• #VoltandoAosCachos: Joyci Stephany

  • Faça você mesma o presente para o Dia das Mães!

  • #VoltandoAosCachos: Ana Luiza Dias

  • Maio 11, 2018 // Comente

    Oi genteee! Hoje vou trazer para vocês a história da Joyci Stephany, que passou a valorizar mais os seus cachos desde a época do meu Big Chop! 😀 No depoimento dela, vocês vão ver como é importante que as pessoas ao redor também valorizem o seu processo. Espero que gostem!

    E se você quiser mandar seu texto pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

     

    Oi Ana. Tudo bem? Bom a minha história é mais sobre aceitação. Desde a época do seu bigshop eu apenas observava sua coragem de #VoltarAosCachos porém nada fazia. Na minha antiga escola eu sofria muito com provocações e bullying, porém no meu último ano naquele colégio eu passei a dar mais valor, contudo ainda tinha medo da definição do volume e tudo mais, tanto é que eu voltei a usar meu cabelo que a raiz ja era bem lisa de ladinho bem abaixadinho com o gel ou usava-o com piranha.

     

     

    Mas isso passou. Mudei de escola e vi que lá as pessoas eram diferentes quanto aos seus gostos, nunca julguei ninguém por conta de seu cabelo e lá ninguém me julgou. Então passei a dar mais volume mais definição fazendo mais maquiagem e outras a minha AUTOESTIMA aumentou. Mas ainda assim tinha vergonha do meu passado, com essa vergonha eu fui no meu Facebook e apaguei tudo TUDO do meu cabelo antigo. Mas depois de um tempo percebi que eu não deveria ter feito, aquilo era uma fase. Entretanto eu cresci e aprendi a guardar cada pedacinho de mim como algo que eu possa usar pra futuramente incentivar outras garotas. Eu fui ao perfil do face do meu pai procurar um antes porque senão, não haveria como eu lhe mostrar a diferença.

     

    Maio 4, 2018 // 1 Comentário

    Oi genteee! Às sextas-feiras sempre trago histórias lindas de meninas que passaram pelo processo da transição capilar para vocês se inspirarem e não desistirem dos seus caminhos. Hoje, vou compartilhar o depoimento da Ana Luiza Dias, que tem 18 anos e é de Florianópolis, Santa Catarina. A fala dela é muito importante para nós começarmos a refletir sobre os padrões impostos de beleza, e quebrarmos essa corrente. Acho que vocês vão se identificar e gostar tanto quanto eu!

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    A saga com meu cabelo começou cedo. Ele sempre foi muito volumoso e tinha pouca definição, talvez pelo fato de que eu não sabia cuidar e minha mãe também não. Meu cabelo vivia sempre amarrado e com bastante gel para evitar o frizz. Então, me sentia horrível com o ele de forma natural, para mim era uma tortura lavar o cabelo e sair de casa com ele solto, porque sabia que quando secasse, ele iria “armar” (acho esse verbo horrível, mas na época eu pensava exatamente assim – infelizmente não nascemos desconstruídas).  Aos 9 anos fiz o meu primeiro relaxamento, e para mim, na época, foi uma grande conquista. Passei a me sentir mais bonita. Afinal, as meninas que eram consideradas as “mais lindas” sempre tinham um cabelo super liso. Eu pensava: “agora sim! só com cabelo liso posso me sentir linda”. E assim, pensei por muitos anos.

     

     

    Depois dos relaxamentos, aos 11 anos passei a fazer progressivas. Mas sempre era uma tortura quando a raiz começava a crescer e eu tinha que ver como meu cabelo realmente era. Depois de um tempo meu cabelo ficou MUITO danificado e crescia pouco. Ele não era um cabelo saudável e bonito. Isso começou a me incomodar, porque eu não conseguia mais fazer ele parecer “liso natural” (afinal, meu sonho era ter cabelo liso). Então, em 2014, com 15 anos, fiquei por meses sem fazer progressiva, a raiz estava começando a crescer. Eu estava querendo assumir meu cabelo de vez. Contudo, eu não sabia lidar com a baixa auto estima proveniente das duas texturas que meu cabelo estava apresentando na época. Eu me sentia horrível. Assim, mais uma vez pensei que somente com cabelo liso eu poderia ser bonita e receber aprovação da sociedade, dos meninos, na escola e na vida social em geral. E alisei meu cabelo com progressivas mais duas vezes.

