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  • Testei a finalizaA�A?o DEDA?OLISS no meu cabelo!

  • #VoltandoAosCachos: Bruna Faustino Fabiano Augusto

  • março 16, 2018 // 1 Comentário

    Oi genteee! Hoje trouxe a histA?ria linda da Rafaela Soares Marchezini, que mora em Vila Velha, EspA�rito Santo, e tem 35 anos. Ela A� dona do Palavra Inspiradora, que tambA�m tem Instagram, pA?gina no Facebook e canal no Youtube. Espero que vocA?s gostem! <3

    E se vocA? quiser mandar seu depoimento pra mim tambA�m, A� sA?A�acessar essa pA?ginaA�e ver como fazer. Quero muito conhecer a sua histA?ria!

     

    Precisamos falar sobre transiA�A?o capilar. Sei que jA? tem lindas cacheadas e crespas falando sobre isso, mas quero compartilhar minha libertadora experiA?ncia de auto estima e resgate da identidade. O assunto desse post A� muito mais que cabelo, A� contar um pouco da minha histA?ria de aceitaA�A?o. Dizem que a crianA�a comeA�a se lembrar das coisas depois dos sete anos de idade, exatamente nessa fase comeA�o a me recordar de ouvir comentA?rios negativos a respeito do meu cabelo. Observava a boneca Barbie e ela era lisa, as personalidades referA?ncia da A�poca tambA�m eram lisas: Xuxa, Mara Maravilha, Mallu Mader e Gabriela Duarte. Mais tarde, atA� a GlA?ria Maria jA? estava lisa.

     

     

    Nessa A�poca, meu cabelo que era ondulado nas pontas e com a raiz mais lisa comeA�ou a engrossar, ter frizz, ficar mais crespo. Ouvia coisas do tipo: a�?o cabelo dela estA? ficando ruima�?, a�?quando chegar a adolescA?ncia nA?o vai ter jeitoa�?, a�?estA? endurecendoa�?, a�?vai ter que cortar JoA?ozinhoa�?… Quando completei oito anos de idade quis cortar curtinho, numa tentativa de me antecipar do inevitA?vel. Naquela A�poca jA? se usava doar ou vender o cabelo cortado. No salA?o da Dona Valdete (nA?o esqueA�o o nome da experiente cabeleireira), pedi que cortasse com a gominha pra facilitar a doaA�A?o, ela sorridente e desinibida disse que meu cabelo era a�?ruinzinhoa�? que nA?o prestava nem pra doar, que pra fazer peruca o cabelo tinha que ser bom, que ninguA�m doente ia querer peruca de cabelo anelado. NA?o questionei, minha mA?e tambA�m nA?o. Seguimos adiante.

     

     

    Usei a�?JoA?ozinhoa�? por dois anos, nuca batida e bem baixinho. Aos dez anos, decidi deixar crescer pra me sentir mais feminina. Ouvia piadinhas na famA�lia (tias e primas) dizendo a�?vai crescer mas vai crescer para cimaa�?, a�?cabelo ruim nA?o podia nem ter cortadoa�?, a�?agora vai ter que usar curto pra semprea�?, a�?passa mA?quina e acaba essa agoniaa�?… Essas crueldades disfarA�adas de brincadeira ferem a alma, no meu coraA�A?o crescia uma ansiedade e um medo de nA?o ser aceita ou amada com meu Black. Ele cresceu, pra cima mas cresceu. Meu irmA?o me chamava de Jacksons Five, Toni Tornado… Hora eu brigava hora deixava pra lA?. Fingia nA?o ligar e bagunA�ava o cabelo ainda mais, penteava ele seco na ingenuidade de quem nA?o sabia cuidar.

    Quando o papai chegava me sentia linda quando ele dizia que eu estava parecendo a Gal Gosta ou a Maria BetA?nia. MamA?e e minha irmA? jA? viciadas em alisamentos, diziam que eu estava horrA�vel e que ele sA? falava isso pra me agradar. Aos doze anos de idade, ele jA? havia crescido o suficiente pra um rabicA?. Comecei a fazer bobs ou rolinhos. Em cada regiA?o tem um nome, ficava a prA?pria Dona Florinda, do seriado mexicano Chaves. Lavava A�s quartas e sA?bados, A�s vezes ouvia que era exagero, que enrolar uma vez por semana seria o suficiente mas seguia nessa rotina de lavar no inA�cio da tarde, ao chegar da escola, me escondia no sol nos fundos da casa e morria de vergonha de ser vista com as pequenas manilhas. Era como se fosse um a�?segredinhoa�? de beleza. Depois se seco rodava toca de um lado para o outro com uma meia calA�a velha. Isso me envergonhava profundamente, me sentia horrA�vel com aquilo. Me lembro de uma vez que um amigo da famA�lia estava em casa e me viu daquele jeito. Fiquei profundamente sem graA�a.

     

     

    Nessa mesma A�poca, eu que amava piscina, mar e cachoeira comecei a evitar. Com a desculpa do tempo, frio ou vento me esquivava desses programas para nA?o revelar meu crespo. Como os rolinhos nA?o estavam resolvendo o problema do volume, resolvi experimentar um alisamento aconselhada por uma profissional doce, chamada InA?s. Pensamos em a�?pastaa�? ou HenA�, comum na A�poca, mas minha mA?e foi contra, achou que seria definitivo e perigoso. Optamos por um tal produto que prometia amaciar a raiz. Na primeira aplicaA�A?o fiquei assustada com o mal cheiro do produto a base de amA?nia. Parecia esgoto, algo terrA�vel mas o benefA�cio de amansar o bicho compensava a catinga. Na primeira chuva voltando da escola, senti o cheiro e cheguei a pensar que tivesse pisado em algo indesejado. Quando cheguei em casa fui informada pela minha irmA? que estava dentro da normalidade, que o produto ao molhar fedia mesmo, que da prA?xima aplicaA�A?o poderia caprichar no neutralizante.

