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  • julho 6, 2018 // Comente

    Oi genteee! Hoje trouxe pra vocês a história que a Ana Araujo me mandou por e-mail. A Ana (minha xará! :D) tem 21 anos, mora no Rio de Janeiro e tem um Instagram lindo! Ela dividiu seu depoimento inspirador com a gente e acho que vocês vão curtir tanto quanto eu. E se você quiser mandar seu texto pra mim também, é só acessar essa página e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua história!

     

    Ano de 2008: Meus 12 anos – Foi a primeira vez que vi uma prancha na vida, foi na casa de uma prima minha e por curiosidade comecei a pedir a ela que fizesse  na parte da frente do meu cabelo. Depois de algum tempo eu queria ter uma prancha também porque  queria o meu cabelo liso.

     Ano de 2009: Meus 13 anos – Eu sempre tive muito cabelo, ele sempre foi cheio, e eu por estar incomodada com isso, por não saber cuidar e também pelo fato de demorar umas 2h para fazer prancha fui pedir a minha mãe para fazer progressiva e ela deixou. Dos 13 aos 19 anos eu fui escrava da química. Por 6 anos de três em três meses eu estava no salão para retocar a raiz.

     

     

    Ano de 2015: Meus 19 anos – Foi quando eu conheci um grupo de cacheadas no Facebook, comecei a ver diariamente transformações incríveis de muitas meninas, e por ver aquilo eu comecei a pensar na possibilidade de voltar aos meus cachos, porque eu já queria isso há algum tempo, só que me faltava coragem e foi nessas meninas que eu comecei a ver o meu cabelo natural até mesmo sem ter cortado. No mesmo ano eu deixei o meu cabelo crescer, eu não fui mais ao salão de beleza passar nenhuma química e queria ver no que iria dar. Se passaram três meses e eu por ver o meu cabelo ficando de uma forma da qual eu não estava gostando, resolvi cortar ele no ombro. No sexto mês de crescimento eu estava na sala e quis passar prancha porque eu estava me sentindo muito mal com o meu cabelo, parei e pensei: Eu vou cortar esse cabelo agora.

     

     

    Chamei uma amiga que morava perto de mim na época e  ela cortou pra mim. Ela me fez um grande favor e me deu um super apoio para cortar. A sensação era de livramento, eu estava livre, eu me sentia um pássaro de tão leve. Me sentia estranha na primeira semana e bem rápido fui me acostumando, fui vendo várias receitas de hidratação caseira, cremes para pentear e eu amei viver tudo aquilo, eu amei curtir cada momento do meu cabelo. Eu via ele crescendo aos pouquinhos, via os cachinhos se formando, eu fui notando os produtos que o meu cabelo se dava bem e os que não se davam tão bem também assim.

     

     

    Cada pessoa tem o seu tempo para se aceitar e para fazer o seu big chop. Eu fiz o meu com apenas 6 meses, porque sentia que estava na hora, mas uma coisa eu digo: Não sofra, jamais! Se você não está bem com algo, faça algo para mudar isso e seja a sua maior inspiração. Queira se ver bem  e vai estar linda em qualquer momento da sua vida. Apenas duas pessoas vieram dizer que o meu cabelo liso era mais bonito, e eu fiz a escolha de não sofrer por isso, porque eu já tinha aceitado o meu cabelo natural  e quem tinha que me aceitar eram elas naquele momento. Eu escolhi ser feliz comigo mesma, eu fui e sou feliz! Eu fiz a melhor escolha para o meu próprio bem-estar e me aceito há quase três anos. 

     

     

    O que é autoestima pra você? É uma avaliação que cada um faz de si mesmo. É a qualidade que pertence a cada pessoa satisfeita com a sua própria identidade. A confiança, o amor-próprio e a valorização de sí mesmo está presente na autoestima.

    O que mudou na sua vida depois que você se aceitou? Em primeiro lugar foi a  forma que eu comecei a me olhar no espelho depois de ter feito o meu big chop, eu comecei a ver um brilho nos meus olhos por estar feliz em ver o meu cabelo natural novamente depois de 6 anos. Eu comecei a ser inspiração para algumas pessoas e uma bem próxima de mim foi a minha tia querida. Ela parou de usar química por ver o meu cabelo natural crescendo e por notar a minha coragem ao ter cortado o cabelo tão curto. As pessoas falando do meu cabelo e me parando na rua, trabalho, supermercado para perguntar o que eu usava no cabelo, que hidratação eu fazia/faço, essas coisas me deixavam impressionada e deixam até hoje. Eu com maior atenção do mundo sempre vou compartilhar como eu cuido do meu cabelo, porque não tem preço alguém se inspirar  e querer o seu próprio cabelo natural novamente.

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