     

     

    No entanto, em julho de 2015, o sentimento de insatisfação com a “saúde” do meu cabelo junto aos gastos que eu tinha com progressiva, me surgiu um sentimento de ser quem eu sou, assumir minha identidade, ver o quanto eu poderia ser bonita sendo simplesmente eu mesma. Além disso, passei a perceber os preconceitos enraizados em nossa sociedade, que pressionam muitas meninas a alisarem seus cabelos, sem ao menos pensarem qual o motivo dessa vontade insana de ter cabelos lisos. Então, decidi parar de alisar e durante todos os dias da transição eu nunca usei chapinha. Eu não queria mais ter cabelo liso. Minha meta passou ser esperar meu cabelo crescer e conhecer ele de novo, gostar dele, cuidar… Afinal, desde pequena minha relação com meu cabelo era sempre de insatisfação, nunca tive amor por ele.

     

     

    Confesso que minha autoestima ficou MUITO baixa, vários momentos fiquei pensando se eu seria forte mesmo para aguentar esperar e lidar com a dupla textura. Mas sempre tive ao meu redor amigos, família e meu namorado, eles sempre me apoiaram. Logo, em nenhum momento tive que lidar com comentários que me incentivavam a desistir. Muito pelo contrário, sempre recebi todo o carinho e suporte emocional para lidar com os múltiplos sentimentos e pensamentos que a transição nos traz. Assim, quase todas as semanas eu ia cortando um pouco das partes lisas (somente nesses momentos me chamavam de “corajosa”/”doida”, porque nunca tive medo da tesoura). Em maio de 2016 fiz meu big chop, eu mesma, sozinha em casa, às nove horas da noite (não tinha hora para cortar, quando me dava vontade eu metia a tesoura, e nesse dia resolvi ser radical). Aos poucos meu cabelo foi ganhando forma, aprendi a cuida-lo e amá-lo. Foi a melhor coisa que fiz, primeiramente, por mim como pessoa, segundamente, pela saúde e beleza do meu cabelo.

     

     

    O que é autoestima pra você? Autoestima é poder se sentir linda sendo você mesma. É poder se olhar no espelho e se sentir feliz, sem precisar ceder aos padrões sociais para se sentir aprovada. 

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Mudou TUDO. A minha forma de pensar, meu amor próprio e minha autoestima. Hoje me sinto feliz sendo eu mesma. Olho meu cabelo e sinto satisfação, porque sei que ele é assim, e é lindo do jeito que é. Além disso, até os detalhes mais simples mudaram. Hoje posso ir na piscina, na praia, suar… de forma tranquila, sem me preocupar que depois meu cabelo ficará horrível e que terei que lavar, secar e alisar para ficar bonita. Também posso sentir o vento e pegar chuva. Posso viajar e não me preocupar como vou lidar com meu cabelo durante esse tempo fora de caso. Enfim, posso ser eu mesma. Posso amar cada detalhe feito por Deus em mim.

    Abril 27, 2018 // Comente

    Oi genteee! Sexta-feira é dia de depoimento no #VoltandoAosCachos, vocês já sabem né? E hoje vou compartilhar a história da Emanuelly Magal, que tem 20 anos e mora em Santo Antônio de Jesus, na Bahia. E se você quiser mandar seu texto pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Me chamo Emanuelly, tenho 20 anos e atualmente moro em Santo Antônio de Jesus na Bahia. Eu sempre fui insegura com minha aparência principalmente quando se tratava de cabelo, desde novinha eu alisava o cabelo pois achava que era mais bonito ter o cabelo liso como das outras meninas ao meu redor. Quando eu saía pra certos lugares tipo shows ou no Shopping, me sentia inferiorizada pois me achava feia e eu de alguma forma queria parecer com as meninas que tinham cabelo liso e eram estilosas.

     

     

    Já aconteceu de eu deixar de ir pra certos lugares porque meu cabelo estava “inchado” (raiz grande) e sempre quando acontecia isso, eu me isolava e deixava de ver as pessoas. Não posso esquecer também de que além disso, eu sofria bullying no colégio porque eu era magra e alta então tudo isso contribuía para uma péssima autoestima.

