nessa rotina de lavar no início da tarde, ao chegar da escola, me escondia no sol nos fundos da casa e morria de vergonha de ser vista com as pequenas manilhas. Era como se fosse um “segredinho” de beleza. Depois se seco rodava toca de um lado para o outro com uma meia calça velha. Isso me envergonhava profundamente, me sentia horrível com aquilo. Me lembro de uma vez que um amigo da família estava em casa e me viu daquele jeito. Fiquei profundamente sem graça.

     

     

    Nessa mesma época, eu que amava piscina, mar e cachoeira comecei a evitar. Com a desculpa do tempo, frio ou vento me esquivava desses programas para não revelar meu crespo. Como os rolinhos não estavam resolvendo o problema do volume, resolvi experimentar um alisamento aconselhada por uma profissional doce, chamada Inês. Pensamos em “pasta” ou Hené, comum na época, mas minha mãe foi contra, achou que seria definitivo e perigoso. Optamos por um tal produto que prometia amaciar a raiz. Na primeira aplicação fiquei assustada com o mal cheiro do produto a base de amônia. Parecia esgoto, algo terrível mas o benefício de amansar o bicho compensava a catinga. Na primeira chuva voltando da escola, senti o cheiro e cheguei a pensar que tivesse pisado em algo indesejado. Quando cheguei em casa fui informada pela minha irmã que estava dentro da normalidade, que o produto ao molhar fedia mesmo, que da próxima aplicação poderia caprichar no neutralizante.

    A vergonha só aumentava, agora do cabelo ruim e do mal cheiro do creme alisante que entendia ter que usar. Não era pra mim uma opção, nem cogitava o cabelo natural. O pichaim crescia e quebrava, não desenvolvia, sempre tinha que fazer um corte, tirar as pontas quebradas, inventar uma franja pra disfarçar os toquinhos na frente. O processo que se repetia toda semana de enrolar facilitou quando ganhei um secador de pé. Me questionava toda vez que via uma amiga de cabelão, ficava inconsolada com a representação disso na sociedade, a feminilidade e beleza estava ligada ao cumprimento do cabelo. Eu discordava mas faltava força pra mudar. Me arrisquei até de megahair. O creme alisante depois de alguns anos parecia ter deixado de fazer efeito, passei de amônia para guanidina sem mudança aparente. Só aliviou o desconforto porque esse segundo produto não cheirava tão mal. Daí, abandonei os rolos e adotei a escova e a chapinha portáteis. Aos 22 anos, ainda super insatisfeita com o cabelo fui apresentada à progressiva pelas cabeleireiras que também se tornaram amigas Manu Melo e Luciene Serapião.

     

     

    Ao todo, em 10 anos fiz todas as progressivas existentes, com formol, sem formol, de ácido, de álcool, marroquina, inglesa, espanhola, detox, botox, chocolate e até de açaí. Depois de severas crises alérgicas e princípio de queda decidi pensar em tentar conhecer meu cabelo. Meus maiores incentivos foram a querida Ana Lídia Lopes, meu marido, Gio e minha filha, Maria. Ana Lídia por partilhar com seu exemplo inspirador, doçura e sinceridade sua transição. Ele por me ensinar com seu amor que sou linda natural, do jeitinho que Deus me fez. Minha filha por inconscientemente começar a repetir minha traumática história de viver de mal com o próprio cabelo. Me assustei ao ver que ela só se sentia bem de escova e prancha, já estava recusando convites de sol, mar, academia e piscina.

    Quando ela completou 10 anos decidi bravamente mudar. Em princípio, isso gerou angústia, dúvida, medo e de novo muitas críticas… Mas preferi ser forte e superar. Aos 33 anos de idade, já me sentia segura e madura o bastante. Aos poucos fui abandonando os produtos transformadores, a escova, a chapa e em dois anos, entre grupos de cacheadas crespas, finalizações, texturizações, umectações, modeladores, hidratações, reconstruções e muito amor aos cachos, encerrei minha transição agora, aos 35. Quero que você, leitora do Apenas Ana, guarde no seu coração que mulheres curadas na alma são instrumento de cura para todos ao seu redor. Vemos por aí muitas lisas artificialmente alcançadas que mutilaram seus cachos com a prancha, chapinha, alisante e progressiva porque nunca se amaram, porque nunca permitiram conhecer suas madeixas, muitas estão infelizes com o espelho. Comigo foi assim. O grande corte foi libertador, o choro foi de alívio e genuína liberdade.

