• #VoltandoAosCachos: Thamíris Gerardi

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  • julho 13, 2018 // Comente

    Oi genteee! Toda sexta-feira eu trago para vocês uma história linda de transição capilar, e hoje não poderia ser diferente! Quem compartilhou seu depoimento comigo dessa vez foi a Thamíris Gerardi, que tem 23 anos e é de Cabo Frio, Rio de Janeiro. Espero que vocês gostem tanto quanto eu! Para continuar acompanhando essa linda, é só seguir no InstagramE se você quiser mandar seu texto pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Vou dividir com vocês um pouquinho da minha história. 

     

     

    Desde muito pequena eu alisava o cabelo, nem lembro em que idade começou. Só me lembro que eu não gostava do meu cabelo armado de jeito nenhum, sou filha de pai negro e mãe branca mas fui criada na família da minha mãe já que meus pais separam eu ainda era um bebê. Minha mãe, minha avó, minhas tias todas de cabelo liso e comprido e o meu não passava dos ombros, comecei a pedir a minha mãe pra alisar. Fiz de um tudo, alisantes de todos os tipos, relaxamento (tive um corte químico nessa época, o cabelo caiu na frente e na nuca e fiquei meses usando faixa até ele crescer) até que cheguei na progressiva, a única que deixava o cabelo liso do jeito que eu queria mas só nas primeiras semanas porque quando a raiz começava a aparecer começava também o desespero e nem sempre eu tinha dinheiro pra retocar. 

    Com todo esse trajeto da pra imaginar como a minha cabeça evoluiu durante a minha adolescência, cresci insegura e dependente da chapinha e mesmo que eu estivesse com o cabelo beeem liso algo não se encaixava, nenhuma roupa, nenhum penteado ficava bom e eu não entendia o motivo. 

     

     

    Chegou um momento em que eu estava exausta da rotina da chapinha, eu ficava na frente do espelho com o suor escorrendo de 2 a 3 horas tentando fazer ele ficar “perfeito” e depois ainda usava uma touca na cabeça pra que nenhum fio ficasse fora do lugar tamanha a minha paranóia. Todo mundo dizendo: Seu cabelo fica lindo lisinho. Eu adorava os elogios, mas bastava a raiz aparecer e novamente eu me desesperava. Conheci a transição capilar em 2013 através de um grupo no facebook mas ainda não tinha entendido que precisava tratar a minha auto-estima pra passar por esse processo, logo não tive coragem de encarar, mas continuei acompanhando o grupo e vendo a coragem e os progressos das outras meninas até que no final de 2014 cheguei no vídeo da Ana Lidia onde ela fala sobre o bc dela e me senti muito inspirada porque uma menina tão novinha teve tanta coragem de se libertar, foi ali que eu acreditei que eu também teria e encarei a transição.

     

     

     Abandonei a progressiva em Janeiro de 2015, a transição não foi fácil, a meta era ficar 1 ano mas a tentação pra voltar a alisar era tanta (cheguei até a marcar horário no salão) que eu acabei cortando de uma vez em Agosto e não poderia ter tomado decisão melhor. Ter feito o bigchop me ajudou a me conhecer e até mesmo a compreender as minhas raízes. Ver o meu cabelo crescendo e aprender a cuidar dele foi tratando a minha auto-estima de uma forma que hoje entendo o que é passar por uma reconstrução pra chegar ao empoderamento. Foram 6 meses de transição, hoje são 2 anos e 10 meses de bigchop e muito amor pelo meu crespo 4a.

     

     

    O que é autoestima pra você? É compreender que a beleza, seja ela física ou de alma, de outra pessoa não significa a ausência da minha. 

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Além de poder ter liberdade de entrar na piscina e tomar banho de chuva (rs), eu passei a compreender mais outras mulheres e ajudá-las a se amar assim como eu passei a me amar quando me conheci de verdade.

    julho 6, 2018 // Comente

    Oi genteee! Hoje trouxe pra vocês a história que a Ana Araujo me mandou por e-mail. A Ana (minha xará! :D) tem 21 anos, mora no Rio de Janeiro e tem um Instagram lindo! Ela dividiu seu depoimento inspirador com a gente e acho que vocês vão curtir tanto quanto eu. E se você quiser mandar seu texto pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Ano de 2008: Meus 12 anos – Foi a primeira vez que vi uma prancha na vida, foi na casa de uma prima minha e por curiosidade comecei a pedir a ela que fizesse  na parte da frente do meu cabelo. Depois de algum tempo eu queria ter uma prancha também porque  queria o meu cabelo liso.

