• Meus looks de Março: vamos nos inspirar?

  • #VoltandoAosCachos: Aparecida Nascimento Cesar

  • Como usar looks mais arrumadinhos sem salto?

  • Março 29, 2018 ----------- Moda e Estilo

     

    O outono começou no dia 20 de março e a chuva já começou a dar as caras por várias cidades no Brasil. Em alguns lugares, a noite começa até a ficar mais fria, e a gente já tira super feliz as calças e casacos de dentro do guarda-roupa. Como não amar o outono? Pensando nisso, trouxe algumas inspirações incríveis de looks e de penteados para essa estação tão aconchegante. Vem ver!

     

     

    Poucas peças são tão versáteis quanto as leggings. Elas funcionam bem em climas quentes e frios, acompanhando a gente com muito conforto por onde passarmos. Como no outono a temperatura começa a cair um pouquinho, a legging não precisa ser só de malha. Existem outros materiais que são super estilosos, como o veludo e o couro, que estão bastante na moda ultimamente. Para complementar, o primeiro look aparece com uma jaqueta jeans com aplicações de pérolas numa composição com vários tons de azul. Jaquetas jeans são sempre boas opções quando não está tããão frio assim, mas você precisa de um casaquinho.

    O segundo look aparece com uma jaqueta tipo bomber verde-militar cheia de patches (essas aplicações bordadas no casaco), que é bem mais sóbrio mas bem moderno. E o terceiro e último look é daquele tipo básico essencial, com um casaco leve e versátil combinado a uma legging de veludo preta e sapatos sem salto.

     

     

    Nessa época do ano, as cores também mudam um pouco. Nas estações mais frias, costumamos usar peças mais escuras, cores mais sóbrias. E o outono, além disso, também pede tons puxados para o terroso, como caramelo, ocre, bege, marrom, terracota, verde musgo. Muito por causa dessas cores, as nossas composições ficam mais aconchegantes e combinam mais com o clima. No primeiro look, a saia caramelo de camurça faz combinação com uma botinha e uma bolsa cinza, além da camisa xadrez azul que é a verdadeira estrela da composição!

    No segundo, o bege está em contraste com o preto, mas, fora as cores, é legal perceber as texturas do look. Uma mistura incrível entre tricô, couro e camurça, isso faz uma diferença e tanto. 🙂 E no último look, o caramelo marca presença na jaqueta e na sandália, transformando a composição em algo não tão básico assim!

     

     

    Por último, já falamos deles por aqui: chapéus! Ouvimos muito por aí que cabelo crespo/cacheado não combina com chapéu… mas essas pessoas estão completamente erradas. O acessório, além de ser bastante útil para proteger a cabeça dos raios de sol, é um item super estiloso para adicionar à composição. No primeiro look, colocar uma blusa de manga comprida embaixo da roupa é uma boa solução pra aproveitar os vestidinhos mesmo em ocasiões mais frias. E aí é só colocar um sapatinho com meias para proteger bastante os pés!

    No segundo look, de novo vestido: só que agora, com um suéter bem confortável por cima. Botinha de cano curto é um curinga nesses momentos, por isso, vale a pena investir em uma se ainda não tiver. 😉 E no terceiro look vemos os coturnos, que já falamos sobre aqui, e uma composição mais básica, com camisa xadrez e calça jeans. A jaqueta é beeeeem quente, forrada com pelúcia, mais indicada para lugares super frios. Mas a gente pode pelo menos desejar um look desses, né? <3

     

    Março 23, 2018 ----------- Voltando Aos Cachos

    Oi genteee! Sexta-feira é dia de post #VoltandoAosCachos, obaaaa! E hoje eu trouxe a história linda da leitora Aline Silva Santos, que me mandou seu depoimento por e-mail. Ela mora em Fazenda Rio Grande, no Paraná, e tem 27 anos. Pra continuar acompanhando a Aline, ela também tem Instagram. 🙂

    E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Olá. Me chamo Aline tenho 27 anos e comecei minha transição aos 24 anos, fiquei aproximadamente 10 meses em transição e resolvi alisar meu cabelo novamente. Porém aquela “lisa” já não era mais eu, aquilo não me pertencia mais. Aos meus 10 anos de idade minha mãe começou a relaxar meu cabelo, pois comecei com um complexo de inferioridade muito grande, na escola ou em qualquer lugar onde eu iria as lisas eram sempre as primeiras a serem escolhidas, chamadas, olhadas. Me achava sempre horrível, e assim comecei a me esconder me reprimir e sempre tentando dar um jeito para que meu cabelo ficasse liso.