    A vergonha sA? aumentava, agora do cabelo ruim e do mal cheiro do creme alisante que entendia ter que usar. NA?o era pra mim uma opA�A?o, nem cogitava o cabelo natural. O pichaim crescia e quebrava, nA?o desenvolvia, sempre tinha que fazer um corte, tirar as pontas quebradas, inventar uma franja pra disfarA�ar os toquinhos na frente. O processo que se repetia toda semana de enrolar facilitou quando ganhei um secador de pA�. Me questionava toda vez que via uma amiga de cabelA?o, ficava inconsolada com a representaA�A?o disso na sociedade, a feminilidade e beleza estava ligada ao cumprimento do cabelo. Eu discordava mas faltava forA�a pra mudar. Me arrisquei atA� de megahair. O creme alisante depois de alguns anos parecia ter deixado de fazer efeito, passei de amA?nia para guanidina sem mudanA�a aparente. SA? aliviou o desconforto porque esse segundo produto nA?o cheirava tA?o mal. DaA�, abandonei os rolos e adotei a escova e a chapinha portA?teis. Aos 22 anos, ainda super insatisfeita com o cabelo fui apresentada A� progressiva pelas cabeleireiras que tambA�m se tornaram amigas Manu Melo e Luciene SerapiA?o.

     

     

    Ao todo, em 10 anos fiz todas as progressivas existentes, com formol, sem formol, de A?cido, de A?lcool, marroquina, inglesa, espanhola, detox, botox, chocolate e atA� de aA�aA�. Depois de severas crises alA�rgicas e princA�pio de queda decidi pensar em tentar conhecer meu cabelo. Meus maiores incentivos foram a querida Ana LA�dia Lopes, meu marido, Gio e minha filha, Maria. Ana LA�dia por partilhar com seu exemplo inspirador, doA�ura e sinceridade sua transiA�A?o. Ele por me ensinar com seu amor que sou linda natural, do jeitinho que Deus me fez. Minha filha por inconscientemente comeA�ar a repetir minha traumA?tica histA?ria de viver de mal com o prA?prio cabelo. Me assustei ao ver que ela sA? se sentia bem de escova e prancha, jA? estava recusando convites de sol, mar, academia e piscina.

    Quando ela completou 10 anos decidi bravamente mudar. Em princA�pio, isso gerou angA?stia, dA?vida, medo e de novo muitas crA�ticas… Mas preferi ser forte e superar. Aos 33 anos de idade, jA? me sentia segura e madura o bastante. Aos poucos fui abandonando os produtos transformadores, a escova, a chapa e em dois anos, entre grupos de cacheadas crespas, finalizaA�A�es, texturizaA�A�es, umectaA�A�es, modeladores, hidrataA�A�es, reconstruA�A�es e muito amor aos cachos, encerrei minha transiA�A?o agora, aos 35. Quero que vocA?, leitora do Apenas Ana, guarde no seu coraA�A?o que mulheres curadas na alma sA?o instrumento de cura para todos ao seu redor. Vemos por aA� muitas lisas artificialmente alcanA�adas que mutilaram seus cachos com a prancha, chapinha, alisante e progressiva porque nunca se amaram, porque nunca permitiram conhecer suas madeixas, muitas estA?o infelizes com o espelho. Comigo foi assim. O grande corte foi libertador, o choro foi de alA�vio e genuA�na liberdade.

     

     

    Definitivamente, posso dizer que a transformaA�A?o comeA�a de dentro pra fora, como bem diz a autora desse abenA�oado blog. Auto estima, aceitaA�A?o, identidade, perdA?o e amor prA?prio sA?o palavras de ordem. SA? quem A� cacheada crespa empoderada sabe do que eu estou falando. Pra quem estA? comeA�ando, forA�a, vai passar! Pra todas as outras que me ajudaram, muito obrigada! Para Ana LA�dia, meu carinho e admiraA�A?o.

    1. Gleiciane mar 23, 2018

      Oi Ana passei pra dizer que adorei sua iniciativa..A e q eu voltei aos cachos graças a vc que com seus vídeos me incentivou e inspirou a voltar os cachos…Pq na época Táva grávida e sem pode fazer nada no cabelo então só saia de coque,na igreja nas festas encontro de família……Aí então que vendo vídeos no YouTube achei vc e de cara me encantei por vc ser verdadeira e trasitio simpatia…Então passei a ver outros vídeos seus e aí quebrei outro tabu o de sequir alguem …Então comessei a seguir vc e soltar o meu cabelo …Como pentear como idrata como fazer penteados….A os penteados foram tudo com cabelo ainda curto e agora…Toda vez que vou levar meu filho a escola primeiro dor uma olhada nos seus vídeos e fasso um penteado..Sempre acordo sedo fasso todos os afazeres depois vejo o vídeo uma hora antes aí fasso um deles e saio ..A e a maki nem se fala sempre fui apaixonada por maquiagem aí vc veio e me deixo mais apaixonada…pq vc deixa tudo mais simples não tem padrão nem luxo e tudo simples maís com amor e cuidado…Isso que gostei nos seus vídeos e que vc realmente faz tudo com cuidado por saber que nem todos tem dinheiro pra comprar coisas caras….mt obrigada vc é uma pessoa iluminada e abençoada. …Fica com Deus.

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