     

     

    Definitivamente, posso dizer que a transformação começa de dentro pra fora, como bem diz a autora desse abençoado blog. Auto estima, aceitação, identidade, perdão e amor próprio são palavras de ordem. Só quem é cacheada crespa empoderada sabe do que eu estou falando. Pra quem está começando, força, vai passar! Pra todas as outras que me ajudaram, muito obrigada! Para Ana Lídia, meu carinho e admiração.

    Março 8, 2018 ----------- Voltando Aos Cachos

    Oi genteee! Hoje vocês vão ler o depoimento da Talita Regina Gonçalves Silva, que tem 21 anos e mora em Camaragibe, uma cidade do estado de Pernambuco. Ela compartilhou a sua história comigo por e-mail, por isso, espero que vocês gostem e também se identifiquem!

     

    Bom, primeiramente, na minha adolescência eu não gostava do meu cabelo. Sempre usava ele bem preso ou com muito creme para tentar “domar” o volume. Tinha fixo na minha cabeça aquela frase que as pessoas sempre falavam: cabelo bom é cabelo liso. Eu via minhas amigas alisando o cabelo e achava muito lindo, e começava a me sentir inferior. Foi então que decidi alisar meu cabelo. Não me contentei em apenas alisar, e me tornei escrava da chapinha. Não contente com o resultado, decidi passar alisamento e Botox ao mesmo tempo. O tempo foi passando e meu cabelo foi sofrendo as consequências de toda aquela agressão. Chegou um momento que meu cabelo já estava tão fragilizado que começou a partir. Ele já não estava mais respondendo as hidratações e os cuidados que tinha.

     

     

    Comecei a ser influenciada por alguns familiares e amigos a passar pela transição, mais sempre recusava. Até que um dia me peguei curiosa com a possibilidade de assumir meus cachos. Qual foi a primeira coisa que fiz? Fui pesquisar sobre transição capilar e conheci a Ana Lídia essa blogueira, youtuber incrível, cheia de experiência quando a questão é transição. Fiz maratona de vídeos, juntei várias ideias boas na cabeça, e foi nesse exato momento que tive um choque de realidade. Pensei comigo mesma: tenho um cabelo tão lindo natural, e acabo ofuscando essa beleza na tentativa de me padronizar com o que as pessoas querem ver. Me sentia muito limitada, pois a qualquer lugar que fosse, tinha que pranchar o cabelo, não podia pegar chuva, suar? Nem pensar. Chegou um momento que eu cansei de tudo aquilo. Foi então que com a ajuda da Ana Lídia, com a ajuda da minha família e amigos decidi passar pela transição. Comecei no mês de março de 2016. Minha transição foi um momento difícil e gostoso ao mesmo tempo.

     

     

    Fazia muita receitinha caseira para crescimento capilar, cuidava muito dos meus cachinhos que começaram a surgir. Mais tinha aqueles momentos em que não me achava bonita, era muito difícil arrumar o cabelo com duas texturas, chorava muito quando ia para algum lugar e não conseguia arrumar o cabelo. Creio que esses momentos são normais para quem passa pela transição, mais o que eu aprendi principalmente vendo os vídeos da Ana, foi a não desistir, pois no final vale muito a pena. Foi então que chegou o momento do meu big chop. Exatamente no dia 11 de dezembro de 2016, sim passei 09 meses em transição. Meu corte foi em casa com a ajuda da minha irmã, que me apoiou desde o começo. Assim que me vi no espelho, senti uma sensação tão maravilhosa que não consigo explicar.

     

     

    Parece que havia tirado um peso enorme de mim. Me sentia leve. Eufórica. Feliz e realizada. E a partir daí foi só amor com meu cabelo. Tinha medo da reação das pessoas ao me ver. Mais foi totalmente o contrário do que eu pensava. Muita gente adorou. Claro que teve algumas pessoas que me olharam meio torto ou perguntaram porque eu não esperei mais tempo para cortar. Mais o importante é você estar se sentindo bem. Saiba que quando você passa pela transição, você tem que se preparar para opiniões positivas e negativas. E foi exatamente o que eu fiz. Hoje já estou com nove meses de cabelo natural e sou simplesmente apaixonada pelo meu cabelo.