     

     

    Na minha adolescência sempre tinha algo surrando em meus ouvidos, que nunca ninguém iria me olhar, gostar de mim, namorar jamais, tudo por quê? Por que meu cabelo era “ruim”. Eu estava entrando em uma depressão. Mas minha mãe sempre me ajudando e me fazendo perceber que tudo aquilo era mentira e que eu sou linda do jeitinho que Deus me fez.

    Só que aí eu conheci a bendita progressiva, e me achava linda mas ainda havia um certo vazio em mim. Eu ficava sempre tentando a perfeição, as anteninhas que insistiam em ficar erguidas kkkk me irritavam profundamente. Ainda nesse processo de progressiva, aconteceu que eu fiquei um tempo sem retocar e meus cachos deram o ar da graça novamente mas eles estavam lindos, algo nasceu ali rsrs. É nesse meio tempo conheci o amor da minha vida, aquele que me olhou, gostou de mim, se apaixonou e…. Me pediu em namoro.

     

     

    Ele sempre pedia pra eu deixar meu cabelo natural, e eu insistia que não, com 3 anos e meio de namoro em outubro de 2010 nos casamos, e ele continuava me pedindo os cabelos naturais. Foi aí que me cansei completamente daquela escravidão de progressiva. Então em 1014 vendo muitos vídeo da Ana, me apaixonei e decidi entrar em transição, como já avia dito nessa primeira vez eu desisti, alisei novamente e me arrependi muito, pois eu havia ate cortado o cabelo para retirar as químicas. Mas Deus foi tão bom que saiu muito rápido a química que fiz novamente.

    Fiz meu Big chop no inicio de 2016 e hj…. Há hj já não sou a mesma pessoa, não mesmo. Hoje eu me amo, sim me amo cada dia mais. E tenho muito a agradecer a Deus por me enviar meu marido um anjo que me ajudou muuuito, a minha mãe que chorava junto comigo e sempre esteve ali, e é claro, Ana Lídia que foi mega útil nessa caminhada de transição é aceitação. Hoje sou eu mesma, na verdade sou quem eu ainda nem conhecia hahaha sou a menina dos olhos de Deus amada linda e abençoada!

     

     

    O que é autoestima pra mim?  É ser feliz comigo mesma, é me aceitar me amar me auto respeitar, e ajudar  a levantar a estima daquele que está precisando, por isso também escolhi minha profissão de cabeleireira, dou muitas dicas e sempre tento ajudar aquelas que estão se sentindo mal.

    O que mudou em minha vida depois que eu me aceitei? Completamente tudo, até meu relacionamento com meu marido, sou mais segura e vejo que ele tem muito orgulho. 

    Março 22, 2018 ----------- Moda e Estilo

     

    Vemos os looks na rua e percebemos que a moda anda bem minimalista. Peças básicas com poucas cores é o que mais tem por aí, parece até que esqueceram da existência das estampas, né? Por isso, trouxe hoje um post bem colorido! Misturar duas ou mais estampas no mesmo look pode dar um certo medinho no início, mas é super possível. O segredo tá em testar em frente ao espelho várias vezes até encontrar uma composição que você se sinta confortável. Aqui dou algumas ideias de como começar. Vem comigo?

     

     

    A maneira mais simples de começar a misturar estampas é adicionando uma segunda estampa a um acessório – especialmente se ele estiver longe da estampa principal. Então, fica a dica para quem tem receio de tentar: coloque um sapato estampado com um vestido curto. Eles não vão ficar próximos e a impressão de “muita informação” não vai te atrapalhar. Mas há outras opções, como colocar a estampa no lenço/cachecol ou no turbante ou na bolsa!

     

     

    Tá na dúvida na hora de combinar as estampas entre si? É só escolher uma peça em preto e branco que é escolha certa! As duas cores são um clássico e dão muito certo juntas. Os listrados p&b funcionam bem com qualquer outra estampa, por exemplo, porque são básicos no guarda-roupa. Vale, inclusive, misturar duas estampas em preto e branco para dar a impressão de um look divertido e cheio de personalidade!