     Ano de 2009: Meus 13 anos – Eu sempre tive muito cabelo, ele sempre foi cheio, e eu por estar incomodada com isso, por não saber cuidar e também pelo fato de demorar umas 2h para fazer prancha fui pedir a minha mãe para fazer progressiva e ela deixou. Dos 13 aos 19 anos eu fui escrava da química. Por 6 anos de três em três meses eu estava no salão para retocar a raiz.

     

     

    Ano de 2015: Meus 19 anos – Foi quando eu conheci um grupo de cacheadas no Facebook, comecei a ver diariamente transformações incríveis de muitas meninas, e por ver aquilo eu comecei a pensar na possibilidade de voltar aos meus cachos, porque eu já queria isso há algum tempo, só que me faltava coragem e foi nessas meninas que eu comecei a ver o meu cabelo natural até mesmo sem ter cortado. No mesmo ano eu deixei o meu cabelo crescer, eu não fui mais ao salão de beleza passar nenhuma química e queria ver no que iria dar. Se passaram três meses e eu por ver o meu cabelo ficando de uma forma da qual eu não estava gostando, resolvi cortar ele no ombro. No sexto mês de crescimento eu estava na sala e quis passar prancha porque eu estava me sentindo muito mal com o meu cabelo, parei e pensei: Eu vou cortar esse cabelo agora.

     

     

    Chamei uma amiga que morava perto de mim na época e  ela cortou pra mim. Ela me fez um grande favor e me deu um super apoio para cortar. A sensação era de livramento, eu estava livre, eu me sentia um pássaro de tão leve. Me sentia estranha na primeira semana e bem rápido fui me acostumando, fui vendo várias receitas de hidratação caseira, cremes para pentear e eu amei viver tudo aquilo, eu amei curtir cada momento do meu cabelo. Eu via ele crescendo aos pouquinhos, via os cachinhos se formando, eu fui notando os produtos que o meu cabelo se dava bem e os que não se davam tão bem também assim.

     

     

    Cada pessoa tem o seu tempo para se aceitar e para fazer o seu big chop. Eu fiz o meu com apenas 6 meses, porque sentia que estava na hora, mas uma coisa eu digo: Não sofra, jamais! Se você não está bem com algo, faça algo para mudar isso e seja a sua maior inspiração. Queira se ver bem  e vai estar linda em qualquer momento da sua vida. Apenas duas pessoas vieram dizer que o meu cabelo liso era mais bonito, e eu fiz a escolha de não sofrer por isso, porque eu já tinha aceitado o meu cabelo natural  e quem tinha que me aceitar eram elas naquele momento. Eu escolhi ser feliz comigo mesma, eu fui e sou feliz! Eu fiz a melhor escolha para o meu próprio bem-estar e me aceito há quase três anos. 

     

     

    O que é autoestima pra você? É uma avaliação que cada um faz de si mesmo. É a qualidade que pertence a cada pessoa satisfeita com a sua própria identidade. A confiança, o amor-próprio e a valorização de sí mesmo está presente na autoestima.

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Em primeiro lugar foi a  forma que eu comecei a me olhar no espelho depois de ter feito o meu big chop, eu comecei a ver um brilho nos meus olhos por estar feliz em ver o meu cabelo natural novamente depois de 6 anos. Eu comecei a ser inspiração para algumas pessoas e uma bem próxima de mim foi a minha tia querida. Ela parou de usar química por ver o meu cabelo natural crescendo e por notar a minha coragem ao ter cortado o cabelo tão curto. As pessoas falando do meu cabelo e me parando na rua, trabalho, supermercado para perguntar o que eu usava no cabelo, que hidratação eu fazia/faço, essas coisas me deixavam impressionada e deixam até hoje. Eu com maior atenção do mundo sempre vou compartilhar como eu cuido do meu cabelo, porque não tem preço alguém se inspirar  e querer o seu próprio cabelo natural novamente.