     

     

    Espero que minha história sirva de inspiração para quem ler. E quero deixar um recadinho para quem está passando pela transição. Não desista. É uma fase, vai passar. Se apegue ao pensamento de que no final vai valer a pena. Eu sempre digo que eu assumi meu cabelo não foi por moda, pois não estou seguindo moda, estou seguindo minhas raízes, meu natural. Deus me fez assim e te fez assim. Se ame do jeitinho que você é. E não deixe que opiniões contrarias venham tirar o seu foco. Vai valer a pena cada esforço seu. <3

    O que é autoestima pra você? Autoestima para mim é você está bem consigo mesma. É você se olhar no espelho e se sentir feliz com o que vê. É você se amar primeiro que tudo. É você se sentir bonita, e capaz. Enfim, em poucas palavras é você se amar do jeitinho que você é. Sem tirar nem por.

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Exatamente TUDO! Costumo dizer que a transição não muda apenas seu cabelo, mais você por completo! Hoje me sinto muito diferente do que era antes, não só fisicamente, mais mentalmente. Hoje me sinto muito mais bonita, muito mais confiante, muito mais madura. Me sinto muito feliz e forte.

    Março 2, 2018 ----------- Voltando Aos Cachos

    Oi genteee! Sexta é dia de #VoltandoAosCachos, onde eu compartilho o depoimento de vocês, leitoras, durante o processo incrível que é a transição capilar. Hoje vocês vão ler a história da Jeneffer Fernandes da Silva, de 18 anos, que mora em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. Acho que vocês vão se identificar com ela. 😉 Espero que gostem!

     

     

    Bom, quando eu alisei meu cabelo, era bem nova, foi antes dos meus 10 anos. Alisei não porque eu não gostava do meu cabelo, mas sim porque os meninos só gostavam das minhas amigas – que tinham cabelos lisos – e nenhum gostava de mim. É bobeira de criança? Sim, eu sei disso, mas eu ficava muito triste por ser a única que os garotos não gostavam. Foi então que eu decidir alisar o meu cabelo para se parecer com minhas amigas, eu acreditei que estava mais bonita, mas nada mudou, eu ainda era aquela excluída. Alisava meu cabelo de 3 em 3 meses com guanidina até meus 17 anos.

     

     

    Não que eu via problemas, mas eu ficava muito presa, minha rotina era: sábado lavar o cabelo, domingo fazer a chapinha para poder usar durante a semana. Eu não saia de casa se meu cabelo não estivesse pranchado, meu namorado vinha na minha casa e ele ficava de lado porque eu estava fazendo o cabelo, foi então que eu percebi que deveria me libertar, que eu estava apenas me enganando, não passei pela transição, pois quando eu decidir cortar, eu estava com dinheiro para alisar, mudei o rumo e fui ao corte. Foi bem curto, pois eu só estava com 3 meses de raiz natural. Arrependimento? Nenhum, posso ir na praia todos os dias se quiser e poder sair depois porque meu cabelo não é artificial. Se eu soubesse que eu teria este alívio, teria cortado bem antes.

     

     

    O que é autoestima pra você? Autoestima é você olhar no seu espelho e se achar linda do jeito que é, autoestima é você não se incomodar se alguém te olhar com olho torto por causa do seu cabelo. Autoestima é você ser o que você é, sem enganar os outros ou a si mesma tentando ser quem não é de verdade.

     

     

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Mudou meu humor, sou mais feliz, porque eu não gostava que mexiam no meu cabelo, por causa da umidade da mão da pessoa poderia tirar a prancha do meu cabelo. Mudou minha fotos, eu olho para as fotos tiradas, pode ser até borrada, mas eu gosto, porque estou natural. Mudou tudo ao meu redor, tudo são flores, pode ser clichê, mas eu comecei entender agora o que significa dizer “eu me amo.”

    Apenas Ana (C) 2017 DESIGN POR SARA SILVA