     

     

    A última dica na hora de misturar as estampas é: escolha estampas que tenham cores parecidas! Por mais que tenham desenhos diferentes, os tons iguais vão dar menos contraste e uma impressão de que elas combinam super bem. É só ver quais cores estão presentes em uma das estampas e procurar outra que também vá na mesma direção. Solte a sua imaginação e não tenha medo de errar, é só roupa! A graça na moda está aí mesmo, na experimentação, na brincadeira com todas as possibilidades que ela nos traz. 😉

    Março 16, 2018 ----------- Voltando Aos Cachos

    Oi genteee! Hoje trouxe a história linda da Rafaela Soares Marchezini, que mora em Vila Velha, Espírito Santo, e tem 35 anos. Ela é dona do Palavra Inspiradora, que também tem Instagram, página no Facebook e canal no Youtube. Espero que vocês gostem! <3

    E se você quiser mandar seu depoimento pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Precisamos falar sobre transição capilar. Sei que já tem lindas cacheadas e crespas falando sobre isso, mas quero compartilhar minha libertadora experiência de auto estima e resgate da identidade. O assunto desse post é muito mais que cabelo, é contar um pouco da minha história de aceitação. Dizem que a criança começa se lembrar das coisas depois dos sete anos de idade, exatamente nessa fase começo a me recordar de ouvir comentários negativos a respeito do meu cabelo. Observava a boneca Barbie e ela era lisa, as personalidades referência da época também eram lisas: Xuxa, Mara Maravilha, Mallu Mader e Gabriela Duarte. Mais tarde, até a Glória Maria já estava lisa.

     

     

    Nessa época, meu cabelo que era ondulado nas pontas e com a raiz mais lisa começou a engrossar, ter frizz, ficar mais crespo. Ouvia coisas do tipo: “o cabelo dela está ficando ruim”, “quando chegar a adolescência não vai ter jeito”, “está endurecendo”, “vai ter que cortar Joãozinho”… Quando completei oito anos de idade quis cortar curtinho, numa tentativa de me antecipar do inevitável. Naquela época já se usava doar ou vender o cabelo cortado. No salão da Dona Valdete (não esqueço o nome da experiente cabeleireira), pedi que cortasse com a gominha pra facilitar a doação, ela sorridente e desinibida disse que meu cabelo era “ruinzinho” que não prestava nem pra doar, que pra fazer peruca o cabelo tinha que ser bom, que ninguém doente ia querer peruca de cabelo anelado. Não questionei, minha mãe também não. Seguimos adiante.

     

     

    Usei “Joãozinho” por dois anos, nuca batida e bem baixinho. Aos dez anos, decidi deixar crescer pra me sentir mais feminina. Ouvia piadinhas na família (tias e primas) dizendo “vai crescer mas vai crescer para cima”, “cabelo ruim não podia nem ter cortado”, “agora vai ter que usar curto pra sempre”, “passa máquina e acaba essa agonia”… Essas crueldades disfarçadas de brincadeira ferem a alma, no meu coração crescia uma ansiedade e um medo de não ser aceita ou amada com meu Black. Ele cresceu, pra cima mas cresceu. Meu irmão me chamava de Jacksons Five, Toni Tornado… Hora eu brigava hora deixava pra lá. Fingia não ligar e bagunçava o cabelo ainda mais, penteava ele seco na ingenuidade de quem não sabia cuidar.

    Quando o papai chegava me sentia linda quando ele dizia que eu estava parecendo a Gal Gosta ou a Maria Betânia. Mamãe e minha irmã já viciadas em alisamentos, diziam que eu estava horrível e que ele só falava isso pra me agradar. Aos doze anos de idade, ele já havia crescido o suficiente pra um rabicó. Comecei a fazer bobs ou rolinhos. Em cada região tem um nome, ficava a própria Dona Florinda, do seriado mexicano Chaves. Lavava às quartas e sábados, às vezes ouvia que era exagero, que enrolar uma vez por semana seria o suficiente mas seguia nessa rotina de lavar no início da tarde, ao chegar da escola, me escondia no sol nos fundos da casa e morria de vergonha de ser vista com as pequenas manilhas. Era como se fosse um “segredinho” de beleza. Depois se seco rodava toca de um lado para o outro com uma meia calça velha. Isso me envergonhava profundamente, me sentia horrível com aquilo. Me lembro de uma vez que um amigo da família estava em casa e me viu daquele jeito. Fiquei profundamente sem graça.