    junho 29, 2018 // Comente

    Oi genteee! Preparadas para mais um depoimento de #VoltandoAosCachos? Nessa sexta-feira, eu trouxe a história da Daniela Maria, que mora em Diadema, São Paulo, e tem 26 anos. E se você quiser mandar seu texto pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Minha história sobre o meu cabelo começa desde quando eu era bem criança, em torno dos meus 5-6 anos de idade, eu nunca aceitei meu cabelo, porque eu cresci ouvindo até mesmo dentro da minha casa que meu cabelo era ruim, que era só bonito molhado porque ficava baixo, seco? falavam que meu cabelo era uma arapuca, por conta disso eu sempre a vida toda andei só de rabo de cavalo e ainda com trança, por meu cabelo não ficar armado no rabo de cavalo. Na escola sempre via minha coleguinhas com seus cabelos soltos, e eu sempre que pedia isso pra minha mãe ela dizia que eu não podia, que meu cabelo era muito armado pra andar solto por aí é isso me entristecia muito, muito mesmo.

     

     

    Foi aí que quando eu fiz 12 anos mais ou menos, resolvi fazer relaxamento. Nossa no início foi uma maravilha , ficou baixinho, soltou os cachos, podia andar com ele solto do jeito que sempre quis. Mas não foi tão mar de rosas assim por muito tempo, passado alguns meses meu cabelo começou a cair muito, muito mesmo, literalmente algumas partes da minha cabeça tinha buracos, foi aí que me vi obrigada a parar de usar relaxamento e voltei a andar com meu antigo amigo rabo de cavalo. Passado algum tempo, uns 3 anos mais ou menos, com meus 16 anos comecei a fazer progressiva constantemente e fiquei refem dela por anos.

     

     

    Passados alguns anos eu conheci uma amiga que me ajudou nessa parte da aceitação, de que eu voltasse ser quem eu realmente era, de me achar linda da maneira que eu fui criada e foi aí que entrei no grande e desesperador processo da transição. Posso falar com todas as letras que tinha dias que dava vontade de desistir, mas sempre que eu me desanimava Deus me lembrava e em meu coração de que eu iria conseguir e o resultado final seria incrível. Hoje, após um ano dessa minha decisão, posso dizer que eu me descubro a cada dia, e a cada novo cachinho que vai definindo e pegando a sua forma é uma nova conquista. Então, não desista, persista, tenha fé, ânimo que o final tudo dará certo.

     

     

    O que é autoestima pra você? A auto estima pra mim é se aceitar, se amar, se achar linda da maneira que você é. Sem ligar para padrões que a sociedade impõe, é você amar por completo cada traço seu.

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Na verdade, eu ainda continuo nesse processo de mudança sabe, a cada dia eu me aceito mais e me acho mais linda. E hoje é assim que me sinto.

    junho 22, 2018 // Comente

    Oi genteee! Sexta-feira é dia de #VoltandoAosCachos, por isso, trouxe mais um depoimento e uma transformação linda que recebi por e-mail. Hoje, vocês vão conhecer a Thaís Andrade, que tem 21 anos e mora em Lafaiete, Minas Gerais. Espero que gostem! E se você quiser mandar seu texto pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    O seu cabelo pode Não mudar quem você é? Mas afinal, quem você é? Eu sou quem Ele diz que eu sou. E o que ele diz que eu sou? Escandalosamente AMADA. Entender isso e me permitir conhecer esse amor me fez ser curada de conflitos internos que eu mesma os desconhecia. A transição capilar foi só o externo de uma mudança interna, e foi com certeza um dos maiores presentes e carinhos que concedi a mim mesma.

     

     

    Após 7 anos de alisamentos químicos e 2 anos e alguns meses de transição, consigo entender que eu não sou o meu cabelo, mas que ele fala por mim. Ao calá-lo, deixei que falassem por ele: “Cabelo Ruim” “Não penteou cabelo hoje?” “Volumoso demais” “Sorte que existe progressiva” “Já pensou em alisar?”…  Normal? Sim. Aceitável? Jamais.

    De fato, alguma coisa está errada e precisa mudar, hoje tenho a plena certeza que não, essa “coisa” não é o meu cabelo. (Nunca foi!) Faça mudanças por você! Esqueça os outros. Não há nada de errado em fazer chapinha às vezes, ou até mesmo alisar. A questão é: a vontade é realmente sua? ou tudo foi tão automático que você não parou nem para pensar? (Ele não erra, você é linda!)

     

     

    O que é autoestima para você? Permitir se conhecer e aprender a amar o que você descobriu.

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Passei a me olhar com olhos de amor, e assim, olhar o mundo com olhos de amor.

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