     

     

    Em 2010 eu fui morar em Santo Antônio de Jesus e lá pude ter mais contato com a Internet pois na época que eu morava em Salvador eu não tinha celular. Conheci o Youtube depois que não tinha mais graça haha, e comecei a ver vários vídeos onde as meninas falavam sobre uma tal “Transição Capilar”, fui pesquisando mais sobre o assunto e decidir entrar na transição. Foi um período muito difícil e não foi uma vez só que pensei em desistir.

     

     

    Em 2015 fiz o BC e foi a decisão mais sensata que eu tomei em minha vida! Foi algo libertador e embora eu tenha sido muito zoada pela decisão que tomei de parar de alisar o cabelo, eu não me arrependo.

     

     

    Hoje, eu me sinto maravilhosa do jeito que Deus me fez e a cada dia que passa eu entendo que não há nada de errado comigo, que eu sou linda do jeito que eu sou e essa é a minha identidade. Autoestima é o meu hoje! É eu me aceitar e me amar do jeito que eu sou. É o que brota de dentro pra fora e nos faz sentir que sendo nós mesmas podemos ser muito mais! 

    Abril 20, 2018 // Comente

    Oi genteee! A Aparecida Nascimento Cesar enviou a sua história #VoltandoAosCachos para mim por e-mail e agora compartilho com vocês para também se inspirarem nela. <3 A Cida tem 23 anos, mora no Rio de Janeiro e mostrou como uma boa finalização é importante pro cabelo ficar lindo! Para continuar acompanhando, é só acessar seu Instagram, sua página no Facebook e seu blog.

    E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Olá Aninha, olá pessoal!

    Eu sempre gostei de cabelo cacheado, mas quando cheguei na adolescência ele começou a me incomodar bastante por causa do volume. Eu não sabia pentear o meu cabelo, tão pouco tínhamos informações de como cuidar de cabelo cacheado. 

     

     

    Então um pouco antes dos 15 anos mais ou menos (2009), resolvi começar a relaxar o cabelo. Com isso, o volume do meu cabelo diminuiu e consequentemente meus cachos perderam a estrutura de 3c e passaram a ser uma mistura, umas partes enrolava, outras ficavam esticadas. Mas eu ainda não sabia cuidar dele e só o usava molhado e quase sempre o prendia quando secava. Nessa fase eu  gostava do meu cabelo assim, com relaxamento.

    Em 2014, comecei a não me identificar mais com o cabelo relaxado, eu tinha que penteá-lo todos os dias, gastava MUITO creme de pentear… sem contar que eu não estava cuidando dele direito, não fazia hidratação, nutrição, reconstrução… Ai já viu né! Ele não estava legal. Eu comecei a tentar pentear o cabelo de forma que ele não ficasse grudado no couro cabeludo. Um dia vi um vídeo no Facebook de uma cacheada ensinando a pentear o cabelo de um jeito que eu nunca tinha visto e o resultado ficou lindo! Então tentei fazer igual e já gostei do resultado, mas as pontas do meu cabelo ainda estavam esticadas. Foi então no final de 2014, que resolvi cortar, mas minha mãe não queria deixar, então falei que só ia cortar as “pontinhas” rs

     

     

    Cheguei em casa com o cabelo curto e ela quase me “matou”. (Mas agora ela acha lindo!) Ai corri para pentear o cabelo daquele jeito que tinha visto no vídeo, chamava FITAGEM.

    Sabe quando você se olha no espelho e se acha linda? Quando olhei para o espelho vi que a menina insegura que queria ser aceita pela sociedade tinha ido embora… E deu espaço para a moça com a auto-estima renovada ficar! 

     

     

    O que é autoestima pra você? Autoestima para mim, é se sentir bem consigo mesmo, é se amar da forma que somos, viver sem receios de ser inadequada, ser apenas nós mesmos, independente do que as outras pessoas falem de você. Pois a nossa autoestima tem início no interior de nosso coração, é ser linda por dentro, pois na parte externa só reflete o nosso interior. 

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Ah mudou tudo! Hoje posso dizer que não sou a mesma pessoa de uns anos atrás, hoje tenho mais segurança nas minhas atitudes, me amo, me valorizo, e percebo que assim, incentivo outras pessoas a se amarem também! Dou muito mais valor à criação de Deus, pois foi Ele que me fez assim, do jeitinho que sou, imperfeita, porém única!

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