     

     

    Nessa mesma época, eu que amava piscina, mar e cachoeira comecei a evitar. Com a desculpa do tempo, frio ou vento me esquivava desses programas para não revelar meu crespo. Como os rolinhos não estavam resolvendo o problema do volume, resolvi experimentar um alisamento aconselhada por uma profissional doce, chamada Inês. Pensamos em “pasta” ou Hené, comum na época, mas minha mãe foi contra, achou que seria definitivo e perigoso. Optamos por um tal produto que prometia amaciar a raiz. Na primeira aplicação fiquei assustada com o mal cheiro do produto a base de amônia. Parecia esgoto, algo terrível mas o benefício de amansar o bicho compensava a catinga. Na primeira chuva voltando da escola, senti o cheiro e cheguei a pensar que tivesse pisado em algo indesejado. Quando cheguei em casa fui informada pela minha irmã que estava dentro da normalidade, que o produto ao molhar fedia mesmo, que da próxima aplicação poderia caprichar no neutralizante.

    A vergonha só aumentava, agora do cabelo ruim e do mal cheiro do creme alisante que entendia ter que usar. Não era pra mim uma opção, nem cogitava o cabelo natural. O pichaim crescia e quebrava, não desenvolvia, sempre tinha que fazer um corte, tirar as pontas quebradas, inventar uma franja pra disfarçar os toquinhos na frente. O processo que se repetia toda semana de enrolar facilitou quando ganhei um secador de pé. Me questionava toda vez que via uma amiga de cabelão, ficava inconsolada com a representação disso na sociedade, a feminilidade e beleza estava ligada ao cumprimento do cabelo. Eu discordava mas faltava força pra mudar. Me arrisquei até de megahair. O creme alisante depois de alguns anos parecia ter deixado de fazer efeito, passei de amônia para guanidina sem mudança aparente. Só aliviou o desconforto porque esse segundo produto não cheirava tão mal. Daí, abandonei os rolos e adotei a escova e a chapinha portáteis. Aos 22 anos, ainda super insatisfeita com o cabelo fui apresentada à progressiva pelas cabeleireiras que também se tornaram amigas Manu Melo e Luciene Serapião.

     

     

    Ao todo, em 10 anos fiz todas as progressivas existentes, com formol, sem formol, de ácido, de álcool, marroquina, inglesa, espanhola, detox, botox, chocolate e até de açaí. Depois de severas crises alérgicas e princípio de queda decidi pensar em tentar conhecer meu cabelo. Meus maiores incentivos foram a querida Ana Lídia Lopes, meu marido, Gio e minha filha, Maria. Ana Lídia por partilhar com seu exemplo inspirador, doçura e sinceridade sua transição. Ele por me ensinar com seu amor que sou linda natural, do jeitinho que Deus me fez. Minha filha por inconscientemente começar a repetir minha traumática história de viver de mal com o próprio cabelo. Me assustei ao ver que ela só se sentia bem de escova e prancha, já estava recusando convites de sol, mar, academia e piscina.

    Quando ela completou 10 anos decidi bravamente mudar. Em princípio, isso gerou angústia, dúvida, medo e de novo muitas críticas… Mas preferi ser forte e superar. Aos 33 anos de idade, já me sentia segura e madura o bastante. Aos poucos fui abandonando os produtos transformadores, a escova, a chapa e em dois anos, entre grupos de cacheadas crespas, finalizações, texturizações, umectações, modeladores, hidratações, reconstruções e muito amor aos cachos, encerrei minha transição agora, aos 35. Quero que você, leitora do Apenas Ana, guarde no seu coração que mulheres curadas na alma são instrumento de cura para todos ao seu redor. Vemos por aí muitas lisas artificialmente alcançadas que mutilaram seus cachos com a prancha, chapinha, alisante e progressiva porque nunca se amaram, porque nunca permitiram conhecer suas madeixas, muitas estão infelizes com o espelho. Comigo foi assim. O grande corte foi libertador, o choro foi de alívio e genuína liberdade.

     

     

    Definitivamente, posso dizer que a transformação começa de dentro pra fora, como bem diz a autora desse abençoado blog. Auto estima, aceitação, identidade, perdão e amor próprio são palavras de ordem. Só quem é cacheada crespa empoderada sabe do que eu estou falando. Pra quem está começando, força, vai passar! Pra todas as outras que me ajudaram, muito obrigada! Para Ana Lídia, meu carinho e admiração.

    Apenas Ana (C) 2017 DESIGN POR SARA SILVA